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Sindicato denuncia falta de medicamentos em hospital de Vila Velha


19/04/2017 às 13:01
O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado (Sindsaúde-ES) recebeu nova denúncia sobre a situação caótica em que se encontra o Hospital Estadual Antônio Bezerra de Farias, em Vila Velha. Nas últimas semanas a entidade vem denunciando diversas irregularidades que ocorrem na unidade, colocando pacientes e servidores em risco.

O sindicato teve acesso a uma lista extensa de medicamentos e materiais que estão em falta no hospital neste mês de abril. Além da falta de medicamentos, apenas uma das três ambulâncias da unidade está em funcionamento.

Mesmo depois da denúncia da última semana, a sala de emergência permanece superlotada, sobrecarregando o sistema de respiração artificial. No último domingo (16) havia 12 pacientes na emergência, sendo cinco em respiração mecânica, apesar de o hospital comportar somente até quatro pacientes entubados.

O diretor da entidade, Valdecir Gomes, ressaltou que a enfermaria tinha seis vagas na ocasião, para onde poderiam ter sido transferidos internamente os pacientes que apresentavam melhora. No entanto, o setor que cuida do remanejamento de vagas não funciona à noites, nos feriados e nos fins de semana, ou seja, as vagas disponíveis acabaram ficando ociosas.

No caso das ambulâncias, uma delas, que não está operando, está há um ano em uma oficina de Jardim América, em Cariacica. A falta dos veículos prejudica também a transferência dos pacientes que conseguem vagas em outros hospitais do Estado.

Irregularidades

Desde o início de abril o Sindsaúde vem fazendo uma série de denúncias a respeito da situação precária do Hospital Antônio Bezerra de Farias. Uma delas dava conta que pacientes que estavam saindo do pós-operatório eram deixados nos corredores do pronto-socorro, correndo risco de infecção hospitalar por bactérias.

Já na última semana a entidade denunciou que o hospital corria risco de pane em aparelhos respiração artificial, por conta da superlotação e da falta de estrutura para atendimento. A rede de oxigênio sofrendo quedas e colocando em risco a vida de entubados, que podem ficar sem respiração artificial por causa da superlotação na rede.

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