Seculo

 

Deputados consolidam manobra e CPI da Cesan é indeferida


19/04/2017 às 15:46
A manobra que teve início na Assembleia Legislativa no último dia 5, com a inclusão de uma emenda do deputado Gildevan Fernandes (PMDB) em um projeto do deputado Sérgio Majeski (PSDB), mesmo com o protesto do tucano, se consolidou na manhã desta quarta-feira (19). A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa indeferiu o pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cesan.
 
 
 
O requerimento foi lido na sessão ordinária, juntamente com os pedidos dos deputados Padre Honório (PT), José Esmeraldo (PMDB) e Gilsinho Lopes (PR) para a retirada de seus nomes do documento. Isso foi possível com a publicação nessa terça-feira (18), da Resolução que permite a retirada de assinaturas dos requerimentos após o protocolo do documento.
 
Com a retirada das assinaturas, o requerimento não conseguiu atingir os 10 nomes necessários para o pedido de abertura. De iniciativa dos deputados Euclério Sampaio e Josias da Vitória, ambos do PDT, o objetivo era investigar denúncias contra a Companhia Espírito Santense de Saneamento, como a prática de “taxas abusivas”.
 
Mantiveram a assinatura, além dos pedetistas, os deputados Sérgio Majeski (PSDB), Theodorico Ferraço (DEM), Marcos Bruno (Rede), Freitas (PSB) e Enivaldo dos Anjos (PSD).
 
Na Fase das Comunicações, Euclério Sampaio afirmou que continuará tentando emplacar a CPI. “Quem pensa que me venceu está enganado. Eu vou montar outra e vou passar todo dia colhendo a assinatura dos deputados. Por que não querem investigar a Cesan, gente? O ex-presidente (Paulo Ruy Carnelli) está denunciado na Lava Jato. O Palácio quer proteger”, afirmou o deputado.
 
Durante a Fase das Comunicações, Sergio Majeski também comentou o assunto: "Não há democracia verdadeira se segredos são mantidos. Se não há nada de errado acontecendo, não há o que se temer. Se foi tudo feito dentro dos preceitos legais e éticos, não há o que se temer. Essa CPI se faria necessária, sim. Os contratos da Cesan com a Odebrecht giram em torno de R$ 210 milhões. Diretores da Cesan se tornaram diretores da Odebretch e vice-versa. Há muita coisa nebulosa. Essas coisas precisam vir à tona", afirmou.
 
(Com informações do site da Ales)

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

Até tu?

A situação está tão difícil, que PH almejou fazer uma dobradinha com os senadores Magno Malta e Ricardo Ferraço

OPINIÃO
Editorial
Quem paga a conta senta na cabeceira?
O financiamento pela Arcelor de uma pesquisa da Ufes de R$ 2 milhões acende o alerta sobre a autonomia universitária e a transparência nos acordos entre academia e capital privado
Piero Ruschi
Visita à coleção zoológica de Augusto Ruschi
Visitei a coleção zoológica criada por meu pai e seu túmulo na Estação Biológica. Por um lado, bom, por outro, angústia
Geraldo Hasse
Refém do Mercado
O País está preso ao neoliberalismo do tucano Pedro Parente, presidente da BR
Roberto Junquilho
A montagem da cena
Em baixa junto aos prefeitos da Grande Vitória, Hartung dispara para o interior do Estado
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Arrogância também conta?
MAIS LIDAS

Quem paga a conta senta na cabeceira?

A montagem da cena

Até tu?

Advogados questionam gestão de Homero Mafra à frente da OAB no Estado

O livro