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Entrevista com eles
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José Roberto Mignone
Entrevista com eles
Neste final de ano, resolvemos bater um papo com quem realmente entende de rádio no Espírito Santo. Fizemos perguntas a Miguel Angel Roldan, proprietário da FM Sucesso, de Linhares; Fábio Pirajá, radialista e webdesigner; Ricardo Conde, proprietário da Band FM, de Guaraparí; Kazinho, proprietário da FM Super de Domingos Martins, o senador e ex-radialista Gérson Camata e o professor e radialista Mauro Lúcio Nascimento. Todos já passaram por várias emissoras da Capital, tendo vastíssimas experiências. Vamos ver o pensamento de cada um:
JRM - Por que atualmente o rádio não produz grandes nomes como no passado?
MIGUEL ROLDAN
Digamos que esse "no passado" seja anterior a 1980. A grande maioria das emissoras era AM e tinha uma programação voltada para a interação com o ouvinte: editoriais com os episódios mais marcantes da semana ou do dia, jornalismo com ênfase nos fatos policiais, fofocas dos famosos, prêmios, consultoria nos ramos de saúde, direito e sentimental, participação por carta e telefone destacando aniversários, abraços e mensagens. Os profissionais que conduziam bem esses programas passavam a ser a atração principal e se tornavam grandes nomes. A programação musical era atração secundária.
Hoje as AM's são minoria, as FM's, em número muito superior, detêm 75% da audiência total da mídia rádio e priorizam a programação musical, os locutores apresentadores são apenas um detalhe na programação. Exceção existe, acredito que única, nos mais de cinco mil e quinhentos municípios brasileiros, na cidade onde há uma equipe de futebol chamada Flamengo; Rádio Globo (AM).
FÁBIO PIRAJÁ
O rádio deixou de ser a novidade revolucionária do começo do século 20 e vem perdendo espaço, audiência e credibilidade desde a chegada da televisão e mais recentemente da internet. No começo de tudo o rádio projetava celebridades, criava mitos, desbravava fronteiras intelectuais e durante 50 anos dominou o panorama social e político do Brasil como veículo poderoso e imprescindível na manutenção de todas as nossas instituições.
Acredito que todas essas novas formas de comunicação integradas ao movimento mundial globalizado, a nova configuração geopolítica internacional e outros fatores que são, por incrível que possa parecer, inversamente proporcionais a tudo isso, como a regionalização e valorização das culturas locais, nos fez reféns de um rolo compressor de informações e um bombardeio diário de imagens, som, poluição, que nada de novo, criativo ou muito menos inédito surgisse nesses últimos tempos. Nada mais se cria, dá-se mais valor a padrões estéticos estabelecidos em cartilhas ultrapassadas do que às novas idéias e aos homens e mulheres que estão dispostos a mudar através da discussão de novos padrões.
O comunicador, o locutor, o comentarista, aquele que expõe suas idéias em frente ao microfone, enfim o radialista é a peça fundamental na engrenagem que fez e poderá fazer novamente do rádio no Brasil o grande veículo que foi no passado, ninguém mais.
O rádio no Brasil sofre do mal da falta de criatividade. Acho que ainda vai piorar.
RICARDO CONDE
A diferença é que hoje o rádio concorre com vários outros veículos de comunicação. A "chuva" de celebridades instantâneas que registramos geradas pela TV, Cinema, Internet e vários outros veículos tirou um pouco do glamour do rádio. Nomes como Gerson Camata, Jairo Maia, Nilton Gomes, Codi Có, Luis Carlos Peixoto, Hélio Carlos Manhães não surgem mais com destaque em nosso meio. Mas o rádio é dinâmico. E vem se ajustando mudanças conquistando a cada dia o seu espaço no mercado, e mesmo assim continua gerando novos destaques , a verdade é que de maneira diversa da TV o rádio não cria ídolos.
A mídia centrada "naquela voz que conversa com o ouvinte" gera uma relação de amizade entre o locutor e quem está do outro lado. Além disto até o final da década de 70 somente quatro emissoras tinham força no estado. A Rádio Espírito Santo, Rádio Vitória, Difusora de Cariacica e Rádio Capixaba eram as grandes forças da comunicação de massa em Vitória.
