Principal    Agendas    Panelinha    Cinema    Dicas    Exposições    Variedades    Clique Mais    Rapidinhas    Expediente    Fale Conosco
  Vitória (ES), edição de 01 de julho de 2004
 
Novo museu para poloneses



Vítor Lopes


  
Foto: Divulgação
  
Documentos e objetos resgatam história

Os habitantes de Águia Branca e os turistas que visitam a cidade podem contar com a construção de um museu que vai reunir peças que ilustram a vida dos imigrantes e descendentes poloneses do município e de todo o Estado.

A informação é do cônsul polonês Adam Emil Czartoryski, que pretende ver a obra concluída até o início do próximo ano. Segundo ele, os estudos que devem ser realizados em cima dos projetos apresentados já começaram. O museu ficará na Praça dos Três Poderes, próxima à Prefeitura de Águia Branca.

  
Foto: Divulgação
  
Adam Emil Czartoryski, cônsul da Polônia no ES
A construção, que terá características arquitetônicas tradicionais da Polônia, vai receber as peças históricas que, atualmente, se encontram na biblioteca municipal. Dentre os objetos estão malas, baús, roupas, materiais agrícolas, tapeçarias e ferramentas de imigrantes que chegaram à região por volta do ano de 1928.

"Com a construção do museu, pretendemos resgatar mais objetos com famílias de poloneses que se encontram espalhadas pelo Estado, criando uma consciência história", comenta o cônsul.

  
Foto: Divulgação
  
Grupos folclóricos de dança fazem parte da cultura polonesa

Czartoryski destaca a criação da Paróquia de Padre Poloneses de Águia Branca como mais um importante passo para a preservação da cultura polonesa em terras capixabas. Os padres que farão parte da paróquia são da Ordem de Jesus Cristo Pelos Imigrantes Poloneses.

Para o próximo ano, o cônsul pretende criar um calendário com as atividades que visam resgatar a cultura polonesa, principalmente por meio das festas religiosas. Atualmente, a região de Águia Branca conta, segundo dados do IBGE, com aproximadamente quatro mil moradores descendentes de poloneses.

   

Relembrando a história

A colonização de Águia Branca pelos poloneses aconteceu junto com a do município de São Gabriel da Palha, de onde foi distrito até 11 de maio de 1988. A Sociedade de Colonização de Varsóvia recebeu a concessão gratuita de 50 mil hectares ao Norte do Rio Doce, para dividi-los em dois mil lotes de 20 a 30 hectares, onde seriam instaladas 1.800 famílias, no prazo de oito anos.
O nome Águia Branca foi adotado para lembrar a origem dos pioneiros, já que o escudo polonês estampa uma águia branca.
Quando os imigrantes poloneses chegaram, algumas famílias de caboclos já estavam instaladas na localidade. Esse contato trouxe troca de experiências culturais e agrícolas. Sem estrutura, os primeiros tempos foram de dificuldade. Entretanto, a partir da década de 40, com a abertura da estrada para Colatina, o distrito prosperou.

A Associação Polonesa de Águia Branca é responsável pela preservação da memória do município e mantém a capelinha e o cemitério dos imigrantes bem conservados. A igreja possui um quadro com a imagem de Nossa Senhora dos Montes Claros, a santa negra dos poloneses. A capela original, construída na colina de onde se a vê toda a cidade, não existe mais e, em seu lugar, foi erguida uma igreja menor. Na cidade já existe um pequeno museu em homenagem aos desbravadores da região.

Além da Igreja Nossa Senhora dos Montes Claros, há a Pedra dos Três Pontões como atração turística. O café ainda é a principal atividade econômica da região, seguido da pecuária leiteira.

Fonte: www.encantoscapixabas.com.br