Vitória (ES), edição de 09 de julho de 2004
 
Aparecida Denadai critica silêncio
da polícia e cobra resultados



Renata Oliveira



A advogada Aparecida Denadai vê com preocupação o silêncio das autoridades estaduais diante das mortes ligadas ao assassinato de seu irmão Marcelo Denadai, ocorrido em abril de 2002. Ela espera resultados e acredita que a Polícia Federal deveria comandar as investigações.

"Acho que o sigilo em torno das investigações é importante. Não quero de forma alguma colocar sob suspeita o trabalho da polícia, mas acho que já é hora de se apresentar resultados. Estamos respeitando esse sigilo há muito tempo", afirmou.

Para Aparecida, a Secretaria de Estado da Segurança deveria solicitar ao ministro a determinação para investigar as outras mortes ocorridas desde o assassinato de Denadai. É bom lembrar que foi a Polícia Federal que, após rastrear telefonemas, apontou o empresário Sebastião Pagotto como mandante do assassinato do advogado.

"Para a Polícia Federal seria mais fácil concluir esses inquéritos, já que eles começaram as investigações. O delegado José Luna Pinto teve seu tempo de sigilo respeitado e em três meses divulgou o nome do acusado", lembrou Aparecida.

Há dois dias, o jornal Século Diário tenta falar com o secretário de Segurança, Rodney Miranda, sobre o andamento das investigações sobre as mortes de Marcelo Denadai, do ex-tenente Paulo Jorge dos Santos Ferreira e de Leonardo Maciel Amorim, sem sucesso. São crimes que a própria polícia relaciona com o assassinato de Denadai.

Aparecida teme que a demora na conclusão dos inquéritos e prisão dos criminosos acabe gerando mais vítimas, inclusive ela própria. Quatro pessoas envolvidas no Caso Denadai já foram executadas, uma delas por engano.