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La Fontaine em 'Viagem'
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Fabíola Zardini
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Foto: Isaumir Nascimento
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| Rodrigo Campanelli faz parte do elenco
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A formiga que só pensava em trabalhar enquanto a cigarra passava o dia cantarolando. Quem nunca leu ou apenas ouviu as histórias de Jean La Fontaine, autor de clássicos da literatura infantil? Neste sábado (10), adultos e crianças poderão apreciar o espetáculo A Cigarra e a Formiga no projeto Viagem pela Literatura.
A história faz parte da atividade Viver o Livro ao Vivo e em Cores. O local do espetáculo é a Associação dos Moradores do Bairro Grande Vitória e o evento acontece às 16h. Quem apresenta o espetáculo é o Grupo de Teatro da Casa de Artes Campanelli. A proposta do grupo é realizar um trabalho para encantar e fascinar, além de levar a platéia a refletir sobre a mensagem passada na peça.
O espetáculo mantém a essência da fábula original e conscientiza, de forma divertida, sobre a importância da conservação do meio ambiente. As músicas do espetáculo são cantadas ao vivo pelo elenco, formado por Cleverson Guerrera e Rodrigo Campanelli. A direção é de Alexandre Campanelli.
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Quem foi La Fontaine
Jean de La Fontaine reconta em forma de poema as fábulas greco-italianas e indianas.
Nasceu em Château-Thierry , na região francesa da Champagne, a 13 de julho de 1621 e morreu em Paris a 13 de abril de 1695.
Freqüentador da corte de Luís XIV, o "Rei Sol", lá encontrou um farto material para criticar a sociedade com leveza, perspicácia e ironia por meio de suas famosas histórias de animais: a fábula.
É autor de uma vasta obra, como contos, poemas, máximas e pensamentos, mas ficou conhecido pelas suas fábulas. Essas histórias atravessaram os séculos e continuam em voga. Estão na boca do povo e muitas pessoas as repetem sem se dar conta da sua origem. Quem não conhece a fábula da "Raposa e das Uvas", do "Lobo e do Cordeiro", e muitas outras tão famosas quanto estas que circulam por todo o mundo?
Os primeiros seis volumes das suas fábulas vieram à luz em 1668. Entre 1678 e 1679 lançou outros cinco. Foi um escritor, mas também um grande filósofo e extraordinário compilador. Na verdade, boa parte da sua produção se deve a Esopo, o fabulista grego que viveu no século VI a. C e que, por essa altura, tinha caído no esquecimento. Com graça e arte traduziu e recondicionou a obra de Esopo e com esse trabalho obteve um enorme sucesso.
"Pérolas para os porcos", por exemplo, é uma expressão retirada da sua obra.
Afirmam alguns biógrafos que a familiaridade com os animais, que são as suas personagens prediletas, lhe vinha das suas origens. La Fontaine era filho de um diretor de reserva florestal, cargo que herdou do pai.
Depois de um casamento infeliz, em 1647, saiu de Chateau-Thierry e passou a freqüentar os meios literários parisienses. Morreu, famoso e consagrado, aos 73 anos, no dia 13 de Abril de 1695.
Algumas obras: A águia e o escaravelho; A assembléia dos Ratos; A rã que queria ser; O Corvo que quis imitar; O galo e a pérola; O leão e o mosquito; O leão e o rato; Os dois touros e as rãs; e Um animal na lua.
Fonte: http://www.lerparaver.com/cultura/fig_fontaine.html
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