O Código de Trânsito Brasileiro determina que crianças com idade inferior a 10 anos devem ser transportadas no banco traseiro, usando cinto de segurança. Mesmo assim, ainda podemos ver crianças no banco da frente e, quando estão no de trás, na maioria das vezes, não utilizam a proteção adequada. Além disso, os acidentes de trânsito crescem cada vez mais, levando risco a pessoas inocentes. Por isso, é preciso prudência. Sendo assim, mostramos aqui como deixar sua viagem mais segura para você e para os outros.
Bebês
O transporte correto deve ocorrer desde a saída da maternidade. Até que a criança esteja pesando cerca de 10 kg, período no qual a fragilidade é total e a estrutura músculo-esquelética imatura, é necessário um assento infantil, colocado no meio do banco de trás do veículo, de costas para o painel e preso pelo cinto de segurança do carro. O cinto da cadeirinha deve passar entre as pernas da criança e ser preso na estrutura que ali fica. Há também um acessório que firma o pescoço do bebê.
Até os 4 anos de idade (cerca de 18 kg), fase em que ainda há fragilidade da coluna vertebral, pode ser usado o assento reversível. Ele deve ser colocado no meio do banco traseiro, de costas para o painel, até que a criança complete 1 ano e, depois disso, será instalado de frente. Neste caso, a criança também ficará contida pelo cinto de segurança da cadeirinha e, esta, pelo cinto do automóvel.
Crianças
Quando o modelo anterior estiver pequeno e a criança ainda não tiver altura suficiente para sentar no banco traseiro com o cinto do carro, é indicado o assento elevador (ou "booster"). Deve ser colocado nas laterais do banco, para dar maior segurança à parte superior do tronco e à cabeça. Assim, a criança poderá usar o cinto do carro, de preferência o de três pontos, que passará pelo meio do ombro e pelas saliências ósseas do quadril. Para carros que não possuem assento com cinto de três pontos e encosto alto, que ultrapassa as orelhas da criança, para proteger a cabeça e o pescoço, há um modelo de "booster" que já apresenta esses requisitos.
Os melhores assentos são aqueles que já foram testados dinamicamente (verificar a norma técnica do país de origem), que se adaptam de forma correta ao banco e ao cinto de segurança do carro. São confeccionados de material resistente, macio, durável e que não esquenta com facilidade. É necessário também observar a forma correta de instalação, conforme o manual, para que funcionem bem. Quando ficarem pequenos ou a cabeça da criança ultrapassar o limite superior do encosto, um novo modelo deve ser adquirido.
O uso do cinto de segurança de três pontos requer atenção dos pais, para que a criança nunca utilize a faixa transversal atrás dos braços ou nas costas, pois só a abdominal não garante a proteção do tronco. O transporte no banco da frente só deve ocorrer quando a criança atingir 1,45 m de altura, conseguir encostar os dois pés no chão e estiver apta para usar o cinto de três pontos corretamente.
Gestantes
Para proteger o bebê ainda no útero, a gestante também deve observar cuidados especiais, como usar sempre o cinto tipo três pontos, mantendo a faixa sub-abdominal tão baixa e ajustada quanto possível. A faixa diagonal deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas, nunca sobre o útero. No último trimestre, é melhor sentar no banco de trás. Além disso, qualquer desconforto ou alteração clínica poderá afetar seu bom desempenho ao volante. Por isso, se tiver tonturas, edemas, dores, pressão alta ou baixa, ou dificuldade de mobilidade pelo aumento do volume do abdome, convém parar de dirigir temporariamente.
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