Se o carro é branco ou preto, não vem ao caso. Mas o Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRCO) já está na rua atrás dos assassinos do comerciante Leonardo Maciel Amorim, 28, o Leo, morto no início da noite de terça-feira (29) em uma movimentada rua de Jardim América, em Cariacica.
O crime está relacionado ao caso Denadai. Isto porque, no depoimento que prestou ao Ministério Público, o sócio da Vítima, José Manoel Canellas, garantiu que existia um perfeito entendimento administrativo e financeiro entre ambos.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), comandada pelos delegados Danilo Bahiense e André Luiz Cunha, trabalham em parceria com o GRCO no sentido de localizar o suspeito, cujos nomes e características a polícia não revela. Tudo acontece com base em dois depoimentos espontâneos que foram dados pelas testemunhas na tarde desta quinta-feira (1).
Informações não confirmadas e procedentes do Ministério Público Estadual (MPE), dão conta de que ambas as testemunhas procuraram pessoalmente o MPE, exigindo sigilo. Isto porque temem por suas vidas. Afinal, até agora já morreram quatro pessoas ligadas ao caso Denadai.
Mas, nos depoimentos que deram no GRCO, há 60 dias, estas mesmas testemunhas disseram que Canellas, Leonardo e Pagotto eram os mandantes das mortes do ex-tenente PM Paulo Jorge dos Santos Ferreira, Pejota; do dono do ferro-velho onde foi clonado o veículo que deu fuga aos assassinos de Denadai, Eduardo Victor Vieira, 28, e do mecânico Carlos Alberto Almeida, 36.
Assim como a polícia civil, o GRCO não define datas para revelar quem são os suspeitos do assassinato de Leonardo. Fato que somente irá acontecer após a prisão, à conclusão do relatório final e se o pedido de prisão preventiva temporária for acatada pela Justiça.
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