Parece que o único que não acredita que as eleições municipais são o degrau para as eleições de 2006 é o senador Magno Malta (PL). Ele diz isso repetidamente, mesmo sendo um dos mais cotados nos bastidores políticos para disputar o governo do Estado.
Magno chega a dizer que rejeita a idéia de associar uma eleição a outra e, embora isso chegue a parecer uma estratégia, assusta. Fica difícil imaginar o PL longe do governo, depois de tanto crescimento político no Estado. Fica difícil imaginar o PL abrindo mão de um catalisador de votos para disputar um cobiçado mandato.
Magno Malta já vem demonstrando que não é de trocar de opinião, mas, se o PL conseguir assegurar um bom quadro de prefeitos no Estado, o partido poderá pensar em tom maior, conseguindo o peso necessário para encabeçar chapas e projetos. A alternância do poder se faz necessária e os partidos que compõem com o PL sabem disso e lutam por isso.
Embora os partidos coligados venham sofrendo estocadas do palácio Anchieta, Magno Malta sai pela tangente e prefere sustentar o discurso da união partidária, do culto à democracia. O senador chegou a afirmar que não está em seu coração o cargo de governador do Estado.
"Gosto do parlamento e não tenho sentimento e nem desejo de ser governador", afirmou. O que parece estar acontecendo é que o senador anda pensando muito com a emoção, quando em política a razão é que domina. O PL e coligados, muito racionais, querem um prato de cada vez: primeiro as prefeituras; depois, o planejamento de 2006.
Ao seu jeito, Magno Malta falou que não quer "essa gincana política" e, sim, a discussão de grandes projetos e idéias para o Estado. O senador tem frisado também, em cada resposta declarada, a velha máxima "diga-me com quem andas e eu te direi quem és", pois sempre ressalta a postura partidária e a necessidade de mostrar os aliados.
No momento, enquanto o PL planeja a subida dos degraus, o senador está arquitetando o seu próprio poder de votos e trazendo para si pessoas de confiança. Ou seja, antes de subir os degraus, o senador quer ter confiança nos aliados, para depois traçar os caminhos em comum.
Fragmentos
1 - Jarbas de Assis Ribeiro afastou-se da Secretaria municipal de Meio Ambiente, dando o lugar para Elizete Siqueira. Vai criar dificuldades no comando da campanha, pois é conhecida a rivalidade dele com o grupo de Paulo Hartung.
2 -
A cozinha comunitária, do governo Lula, vai ser instalada no bairro do eleitorado de João Coser (PT), em Itararé. É o PT ficando mais esperto dos seus eleitores.
3 - Há controvérsias sobre o valor do patrimônio apresentado ao TRE pelo candidato João Coser (PT).
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