Vitória (ES), edição de 15 de julho de 2004
 
Tudo na estaca zero: 16 dias
de silêncio total na polícia



Renata Oliveira



Passados 16 dias do assassinato do comerciante Leonardo Maciel Amorim, o Leo, 28, quarta vítima do Caso Denadai morta como queima de arquivo, permanece o silêncio acerca das investigações. Até o momento, a polícia nega ter prendido qualquer suspeito de ter cometido o crime, deixando apreensivos os envolvidos no caso.

O secretário de Segurança, Rodney Miranda, único que pode comentar os avanços no caso Denadai, não responde aos telefonemas e os delegados que cuidam do caso nada revelam.

Há informações correntes entre os agentes policiais de que existem três suspeitos da execução de Leo, mas até agora, oficialmente, ninguém foi preso. O silêncio também abrange as investigações do assassinato do ex-tenente Paulo Jorge dos Santos Ferreira, o Pejota, este executado em dezembro do ano passado.

O mesmo vale para a morte do comerciante Eduardo Victor Vieira, 28, que foi assassinado dentro de seu ferro-velho, localizado em Vila Velha, em 2003. O local foi invadido por dois homens armados, que anunciaram um assalto. No mesmo episódio foi morto por engano o mecânico Carlos Alberto Almeida, 36.

Denadai foi morto na noite de 15 de abril de 2002 quando retornava de uma caminhada na Praia da Costa, em Vila velha. Seus executores pretendiam seqüestrá-lo e depois desaparecer com o seu corpo. Mas o advogado percebeu a cilada e tentou correr, quando foi alvejado com três tiros.