Vitória (ES), edição de 04 de agosto de 2004
 
Polícia nega, mas está
à procura de suspeitos



Renata Oliveira



Dois suspeitos de envolvimento na morte de envolvidos no assassinato de Marcelo Denadai podem ser presos a qualquer momento. Os acusados teriam conseguido fugir na ocasião do cumprimento de mandados de busca e apreensão, quando foram presos dois homens acusados de envolvimento na morte de Leonardo Maciel Amorim, o Leo, uma das testemunhas do caso.

As informações são de bastidores, já que a polícia nega a existência de mais mandados e mantém o silêncio em torno do caso. Os procurados teriam uma importância fundamental para as ligações entre o assassinato do advogado Marcelo Denadai, ocorrido em 2002, e de quatro envolvidos no crime.

Procurado na semana passada para comentar as investigações sobre Léo, o delegado que preside o caso, André Luiz Cunha, negou que a polícia tenha mandados de prisão para cumprir. Mas não negou a possibilidade de ligação entre ele e os assassinos de Denadai, já que um dos acusados de ter matado o advogado, o ex-tenente Paulo Jorge dos Santos, o Pejota, era segurança de
Léo.

Foram apontados pela polícia como envolvidos na morte de Marcelo Denadai o empresário Sebastião de Souza Pagotto, que seria o mandante do crime, o policial militar Dalberto Antunes Pereira, a mulher dele, a major PM Fabrízia Gomes da Cunha, e o empresário Leandro Scardua Mageski.

Leonardo foi o quatro envolvido no crime a ser morto. O ex-tenente PM Paulo Jorge dos Santos Ferreira, que era segurança e amigo pessoal de Pagotto, foi assassinato em dezembro do ano passado, alguns dias após ter sua prisão preventiva suspensa também devido a um habeas-corpus.

Em março de 2003, o comerciante Eduardo Victor Vieira, 28, foi morto dentro de seu ferro-velho, localizado em Vila Velha. O local foi invadido por dois homens armados, que anunciaram um assalto. Também foi morto, por engano, o mecânico Carlos Alberto Almeida, 36.

Leonardo era sócio de um caçan-íqueis, onde os dois matadores de Denadai trabalhavam como seguranças, na época do crime. O irmão de Pagotto era advogado dos dois. Leonardo seria o financiador dos assassinos. O comerciante estava sendo investigado pela Polícia Federal pelo envolvimento no crime.

Ele foi morto por volta das 18h40 em uma avenida do bairro. Os dois assassinos estavam em um veículo Gol preto e fecharam o Corolla placa MTA-1302, conduzido pelo comerciante. Um deles desceu do carro com a arma e disparou vários tiros contra a vítima.

Denadai foi morto na noite de 15 de abril de 2002 quando retornava de uma caminhada na Praia da Costa, em Vila velha. Seus executores pretendiam seqüestrá-lo e depois desaparecer com o seu corpo. Mas o advogado percebeu a cilada e tentou correr, quando foi alvejado com três tiros.