Hoje são várias as emissoras entre o FM e o AM. Emissoras com programações diversificadas, cada uma buscando um segmento, e estes fatores dificultam o surgimento de grandes nomes. Na verdade o mercado ficou mais pulverizado e por isso mesmo os apresentadores mais talentosos não conseguem se destacar no cenário como um todo, mas em cada grupo de ouvintes diferenciados por faixa etária e classe social sempre iremos encontrar aqueles locutores que são os preferidos de cada segmento.
KAZINHO
Percebo alguns motivos. A fuga de profissionais para outras mídias ou profissões em busca de melhor remuneração, administração de emissoras por pessoas não qualificadas e acomodação.
CAMATA
O Rádio de hoje tem nome de peso. Band FM, CBN e etc.
MAURO LÚCIO
Não se tem mais a figura do comunicador no rádio. Temos apenas
locutor, um cara que grita com você o tempo todo e que fala tão rápido que muitas vezes não se entende o que diz. Se esse cara não conversa com seu ouvinte, ele não vai marcar, não vai ficar na lembrança. Além disso, muitos empresário não valorizam os profissionais que têm. Não importa se o cara faz direito ou não, importa que esse cara não traga problemas e que trabalhe feliz e sem reclamar ganhando apenas 300
reais mensais.
- As programações refletem realmente o que o ouvinte sente e deseja?
MIGUEL ROLDAN
Não, as emissoras, em sua maioria, empurram "verdadeiros
programas de índio" ouvidos somente por pessoas, digamos... caridosas. Mas temos algumas poucas e boas emissoras de rádio.
FÁBIO PIRAJÁ
De forma geral acho que o rádio deve ser segmentado, falar e tocar o que deve ser mais conveniente a sua manutenção, levando em conta sua região, características locais, seu povo e suas potencialidades, e é claro sua isenção, tendo sempre em vista sua responsabilidade inerente como veículo de comunicação de massa e formador de opinião. O resto não interessa.
RICARDO CONDE
É muito difícil dizer o que o povo quer. Cada indivíduo é movido por uma máquina que no meio acadêmico chamamos de "indústria cultural" ou "fábrica de estilo de vida". Isto quer dizer que não existe aquela coisa de estilo, gosto ou vontade própria. A mídia dissemina padrões estéticos e o povo segue. Também não podemos dizer que o que está na mídia é ruim ou de baixa qualidade.
Hoje cada emissora assume uma linha de programação voltada para um público cada vez mais específico. Assim é mais fácil encontrar nas emissoras o padrão musical que procuramos. Ao mesmo tempo estão aumentando as opções de radiojornalismo com programas e até mesmo emissoras com programação 100% voltada para a informação. Desta maneira o ouvinte tem que de certa forma garimpar no dial o que deseja ouvir. A verdade é que hoje as opções oferecidas são múltiplas e fica mais fácil encontrar no rádio a programação que mais agrada ao ouvinte.
KAZINHO
Falta pesquisa quantitativa e, principalmente qualitativa para conseguir identificar o desejo do "coletivo". O rádio tem sido feito pelo "feeling" de quem está à frente da emissora. Se este profissional for um bom identificador desses desejos, carências e vontades, poderá ter êxito. Mas, até quando?
CAMATA
Aprecio nossas programações das emissoras AM. Elas estão mais sintonizadas com a vontade popular. Algumas rádios comunitárias vão bem. Exemplo a Praia da Costa.
MAURO LÚCIO
Muitas emissoras trabalham com o Playlist, com um listão de 40 músicas que se repetem de duas em duas horas e nada mais. As pessoas querem ouvir só música no rádio? Ou melhor, o rádio existe só para tocar musica?
Acredito que há espaço para você contribuir com a saúde, educação, cidadania e tantas coisas que seria pequeno o espaço aqui para escrever tudo o que o povo precisaria ou gostaria de ouvir no rádio. Poderíamos até dizer que o rádio
hoje vive uma crise de criatividade.
