Os brasileiros já estão revoltados com o impasse noo qual estão envolvidos a Petrobras e o governo federal. No ultimo dia 6, a empresa anunciou um aumento no preço do combustível, alegando que iria repassar para os combustíveis o aumento determinado pelos usineiros, em decorrência dos prejuízos sofridos com a quebra da safra de cana-de-açúcar.
Porém, na terça-feira (10) a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse que o repasse do preço do combustível para o consumidor ainda não era certo. Segundo ela, o governo federal está aguardando uma caracterização de mudança de patamar do preço internacional do petróleo. Dilma disse ainda que apenas com a acomodação da cotação do insumo no mercado internacional o governo poderá definir quais medidas adotar para o preço do combustível.
"O preço da Petrobras está completamente equiparado ao mercado internacional. Se o preço for a US$ 45 o barril, e lá permanecer, teremos que ir para lá também", disse ela.
A ministra afirmou também que o aumento decorre de diversos fatores, como as expansões de consumo nos Estados Unidos e China, o risco de ataques terroristas na Arábia Saudita, a paralisação das exportações do Iraque e a crise política que a petrolífera russa Yukos vive neste momento. Isso nos leva a crer que as ponderações da Petrobras com relação ao reajuste não são suficientes.
A ministra insistiu, entretanto, em defender a política de preços da Petrobras, uma vez que essa posição garante "significativa lucratividade" para a estatal, além de garantir qualidade no mercado doméstico, com a possibilidade de importações. "A lucratividade é alta porque os projetos de petrolífera, em qualquer lugar do mundo, têm que considerar o custo de US$ 16 o barril", explicou.
Por isso, neste momento, as empresas obtêm lucros, segundo a ministra, mas nem por isso há garantias de que o preço da commodity (produto com preço definido no mercado internacional) possa retroceder rapidamente. Esperamos que sim, mas, pelo o que temos visto há algum tempo, é mais provável que não. Agora só nos resta esperar e, por enquanto, economizar as moedinhas para pagar o combustível.
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