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Sebastião Pinheiro defende
o zoneamento agro-ecológico
O zoneamento agro-ecológico do Espírito Santo foi defendido no Seminário Internacional Sobre Eucalipto e Seus Impactos pelo pesquisador Sebastião Pinheiro, diretor da Fundação Junquira Candiru. A entidade tem sede em três países e a do Brasil é localizada em Porto Alegre. O pesquisador, de 54 anos, é engenheiro agrônomo e florestal e é um dos ambientalistas mais conhecidos do
país no exterior.
Funcionário da Universidade Federal do Rio Grande o pesquisador é pós-graduado em química agrícola na Alemanha. Onde, por convicção, abandonou um curso de doutorado.
Sua palestra foi uma das mais aplaudidas no seminário, realizado pela Comissão de Agricultura e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa. Para defender a tese ele usou inúmeros argumentos. Entre eles o de que "o mar do Espírito Santo fixa 15 vezes mais gás carbônico que a terra. Não seria mais importante que os "sumidouros de carbono" fossem marinhos? Teríamos mais pesca, mais economia. Contudo, a família Globo quer destruir as algas calcáreas para extrair (minerar) "Lithotamium".
É aqui que entra o zoneamento agro-ecológico; zoneamento que Rondônia, Amapá e Mato Grosso do Sul foram obrigados a priorizar, com medo de perder investimentos externos.
Zoneamento que, por respeito à Mata Atlântica e Bacia Pesqueira, deveria ser priorizado também no Espírito Santo, pois ele é ciência, é geração de trabalho e tecnologia, e prestação de serviços, desmaterializando a economia, para a Humanidade, conforme a Agenda 21.
Mas que a empresa de celulose não quer que se desmaterialize, pois ela nos quer meros objetos. Seu eucalipto não é bom ou mau. Ele causa impactos.
Por isso, devemos perguntar ao pequeno agricultor, assentado ou indígena e comunidade capixaba: se a empresa fosse obrigada a respeitar e pagar, de fato, que cada hectare com eucalipto recuperasse ou restaurasse três hectares de Mata Atlântica, isto seria bom para quem?
Seria bom para a biodiversidade e estamos falando em economia e não em crematística. Seria ótimo para o agricultor que manteria sua renda, autonomia e liberdade. Estamos falando em felicidade, não em riqueza.
Mas não sejamos ingênuos. Os governos são heteronômicos, obseqüentes e corruptos para evitar que esta desmaterialização aconteça.
A empresa (Aracruz Celulose, grifo do repórter) planeja usar o marketing do produto da fixação do gás carbônico, e ela fará as suas reservas, não pela Mata, mas pelo valor crematístico da biodiversidade que irá vender para exploração e tudo continua na mesma e para pior".
Transcrevemos a integra da conferência abaixo.
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