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Sesa alerta para mudança nas faixas etárias de vacinação contra catapora e meningite


12/01/2018 às 20:20
Pais e responsáveis por crianças e adolescentes devem ficar atentos às mudanças do Calendário Nacional de Vacinação. A partir deste ano, crianças de 4 até 6 anos de idade (6 anos, 11 meses e 29 dias) podem tomar a segunda dose da vacina varicela (atenuada), que protege contra varicela, popularmente chamada catapora.
 
Já para a vacina meningocócica C conjugada, o Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou a faixa etária de vacinação para 11 a 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias).
 
As informações foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).  A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo, informa que as duas vacinas já estão disponíveis para esse público nas unidades de saúde de todo o Estado, e ressalta que é importante as crianças e os adolescentes serem imunizados, principalmente aqueles que estão na idade limite para receber as vacinas, ou seja, os que estão prestes a completar 7 anos e os que já vão fazer 15 anos.
 
A vacinação contra catapora na faixa etária de 4 até 6 anos visa corrigir possíveis falhas vacinais da primeira dose, que desde 2013 é oferecida pelo SUS para todas as crianças de 15 meses. Outro objetivo é aumentar a proteção das crianças, prevenindo a ocorrência de surtos da doença, especialmente em creches e escolas.
 
Uma única dose da vacina contra catapora tem eficácia de 76% a 85%. Com as duas doses, a proteção fica próxima de 100%. “Uma única dose reduz a gravidade da catapora, mas não impede em todos os casos que a criança apresente a doença, mesmo na forma mais branda. Com a segunda dose, a intenção é promover uma imunidade maior e garantir que a criança não tenha catapora”, esclareceu.
 
A Sesa informa que “outra novidade importante no Calendário Nacional de Vacinação em 2018 é a ampliação da oferta da vacina meningocócica C conjugada para a faixa etária de 11 a 14 anos (14 anos, 11 meses e 29 dias). No ano passado, a vacina passou a ser administrada em meninos e meninas de 12 e 13 anos de idade para reforçar a proteção recebida na infância, quando a criança é imunizada com doses aplicadas aos 3 meses, aos 5 meses e com 1 ano de idade. Agora, quem tem 11 e 14 anos também será beneficiado”.
 
HPV
 
Proteção também disponível nas unidades de saúde de todo o Estado ao longo do ano, a vacina contra HPV deve ser tomada no período adequado para que sua ação no organismo seja mais eficaz, reforça a coordenadora do Programa Estadual de Imunizações, Danielle Grillo. Em 2017, a vacina HPV, que já era ofertada para meninas de 9 a 14 anos de idade, passou a ser disponibilizada também para meninos de 11 a 14 anos, ampliando o público masculino infantojuvenil beneficiado.
 
Tanto para as meninas quanto para os meninos, a vacinação contra HPV segue o esquema de duas doses (0 e 6 meses), ou seja, a segunda dose é administrada seis meses após a primeira dose. A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações diz que a recomendação é que o esquema vacinal seja completado o mais rápido possível e que o intervalo entre uma dose e outra seja no máximo de 12 a 15 meses para garantir uma boa produção de anticorpos.
 
A coordenadora do Programa Estadual de Imunizações destaca que, além de evitar que os meninos transmitam HPV para as meninas não vacinadas, pois é pelo contato com o homem que a mulher adquire o vírus, a vacina previne neles os cânceres de pênis, ânus, garganta e boca, além de verrugas genitais. Já nas meninas, o principal foco da vacinação é proteger contra o câncer de colo do útero, bem como contra os cânceres de vulva, vagina, ânus, boca, garganta e verrugas genitais.
 
Em 2017, o percentual de meninas vacinadas no Espírito Santo com a primeira dose da vacina HPV foi de 89,34% e com a segunda dose foi de 62,94%. Entre os meninos, a cobertura vacinal registrada foi de 30,51% na primeira dose e 6,09% na segunda dose. Considerando que a meta tanto para homens quanto para mulheres é uma cobertura vacinal de 80%, os números mostram que ainda é preciso avançar bastante na vacinação, principalmente do público masculino.

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