- Existe conflito entre profissionais formados em faculdade e as novas tecnologias de hard e soft? (há espaço para esses novos profissionais em plena era da programação computadorizada?)
MIGUEL ROLDAN
Não. A programação ao vivo nunca será superada pela automatizada,
os hardwares e softwares de rádio aprimoram o trabalho dos bons
profissionais. Por outro enfoque podemos dizer que o mercado de trabalho não
será prejudicado pela automação de algumas emissoras. Sempre os
profissionais de qualidade terão espaço para exercerem suas atividades.
FÁBIO PIRAJÁ
O novo profissional está absoluta e irremediavelmente conectado a essas novas tecnologias, não vejo relação de conflito entre uma coisa e outra, pelo contrário, é mais fácil hoje do que 20 anos atrás. Com relação à profissionalização não há outra saída senão pelo estudo, laboratório e pesquisa científica, e isso só é possível nas universidades e faculdades.
A falta de interesse dos jovens estudantes e profissionais pelo rádio será a morte do veículo. O rádio precisa de gente capacitada para enfrentar esses novos desafios. Já não era sem tempo.
RICARDO CONDE
Veja bem, o computador e seus programas são apenas ferramentas. O profissional tem que aprender a lidar com esta evolução. Outro dia em nossa emissora o computador do estúdio de produção "deu pau" e parou de funcionar. Houve um reboliço geral e o profissional do setor veio perguntar como ia fazer para gravar um spot. Eu disse: grava direto no MD, rodando a trilha no cd e ele ficou me olhando com uma interrogação imensa no meio da testa.
Foi só aí que percebi que ele jamais havia feito aquilo na vida. Aprendeu a produzir no computador. Não viveu o tempo em que os comerciais eram rodados em discos de acetato em 78 rpm depois nos rolos de fita aberta em que as edições eram feitas com uma caneta na mão e na outra um régua de corte, uma gilete e um splice (fita gomada para unir trechos de fita magnética durante a edição). A verdade é que o tempo voa e as mudanças tecnológicas não param. E só terá vez no mercado o profissional que conseguir acompanhar esta evolução.
KAZINHO
O bom profissional dá de goleada na máquina.
CAMATA
Cada vez mais, em todos os ramos de atividade a informática é fundamental. No rádio também.
MAURO LÚCIO
A geração que chega às faculdades hoje, já chega sabendo de informática, mas isso não é suficiente para o rádio. Não basta colocar um micro para rodar uma programação e você tem uma rádio, não é por ai. É preciso ter "feeling", saber o que está fazendo e como faz. Quando falo em minhas aulas que a edição de comerciais era feita a base de gilete, os alunos não acreditam, dizem que é impossível, transparecendo serem totalmente dependentes do computador. Imagino o que será desse povo se um determinado dia algum vírus deter todos os micros do mundo!
- Qual o perfil do novo profissional de rádio?
MIGUEL ROLDAN
Vagarosamente os graduados estão substituindo os práticos de
qualidade duvidosa, já se pode encontrar, em muitas emissoras inclusive no interior, radialistas com formação superior. Sempre terão mercado os graduados ou práticos de qualidade.
FÁBIO PIRAJÁ
Vejo hoje no rádio do Espírito Santo dois tipos de profissionais - os que estão no meio há muitos anos, e que por isso não têm outras opções ou oportunidades no mercado de trabalho e se acomodaram, e os que eventualmente caem de pára-quedas na profissão. Esse último acontece em todos os segmentos profissionais de destaque como o rádio.
A verdade é que não há formação de profissionais, pois não há vagas, não há emissoras suficientes e os salários são ridículos - como criar interesse nessas condições? Por outro lado não podemos desmerecer o trabalho dos verdadeiros profissionais que dedicam ou dedicaram suas vidas ao rádio, aí eu me incluo.
RICARDO CONDE
Cada vez mais são pessoas comprometidas com resultados. Posso sentir isto simplesmente ouvindo as emissoras. São profissionais que conhecem o meio e colocam a alma no trabalho. Todos querem um lugar ao sol. Querem números no IBOPE e querem resultados positivos no balanço do faturamento mensal. As emissoras que não têm profissionais com este perfil vão sofrer muito.
