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Foto: Bernardo Coutinho
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| Público recebe informações culturais ao comprar pães
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O pão pode estar duro, no ponto ou um pouco cru. Se mais queimado ou mais branquinho, é do gosto do freguês, assim como a quantidade. Mas é inevitável que em algumas padarias da Grande Vitória, cerca de 60 delas, o cliente já seja surpreendido por informações até na hora de embalar o "pão-nosso de cada dia".
A mais recente novidade que tomou de assalto várias panificadoras da Capital e arredores é "O Forninho", um jornal impresso em papel para embrulhar pão que leva informações culturais aos consumidores.
A idéia é do coordenador Fábio Santana que, junto a uma empresa de comunicação, levou aos empresários capixabas uma nova forma para entreter, informar e conquistar clientes. "Eu sempre enxerguei a sacola de pão como um meio de comunicação. Em diversas partes do País, algumas pessoas usam o embrulho para divulgar poesias, receitas e a propaganda da própria padaria. Em ´O Forninho`, eu juntei tudo isso em uma coisa só", comenta Santana.
O que em alguns lugares também serve para divulgação de charges e mensagens de datas comemorativas, para o coordenador e sua equipe a idéia é levar um maior número de informações culturais e outras utilidades públicas. Na edição número oito, por exemplo, foi feita uma pequena reportagem contando a vida do padre José de Anchieta e divulgados informações e telefones de urgência para a população.
De acordo com Santana, a tiragem do primeiro número - em novembro de 2003 - foi de 12 mil cópias, distribuída para 12 padarias. A cada 45 dias, saía uma edição nova. O interesse crescente e a aprovação dos consumidores obrigaram a equipe que cuida do jornal a substituir a impressão feita em uma gráfica capixaba por uma paulista.
Atualmente, o número de padarias que distribuem "O Forninho" aos clientes triplicou. A periodicidade virou quinzenal e a tiragem chegou a 175 mil cópias na edição número 10. Para a edição número 11, que acabou de ser rodada, 210 mil exemplares devem chegar às padarias de Vila Velha, Vitória, Serra e Cariacica.
"No início, eu ia atrás das padarias. Hoje não, são as panificadoras que me procuram", comenta animadamente Santana, que fechou negócio com mais 35 padarias apenas no mês de julho.
O gerente da padaria Multi Pão, localizada em Jardim Camburi, Ricardo Teixeira era um desses empresários que não conheciam "O Forninho" e hoje apostam no projeto. "Muitos clientes gostaram da idéia. É muito válido isso".
Mais de 10 mil exemplares foi o que o gerente da padaria Sandra e também presidente do Sindicato dos Panificadores do Estado José Luiz Lóss encomendou. Todos foram usados em apenas duas semanas nas suas cinco padarias. E o gerente não pretende parar. "Vejo os clientes lendo o jornal mesmo dentro da padaria. A parceria da minha padaria com o jornal está só começando e não tem fim", comenta.
Com isso, a resposta do público ao jornal só aumenta. "As pessoas ligam discutindo os assuntos. No próximo número, iremos sortear alguns brindes e disponibilizar meia-entrada em alguns teatros", adianta Santana.
De acordo com o coordenador, a classe artística cada vez mais se aproxima do projeto, pois vêem no jornal um interessante meio de divulgação de suas obras. A mesma atenção está sendo despertada em algumas escolas, que já chamaram o coordenador para ministrar oficinas. "As crianças, mesmo não sendo nosso primeiro público alvo, acabam se identificando muito, por conta dos textos que são fáceis de entender, dos desenhos e das piadas", diz.
Formar novos públicos em novas áreas é a atual pretensão do grupo de cinco pessoas responsáveis pelo "O Forninho". "A nossa expectativa é contar com um milhão de cópias até o final do ano e criar ´forninhos` regionais, como no sul do Estado", diz Santana.
Para saber mais, acesse o site www.forninho.com.br ou mande um e-mail para forninho@forninho.com.br.
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