Esse final de semana fomos brindados com um raríssimo feriadão - o dia da Independência Americana caiu no domingo. Como todos os feriados são automaticamente transferidos para as segunda-feiras, os feriados mais importantes, quando caem no final de semana, também são transferidos.
Ou melhor, viram um feriadão, tal e qual. Os americanos amam e participam ativamente do Independence Day, com muito barulho e muitas luzes. Todo mundo compra fogos de artifício e, durante todo o fim de semana as bombas explodiram, enchendo o ar de mais estrelas, mais barulho, e cheiro de pólvora queimada.
Tem foguetório em todos os quintais, muita gente faz festa, convida amigos e parentes, só para soltar foguetes. Mas a grande atração são os shows pirotécnicos da cidade. Os jornais e a TV anunciam com muita antecedência onde e a que horas vão acontecer, quais os pontos para ver melhor, etc.
Assim mesmo, as highways ficam lotadas, o trânsito congestionado, porque tem sempre gente chegando tarde para ver - outros chegam tão tarde que nem vêm - as cascatas de luz enfeitando a paisagem. Muitos se perdem pelo caminho, sem saber onde ir ou a que horas chegar.
Provavelmente, todos latinos. Creio que o americano, patriota radical, chega sempre com horas de antecedência, cadeirinha portátil a tiracolo, cooler com bebidas geladas e alguns tira-gosto, e se intala nos melhores lugares, para apreciar bem a festa.
Esse ano resolvemos ir ao Bay Side, antigo porto no centro da cidade que virou shoping de luxo, atração favorita dos turistas brasileiros. Apesar de chegarmos antes da hora, nem deu para chegar perto, e tivemos que ver o festival parados no trânsito da highway.
No final da festa, tudo e todos desaparecem como num passe de mágica. Ou não. Nas praias, muita gente entra pela noite a dentro queimando pólvora no escuro, rabiscando traços de luz aqui e ali, perturbando quem mora perto e quer dormir. O que sobrou , já que compram tudo em excesso, fica para o ano que vem.
|