O cenário político já está quase todo tomado pela dança das eleições municipais. E o cenário econômico começa a ser tomado pela retomada do crescimento.
Em geral, as campanhas municipais pelo País todo ainda estão mornas. Ainda mais porque falta dinheiro para todo mundo. O PT tem mais um pouco porque cresceu muito no Parlamento e porque tem o aumento do "dízimo" dos seus filiados que ocupam cargos públicos. Mas falta dinheiro. Em parte como rescaldo da estagnação econômica de 2003.
No Espírito Santo, também as campanhas estão mornas. Começam as danças das pesquisas. Que mostram que, em geral, não se pode ainda apontar favoritismos cabais.
É sempre assim. Nesta época, a maioria dos eleitores ainda não está acompanhando nada. Nem, muito menos, está decidido. Talvez em Linhares e em Viana, as tendências estejam mais nítidas. Mas, nos demais municípios, é doideira tentar dizer que já existem "ganhadores". Ou mesmo, que já existem tendências definidas.
Na verdade, nesta época do processo político-eleitoral, as pesquisas que mais importam são as chamadas pesquisas qualitativas. As chamadas quantitativas são retratos ainda muito distantes das tendências. Ainda mais porque os Institutos de Pesquisas estão trabalhando com margens de erro de quase 5,0%. O que torna a probabilidade de modificações ainda mais prováveis.
Quem puder, então, deve ficar de olho nas qualitativas. É por aí que se devem locomover as estratégias de campanha dos diversos candidatos. Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte.
Enquanto isto , surge no horizonte o "fator crescimento". A economia saiu do lugar de forma mais consistente. O tão esperado crescimento já chegou "na ponta". As pessoas já estão consumindo mais. O desemprego diminuiu um pouco.
Este "fator crescimento" poderá ajudar ao PT. E , de quebra , poderá ajudar a alguns candidatos que se colocarem como integrantes da base aliada do governo Lula. Ainda é cedo. Mas isto poderá ocorrer. Em Vitória , por exemplo , poderá ajudar a campanha do candidato João Coser.
Mesmo economistas mais isentos , com o Deputado Delfim Netto, já percebem que as "condições iniciais" para um crescimento sustentado, e não para uma nova "bolha" de dois ou três anos, estão colocadas.
Basicamente, estamos caminhando para a diminuição da nossa vulnerabilidade externa , pelo aumento consistente das exportações. Estamos com as taxas de inflação sob controle. E estamos com razoável controle das contas públicas. Agora, com as mudanças microeconômicas, e com a diminuição das incertezas regulatórias, ainda se poderá melhorar mais.
As eleições são municipais. Com temas e problemas municipais. Mas este "fator crescimento" poderá pesar ainda mais até outubro. Se for bem utilizado , sem tentar "enrolar" o eleitor, que está "vacinado", poderá ajudar os petistas e os candidatos mais próximos deles. Vamos ver.
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