A Polícia Civil busca junto à Justiça a concessão de mandados de prisão de três suspeitos de terem assassinado o comerciante Leonardo Maciel Amorim, o Leo, no dia 29 de junho, em Jardim América, Cariacica. Há informações de que um ex-policial teria sido preso na última sexta-feira (9), acusado do crime e liberado. Mas o inquérito segue em sigilo e a polícia nega a prisão de qualquer suspeito de ter assassinado o Léo, quarta das vítimas de queima de arquivo envolvidas no Caso Denadai.
O delegado André Cunha, que preside o inquérito, afirmou na manhã desta terça-feira (13) que só poderá se pronunciar sobre o caso quando tiver dados concretos. Até lá, o andamento do caso segue em segredo absoluto, para não atrapalhar as investigações.
Questionado sobre a possibilidade de o acusado de ter executado o comerciante já estar detido na Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), o delegado negou a prisão. "Este não é o momento de fazermos revelações sobre o assassinato de Leonardo, pois ainda não temos dados suficientes", disse.
O comerciante Leonardo foi morto no dia 29 de junho, por volta das 18h40, em uma avenida do bairro Jardim América, em Cariacica. Os dois assassinos estavam em um veículo Gol preto e fecharam o Corolla placa MTA-1302, conduzido pelo comerciante. Um deles desceu do carro com a arma e disparou vários tiros contra a vítima.
Com a morte de Leonardo, subiu para quatro o número de mortes violentas
de envolvidos no assassinato de Denadai, crime que teve como mandante, segundo a Polícia Federal, o empresário Sebastião Pagotto, que está em liberdade por força de um habeas-corpus.
O ex-tenente PM Paulo Jorge dos Santos Ferreira, que era segurança e amigo pessoal de Pagotto, foi assassinato em dezembro do ano passado, alguns dias após ter sua prisão preventiva suspensa também devido a um habeas-corpus.
Leonardo era sócio de um caça-níqueis, onde os dois matadores de Denadai trabalhavam como seguranças, na época do crime. O irmão de Pagotto era advogado dos dois. Leonardo seria o financiador dos assassinos. O comerciante estava sendo investigado pela Polícia Federal pelo envolvimento no crime.
Em março de 2003, o comerciante Eduardo Victor Vieira, 28, foi morto dentro de seu ferro-velho, localizado em Vila Velha. O local foi invadido por dois homens armados, que anunciaram um assalto. Também foi morto o mecânico Carlos Alberto Almeida, 36.
Denadai foi morto na noite de 15 de abril de 2002 quando retornava de uma caminhada na Praia da Costa, em Vila velha. Seus executores pretendiam seqüestrá-lo e depois desaparecer com o seu corpo. Mas o advogado percebeu a cilada e tentou correr, quando foi alvejado com três tiros.
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