Estamos já entrando num fosso comum no sindicalismo: eles esqueceram do sindicato para virar agentes políticos, muitos dos quais usando o sindicato para eleger prefeitos e principalmente vereadores. O sindicato vira aparelho político, literalmente.
Estou desde já avisando que vou colocar o olho em cima. Quem avisa amigo é, até porque, se eles se elegessem e fizessem alguma coisa para a classe, ainda atenuava. Mas usar o sindicato em proveito político próprio ou de corrente política é coisa de mau dirigente sindical. Os pelegos fizeram muito isso, e deu no que deu.
Agora são os nossos companheiros de esquerda que fazem o que os pelegos faziam e a gente condenava. Depois eles ganham as eleições e fortalecem mesmo é suas correntes políticas. E na campanha costuma entrar panfleto, jornalzinho, outdoor, tudo embutido na conta do sindicato. Já aconteceu na recente eleição de deputados e vai acontecer novamente agora, principalmente na de vereadores.
Já assistimos, na escolha dos candidatos, partidos políticos (não é o caso de citá-los ainda) submetidos aos interesses de suas correntes, que vêm dos sindicatos. É aquela mistura de sindicato com partidos políticos, que acaba prejudicando os dois, mas principalmente o partido político.
É só prestar atenção nas campanhas dos candidatos para saber de quais sindicatos está saindo material para eles. É duro dizer isto mas é uma realidade, pois já tem mandatos conquistados através de patrocínio de suas candidaturas pelos sindicatos. E, na medida que a corrente ganha mais sindicatos, com mais recurso conta. Vira uma federação com enorme peso político dentro do próprio partido.
Fica o registro, fica a advertência, para que conduzam o andor com cuidado, porque o santo é de barro e tem muita gente de olho neste expediente.
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