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Secretaria Segurança cria 'efeito vitrine' com viaturas da PM paradas na Grande Vitória


10/07/2017 às 18:33
No último fim de semana, entre a noite de sexta-feira (7) e o domingo (9), a população do Estado se deparou com algo que não é mais comum há bastante tempo. Viaturas da Polícia Militar ficaram posicionadas estrategicamente em pontos de alta visibilidade. Os giroscópios ligados e ao menos dois policiais na viatura ajudavam a garantir o “efeito vitrine”.
 
A operação denominada Força Total, no entanto, ocorreu para aumentar a “sensação de segurança”, ou seja, dar a impressão de que a polícia estava na rua, mas se tratava de um policiamento ostensivo.
 
Essa prática vem sendo adotada principalmente depois da paralisação da PM por 22 dias em fevereiro deste ano, em virtude do protesto de familiares de policiais que impedia a saída de viaturas dos batalhões.
 
Desde o fim da paralisação, a orientação dada às Companhias Independentes é para manter o ponto-base das viaturas. Em Vitória, elas foram posicionadas na Praça de Jucutuquara; na Ilha do Príncipe; em frente ao Shopping Vitória, na Enseada do Suá; na Rodovia Serafim Derenzi; e na Ponte da Passagem.
 
Essas operações não cumprem efetivamente o papel de reduzir os índices de violência, mas servem para exibir a presença da polícia para a população. Além da Força Total estão sendo feitas operações com os policiais militares do setor administrativo, que saem um dia por semana às ruas para fazer o mesmo tipo de “patrulhamento maquiado”.
 
Apesar dessas operações, o número de crimes contra o patrimônio tem aumentado sensivelmente em relação a 2016. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), até o dia 3 de julho, foram registrados 3.186 roubos de veículos somente na Grande Vitória. No mesmo período de 2016 foram 1.403 registros, ou seja, um aumento de 127%.
 
Também cresceu o número de ocorrências de roubo a pessoa em via pública. Foram 7.489 até o dia 3 de julho, contra 5.320 no mesmo período de 2016 na Grande Vitória, representando um aumento de 41%.
 
As operações também não fazem frente ao número de policiais que estão afastados do serviço para tratar problemas médicos e psicológicos. A Polícia Militar não divulga o número exato de policiais “baixados”, que deixam o serviço para tratamento, mas sabe-se que é um contingente substancial, que aumentou principalmente depois da paralisação da PM, diante das condições a que são submetidos.

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