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Vereador cobra análise de projetos que proíbem doador de campanha em cargo comissionado


12/04/2018 às 16:06
O vereador Roberto Martins (PTB) cobrou nesta quinta-feira (11) maior rapidez da Câmara de Vitória na tramitação dos projetos que impedem a nomeação de doadores de campanhas eleitorais para cargos comissionados.
A cobrança foi feita durante visita do vereador de Nova Venécia Antônio Emílio (PPS), partido da base de sustentação do prefeito de Vitória, Luciano Rezende, que exerce o controle do legislativo da capital. 
“Antônio Emílio conseguiu aprovar projeto que veta a participação de doadores de campanha no Executivo Municipal. Curiosamente, a Câmara de Vitória já possui dois projetos que tratam desta questão, mas que ainda estão tramitando”, criticou Martins.
Na Câmara de Vitória, existe o Projeto de Resolução 29/2017, que proíbe ao poder legislativo municipal nomear para cargos em comissão e função gratificada pessoas que tenham efetuado doações financeiras ou bens estimáveis em dinheiro para campanha eleitoral. E o Projeto de Lei 241/2017, pelo qual Martins visa proibir o mesmo na prefeitura.
Ambos os projetos proíbem nomeações por quatro anos, a contar da data de doação e, segundo o vereador Roberto Martins, o estranho é que, apesar de celebrarem o visitante do norte do Espírito Santo, os vereadores de Vitória ainda não aprovaram os projetos.
“Uma das bases para que possamos homenagear uma pessoa é seguir seus exemplos. Então, pressiono para que aprovação destes projetos também possa ocorrer em Vitória e fazer desta homenagem algo legítimo”, critica. 
A ocupação de cargos comissionados é um antigo questionamento da classe política, por representar valiosa moeda de troca nas articulações. O assunto é tema de discursos de gestores públicos, com promessas de redução do número de comissionados, principalmente como parte de plataformas eleitorais, mas na realidade, isso nunca acontece. 
Mesmo quando ocorrem os cortes, há o acúmulo de pessoas em secretarias e órgãos da administração pública. As secretarias ocupadas por políticos que perderam eleição ou fizeram doações em campanhas são intocáveis. 

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