Fafi
Foto: Tadeu Bianconi
 |
|
|
Construído para sede do "Grupo Escolar Gomes Cardim", o edifício abrigou posteriormente o "Colégio Estadual do Espírito Santo", passando, em 1957, a ser utilizado como "Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras", até 1972. Deste último, vem a denominação pela qual é conhecido entre os capixabas, FAFI.
Atualmente, o edifício já recuperado e reformado, pertence à municipalidade local, e abriga a Escola Livre de Arte, sendo um espaço para variadas atividades culturais no Centro de Vitória. Tombado em 1983 como patrimônio público, pelo Conselho Estadual da Cultura, este monumento tem importância não só educacional, já que sua trajetória se confunde com o desenvolvimento do ensino do Estado, mas também cultural, uma vez que nas décadas de 1920 a 1960, foi palco de concertos, bailes, artes de vanguarda e projeções cinematográficas.
Localizado na parte baixa do Centro de Vitória, em terreno de esquina, possui planta triangular, desenvolvendo-se ao redor de um pátio central aberto, circundado por varandas. Como a maioria dos prédios do Centro da cidade, também não apresenta afastamento frontal, e sua entrada está voltada para a avenida mais movimentada do Centro, local de tráfego intenso, e casas de comércio.
O estilo eclético se destaca no prédio da Escola de Arte FAFI, projetado pelo arquiteto tchecoslovaco, Joseph Pitilick, registrando o momento de formação da pequena burguesia capixaba, apoiada na economia cafeeira, principal fonte de recursos, que passam a ser revertidos no urbano.
Mercado da Capixaba
|

|
Construído para substituir o antigo mercado municipal, que não mais preenchia as necessidades da Capital, foi inaugurado em 1926 na mais nova avenidal, que começava a adquirir seu caráter comercial, a Avenida Capixaba, atual Jerônimo Monteiro. Nessa época, o mar batia próximo de sua fachada posterior onde havia um atracador para pequenas embarcações que traziam os produtos frescos.
O Mercado da Capixaba ocupa uma quadra inteira, situando-se a parte edificada somente na periferia do lote, de modo a formar um pátio central, na época de sua construção o mercado tinha quatro acessos, um em cada fachada. Hoje os acessos das ruas laterais encontram-se bloqueados. O prédio, de dois pavimentos, tinha como principal função o abastecimento de gêneros alimentícios para a cidade, porém abrigava em seu pavimento superior um hotel de propriedade particular. Do lado da Avenida Jerônimo Monteiro está a fachada principal, consequentemente, a mais ornada.
O mercado funcionou até a década de 1960, quando houve a construção do Mercado da Vila Rubim, em bairro periférico do centro. Assim o Mercado da Capixaba começou a mudar de uso, abrigando no pavimento térreo bares, açougues, depósitos e comércio varejista. O mesmo aconteceu com o pavimento superior, que foi sede da Rádio Espírito Santo, com seu concorridíssimo programa de auditório. No ano de 1996, seu pavimento superior passou por ampla recuperação para ali instalar-se a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.
Escadarias
Foto: Divulgação
 |
|
|
A cidade construiu escadarias para ocupar antigas ladeiras íngremes que ligavam a parte baixa da cidade - área obtida em sua maioria com aterros, com a parte alta - antigo núcleo original da Vila.
As escadarias de Vitória datam do início do século XX, quando a capital experimentou um singular desenvolvimento urbanístico. As escadarias que já existiam nessa época foram remodeladas, a exemplo da escadaria Bárbara Lindenberg , localizada à frente do Palácio Anchieta. Antes esta era reta, com alguns patamares, com a remodelação ganhou espaços de contemplação entre os lances de degraus, estátuas em mármore em alusão às estações do ano e também uma fonte artificial.
A escadaria Maria Ortiz leva nome da heroína capixaba e, como as escadarias São Diogo e Djanira Lima, é decorada com balaustrada em concreto e postes em ferro.
Das escadarias do Centro, a Carlos Messina se diferencia das demais por possuir canteiro central ajardinado e os corrimões com desenho geométrico, em lugar de balaústres.
Monumento a Martim Afonso Araribóia
Foto: Gustavo Louzada
 |
|
|
Uma outra atração da cidade é a estátua em bronze do herói Araribóia. Que atualmente pode ser vista na Beira- Mar, próximo a curva do Saldanha.
Um dos vultos históricos na luta pela expulsão dos holandeses da Capital, no período da colonização. Araribóia foi um bravo herói e fundador da Aldeia de São João, atualmente Carapina na Serra e da cidade de Niterói no Rio de Janeiro.
Temiminó, do Grupo Tupi, o nome indígena Araribóia significa Cobra Feroz ou Cobra das Tempestades. "Araib", em Tupi, significa "Tempo Mau, Tempestade, Tormenta" e "Bói" significa "Cobra".
Nasceu em 1524, na Ilha de Paranapuã, atual Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Ao contrário do que se pensa Araribóia não nasceu no Espírito Santo. Esteve no Estado, acompanhando seus pais e sua gente, de 1554 a 1564.
Aqui residiu na região de Santa Cruz e depois na Serra. Posteriormente em 1562, fundou a Aldeia de São João, em Carapina.
O Cacique Chefe dos Índios Temiminós foi um dos fundadores da Serra. Que, com o padre Braz Lourenço, construiu a Aldeia e a Igreja que daria origem depois o povoado de Conceição da Serra, hoje Serra.
O grupo de Índios Tupis, pela posição que ocupava no litoral, foi o que manteve maior contato com os Portugueses. Foi o que deu maior contribuição na formação da Cultura Brasileira e o que, pela miscigenação, mais se integrou à população.
Com vinte anos de idade já era um dos principais líderes de sua Tribo, graças a atos de bravura. Mudou-se para o Espírito Santo em 1555, quando já tinha 54 anos de idade.