O secretário estadual de Segurança Pública, antes de mais nada, é um servidor público. Nesta condição deve satisfações de seus atos à sociedade.
A introdução acima tem o objetivo de justificar a cobrança que vimos insistentemente fazendo sobre as investigações em torno do assassinato do advogado Joaquim Marcelo Denadai e de suas funestas conseqüências - crimes de morte em série de testemunhas e envolvidos no episódio.
É muito estranho que a autoridade maior da área policial mantenha silêncio a respeito enquanto vão tombando, uma a uma, pessoas que poderiam fornecer pistas e indícios sobre os autores dessas mortes misteriosas.
De que armas estão partindo os tiros? Quem está por trás de tudo? A quantas andam as investigações?
Nesta terça-feira fomos informados de que o inquérito policial sobre o assassinato do ex-tenente PM Pejota está paralisado na DHPP, especializada que tem à frente o delegado Danilo Bahiense. Matéria nesta edição relata o fato em detalhes.
Mas da polícia não sai uma palavra. E muita gente ainda está na linha de tiro dos malfeitores.
Uma dessas vítimas em potencial é a irmã de Marcelo Denadai, a advogada Aparecida Denadai. Ela vem sendo seguida pelo homem que a Polícia Federal apontou como mandante da morte de seu irmão, o empresário Sebastião Pagotto.
Aparecida está temendo um atentado. O receio prendeu-se ao fato de que Pagotto goza atualmente de liberdade, depois de ter sido preso preventivamente e, em seguida, libertado por força de hábeas-corpus. Existe o consenso de que Pagotto em liberdade significa perigo para testemunhas e pessoas envolvidas no caso.
O que dá fundamento aos temores de Aparecida Denadai.
Aparecida, por estar lutando abertamente contra a impunidade dos assassinos de seu irmão, está na linha de tiro dos bandidos e recentemente defrontou-se com Pagotto, que est5ava ao volante de seu carro e, ao vê-la fez questão de mostrar o rosto, abaixando o vidro para que ela o visse.
Mas a polícia nada fala, nada informa, fecha-se em copas como se estivéssemos no melhor dos mundos. É um silêncio que deixa a sociedade capixaba apreensiva.
Está na hora de o delegado Rodney Rocha Miranda fazer valer sua autoridade e ordenar que se aprofundem as investigações, ao mesmo tempo em que precisa informar em que pé estão as investigações. Especialmente aquelas referentes à morte de Pejota, de quem foi pedida a quebra do sigilo telefônico.
O que foi rastreado até agora? Quem ligou para o celular de Pejota quando ele abandonou a sua arma para pegar o telefone e foi morto com uma saraivada de balas?
Estamos diante de criminosos frios, ardilosos e capazes de confundir toda e qualquer investigação policial que os possa identificar. Com a palavra, o secretário Rodney Rocha Miranda.
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