Vitória (ES), edição de 13 de agosto de 2004
 
Polícia procura mandante do assassinato de Léo



Renata Oliveira

Apesar de continuar negando que existam mandados de prisão a serem cumpridos e não poder adiantar os detalhes das investigações, sabe-se nos bastidores que a Polícia Civil está à procura do mandante do assassinato do comerciante Leonardo Maciel Amorim, o Léo, uma das testemunhas do caso Denadai.

Léo foi morto no dia 29 de julho em frente à sua empresa, localizada em Jardim América, Cariacica. Os investigadores ainda não chegaram ao mandante do crime, mas um pistoleiro está preso, acusado de ter disparado os seis tiros que atingiram Léo. A polícia também não pode revelar como chegou até ele, mas já tinha pistas do suspeito desde o dia do crime.

As investigações agora são no sentido de estabelecer alguma ligação entre o assassinato de Léo e o do advogado Marcelo Denadai, morto em 2002, na Praia da Costa. Existe a possibilidade de que os assassinos de Léo também tenham tido participação na morte de Denadai.

Um dos executores do advogado, o ex-tenente Paulo Jorge dos Santos, o Pejota, que também foi assassinado em dezembro do ano passado, era um dos seguranças de Léo. Nesta quinta-feira (12), a família do rapaz disse que ele teria acreditado em pessoas erradas e por isso fora assassinado como queima de arquivo.

Com a morte de Leonardo, subiu para quatro o número de envolvidos na morte de Denadai executados. O ex-tenente PM Paulo Jorge dos Santos Ferreira, que era segurança e amigo pessoal de Pagotto (acusado de ser o mandante do crime), foi assassinato em dezembro do ano passado, alguns dias após ter sua prisão preventiva suspensa devido a um habeas-corpus.

Em março de 2003, o comerciante Eduardo Victor Vieira, 28, foi morto dentro de seu ferro-velho, localizado em Vila Velha. O local foi invadido por dois homens armados, que anunciaram um assalto. Eduardo iria depor contra Pagotto na semana seguinte ao seu assassinato. Também foi morto o mecânico Carlos Alberto Almeida, 36. Este último foi assassinado por engano.