Nos dias de hoje a informação circula muito rápido e a capacitação profissional acompanha este processo. Um radialista hoje tem uma gama imensa de referencial vindos de centros mais fortes como Rio de Janeiro e São Paulo. Além, disto as Faculdades estão criando um novo profissional com um nível de informação mais amplo que excede a simples operação, produção e locução em uma emissora de rádio. São jovens que têm uma ampla visão da sociedade e sabem da importância de seu trabalho e da concorrência que existe no meio. Em resumo, cada um sabe que se não for bom no que está fazendo mais cedo ou mais tarde vai perder o lugar que ocupa.
KAZINHO
Eu diria que encontramos os profissionais e os que fingem ser. Os
profissionais estão sempre conectados com o mercado. Eles sabem fazer a diferença. Percebem que são importantes para o meio e se capacitam cada vez mais para o desenvolvimento do melhor trabalho.
CAMATA
Muito mais preparado do que no meu tempo e com meios mais avançados de interagir com o ouvinte.
- Por que o aparente desprezo das agências de propaganda? qual o papel e o espaço do rádio no mercado publicitário? o emprego de estagiários é importante?
MIGUEL ROLDAN
Em respeito aos ouvintes e a qualidade da programação esses "mal
formados" devem ser conduzidos educadamente para lado de fora das emissoras e orientados para procurarem outras atividades onde o desempenho deles possa ser melhor. Com relação as agências, elas preferem o status de veicularem suas peças no meio impresso e na TV não se importando com a economicidade que podem atingir para seus clientes anunciando no rádio.
Quando os anunciantes descobrirem que a eficiência da TV pode ser atingida com o rádio e por um preço muito menor a postura das agências irá mudar. Outro problema da TV, dia desses vi um comercial na TV; Cerveja Colônia, ela existe? Em qual estabelecimento? Não é dinheiro em propaganda jogado fora?
FÁBIO PIRAJÁ
Não acho que exista desprezo, mas acredito no desinteresse. Uma coisa puxa a outra ou quem nasceu primeiro, o ovo ou a galinha?
Antes de responder essas perguntas é preciso fazer algumas outras e pensar sobre o assunto.
Como aumentar a audiência do rádio sem o novo, o inédito, o criativo, o inteligente?
Como criar interesse nas agências de publicidade com esse nível de profissional que há hoje no rádio?
Como criar interesse no anunciante, no comerciante se não há nada de novo ou interessante nas programações?
Como criar interesse no estudante com a realidade que se apresenta e o alto custo das faculdades?
Como evitar a saída de um ex-estagiário bem treinado e mal remunerado?
Como regulamentar definitivamente, de fato, a profissão de radialista?
Qual o papel dos sindicatos nesse processo?
Como motivar pagando esses salários?
Como criar mais vagas, em mais emissoras de rádio sem a invasão do satélite?
Como distribuir honestamente os canais de rádio e sem a influência política?
Como fugir da mesmice das programações dos últimos 20 anos?
Como criar, cativar ou educar uma audiência inteligente e rentável?
Como competir com o videogame, a TV a cabo, a internet e o MP3?
Como ressuscitar o rádio AM?
O que fazer com as rádios piratas e as comunitárias?
Respondidas essas e algumas outras questões, todos os nossos problemas estarão resolvidos. Nós já conhecemos essa história de cor.
RICARDO CONDE
Não vejo estagiários mal formados como um problema e muito menos uma realidade. O estagiário é um aprendiz e não pode se exigir dele um trabalho profissional. A empresa que contrata um estagiário e depois crucifica o indivíduo por algum erro cometido está completamente equivocada sobre as regras que norteiam estas relações. Sou coordenador de estágio do
Departamento de Comunicação da UFES e percebo que muitas vezes as empresas contratam estagiários como forma de economizar com a contratação de um profissional já capacitado. É um erro grave e quem paga o preço mais alto é a própria empresa que sempre vai dispor de mão de obra de segunda qualidade.
