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FAO classifica horta comunitária de Vitória como exemplo de inovação em tecnologia social


18/05/2017 às 16:45
Uma missão da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), com representações de doze países da América Latina e Caribe, visitou a Horta Comunitária Quintal da Cidade, na Cidade Alta, no Centro de Vitória, e a classificou como um exemplo de inovação em tecnologias social.

A visita aconteceu na tarde dessa quarta-feira (18), último dia da missão em Vitória, que teve objetivo macro de conhecer a experiência capixaba do Programa de Alimentação Escolar e das compras da agricultura familiar, por meio de um intercâmbio internacional promovido pelo Programa de Cooperação entre a FAO e o governo brasileiro.

“É uma forma de viver melhor, viver junto, é uma forma de produzir e de comer melhor, gerar saúde, gerar relacionamentos entre pessoas. Isso pra nós é um grande aprendizado, é uma boa referência que é possível fazer diferente”, afirmou Nadjila Velasco, coordenadora regional do Programa.

De fato, se o que motivou a criação da horta, pelos moradores da Rua Rubens Vervloet Gomes, há pouco mais de um ano, foi a retirada de lixo da rua, abandonada pela prefeitura municipal, hoje os motivos que mantém a união do grupo em torno do Quintal da Cidade extrapolam a questão elementar de limpeza pública e incluem a produção de alimentos saudáveis e a oportunidade de se relacionar com os vizinhos de forma segura e alegre.

“Tomou uma dimensão de convivência comunitária”, destaca a assistente social e hortelã Duda Bimbatto, precursora do projeto, junto com o marido. “Aqui nós realizamos sarau de poesia, oficinas artísticas, oficinas de educação ambiental, shows musicais, uma ocupação cultural da cidade”, relata.

Duda enfatiza também o sentido terapêutico da horta comunitária. “Cada hortelão tem uma motivação pra estar aqui. Pra alguns é uma terapia, que dá um novo significado pra vida”, conta.

As hortas comunitárias urbanas são uma tendência mundial. Promovidas por pessoas das mais diversas faixas etárias e socioeconômicas, têm chamado atenção do poder público que, aos poucos, fornece mais apoio às iniciativas populares. “No sul do País já tem política pública para as hortas urbanas”, informa a hortelã.

“Quando a gente recebe uma visita como essa e ouve palavras de incentivo, que valorizam o nosso trabalho, isso mostra que a gente está no caminho certo”, emociona-se. “Temos que ocupar as cidades de uma maneira saudável, sustentável, afetiva”, convida. 
 

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