Vitória (ES), edição de 12 de agosto de 2004
 
Família de Léo acha que ele
confiou em pessoas erradas



Renata Oliveira


A família de Leonardo Maciel Amorim, 28 anos, o Léo, executado em frente à sua empresa em Jardim América, Cariacica, no dia 29 de julho deste ano, acompanha de perto o caso e acredita no empenho da polícia. Para os familiares, Léo teria sido vítima da confiança que depositava em pessoas erradas.

O assassinato do comerciante causou surpresa e indignação à família, que não sabia que o rapaz corria risco de morte. Segundo a prima dele, Priscila Maciel, Léo era o orgulho da família.

"Ficamos extremamente surpreendidos e chocados com sua morte, foi uma verdadeira tragédia para a família. Estamos muito assustados e indignados com o que aconteceu. Estão querendo envolver o Léo em uma briga de "peixe-grande". O Léo não merecia uma morte tão estúpida. Achamos que o Léo foi imaturo, natural de sua pouca idade, e não enxergou a maldade de algumas pessoas que o rodearam", disse.

Para ela, a investigação da Polícia Civil, comandada pelo delegado André Cunha, vai apontar os culpados do crime. Ela teme apenas que o inquérito, que corre sob segredo de justiça para não atrapalhar as investigações, seja prejudicado por pessoas que podem saber de alguma coisa mas têm medo de
se envolver por se tratar de um crime tão perverso.

A família está pronta para lutar até o fim para que o caso não caia no esquecimento. "Embora o Leonardo não esteja mais conosco, por trás dele temos nós, sua família, que não deixaremos o esquecimento imperar. Esperamos que os assassinos sejam punidos".

Leonardo estava sendo investigado pelo seu envolvimento com um dos assassinos do advogado Marcelo Denadai - morto em 2002, na Praia da Costa, em Vila Velha. Um dos executores do crime, o ex-tenente Paulo Jorge dos Santos, o Pejota, que também foi assassinado, era um dos seguranças de Léo.