Já o desprezo das agências é realmente difícil de engolir. O mercado publicitário capixaba evoluiu muito nos últimos anos. As agências se profissionalizaram e estão ocupando os seus espaços. Mas para a maioria delas o rádio é visto como veículo de segunda categoria. Se sobrar verba vai para o rádio, se o cliente exigir vai para o rádio. Nas grandes campanhas o áudio dos VTs é colocado no rádio, o mesmo material (spots/jingles) é veiculado indiscriminadamente em todas as emissoras como se o público ouvinte tivesse o mesmo perfil. Acredito que nós do meio somos culpados também um pouco culpados por isso.
As redes estaduais de comunicação em sua maioria possuem emissoras de televisão e elas próprias tratam o rádio como veículo de segunda classe, até porque o faturamento é sempre menor e o rádio concede menos prestígio aos grupos do que as emissoras de televisão. Mas é certo que se as agências estabelecerem planejamentos técnicamente consistentes e bem elaborados o rádio pode até mesmo ser ancora de algumas campanhas com um custo pequeno e com muita eficiência, afinal é o veículo que tem o melhor custo benefício e a maior chance de cobertura do mercado.
KAZINHO
Não gosto de aturar nada. Ninguém é obrigado a fazê-lo. Considero a importância de muitas agências para o meio rádio. A relação deve ser estabelecida com muito profissionalismo entre as partes. As agências de verdade sabem da importância do rádio e programam. O estagiário, mal formado academicamente, vai encontrar dificuldades. Mas com empenho e vontade de aprender, as coisas melhoram.
CAMATA
As agências estão erroneamente seduzidas pela TV. O rádio seduz mais e garante mais fidelidade à marca.
MAURO LÚCIO
As agências desprezam o rádio porque querem. Isso acontece pela política de desvalorização do veículo que os próprios empresários e profissionais fazem.
Atualmente existe rádio vendendo inserção a menos de 3 reais. Como querem o rádio valorizado? Deveria haver uma reunião entre as emissoras para tentar mudar isso. Desenvolver ações promocionais conjuntas para que possamos mostrar o valor que o rádio tem. Mas com amadorismo, não!
Em relação aos estagiários não concordo com essa idéia de ter rádio só com estagiários, como muitas fazem. O estágio é uma etapa em que o profissional ajuda na formação do futuro profissional. O que vemos por ai é um bando de gente que nada sabe, ensinando aqueles que não sabem nada, e ainda aquelas situações em "largam" o estagiário perdido, sem dar nenhuma informação sobre o que ele vai fazer. E aí dá no que vemos, ouvimos e lemos por aí.
Se o cara é estagiário, tem que dar condições a ele aprender. Vemos o ciúme do pessoal da velha guarda, que não fizeram nenhuma faculdade, atrapalhar a vida do estagiário por acharem que estão perdendo espaço para esses novos.
Mas tem também o estagiário que não tem jeito. Nenhum profissional, nenhum professor, ninguém pode ajudar. Desses, tem muitos por ai.
Parabólicas
A informação correu solta semana passada. Paulo Gava finalmente deu um fim na sua FM de Vila Velha, que nem inaugurada foi. Passou para Café Lindemberg, que colocará a CBN. Antigo sonho do pessoal da Gazeta concretizado.
Essa história do Internazionale e Paulo César do Flamengo já é conhecida de muita gente, tendo como personagem o jogador Athirson, também flamenguista.
Muita gente reclama da atual paginação da Gazeta. Mas uma coisa melhorou: As tirinhas no caderno de serviço ficaram mais visíveis e fáceis de ler. Muito bom!
Agradecemos respostas de afeto de Kazinho, Ricardo Conde, Bibinho, Fernanda Queirós, Jair Oliveira, Jorge Buery, minhas filhas Ranuze e Zaira que estão nos Estados Unidos, Fernanda Tardin, Alcimar Lopes, Luis Magalhães, Tânia Barroso e Fabio Lima
MENSAGEM FINAL
O segredo do sucesso é fazer coisas comuns de forma incomum.
Rockfeller
e-mails: jrmignone@hotmail.com
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