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  Vitória (ES), edição de 22 de março de 2004
 


Homenagem em forma de exposição


Renata Oliveira

  
Foto: Gustavo Louzada
  

A Biblioteca Pública Estadual, em homenagem ao escritor e historiador, Renato Pacheco, que faleceu na última quinta-feira (18), colocou em exposição as publicações do escritor que fazem parte do acervo da Biblioteca. Essa foi a forma encontrada para homenagear Renato Pacheco, pela grande contribuição que ele deixou para a cultura e sociedade capixaba.

Renato Pacheco foi diretor presidente da extinta Fundação Cultural do Espírito Santo (1978), hoje Secretaria de Estado da Cultura.

A exposição vai até 31 de março na Biblioteca Pública Estadual, que fica na Av, João Batista Parra, 162, Praia do Suá, em Vitória.


Arte intimista


Vítor Lopes

  
Foto: Gustavo Louzada
  

A artista plástica Raquel Marcarini inaugurou "Momentos de Arte", sua primeira exposição individual, nessa terça-feira (16), às 08 horas, no Espaço Cultural do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, Enseada do Suá, Vitória.

Segundo a artista plástica, o nome da exposição vem da intimidade que a artista tem com a sua obra. "O momento é meu", comenta. Raquel, que trabalha com artesanato, como madeira e bordado, privilegia telas nessa exposição.

  
Foto: Gustavo Louzada
  
Ao todo, são 22 telas inéditas que começaram a ser compostas em dezembro de 2003. "Resolvi expor pois eu gosto de criar, inventar, produzir. Como sou professora de maternal, a sala de aula não me permite isso. É sempre a mesma coisa. A arte me estimula novas sensações", diz.

Raquel, que se envolveu com a arte desde os 12 anos e começou a pintar telas há dois, disponibilizará todas as obras expostas a venda. O coquetel de lançamento da será nessa sexta-feira (16), às 17 horas. A exposição fica até do dia 02 de abril.

Outras informações diretamente com o Serviço Social do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, telefone 3334-2048.


Crítica na ponta do lápis


Gilberto Medeiros

  
Foto: Gustavo Louzada
  

Escola combina com sorrisos e até gargalhadas. Seja ela de ensino formal, de esportes ou línguas. Por isso, a partir desta quarta-feira (10), o Espaço Cultural Yázigi abriga os trabalhos do chargista Amarildo. A mostra 'O Brazil by Amarildo' tem visitação de segunda a sexta, das 18h às 20h, até 10 de abril.

Ao todo, estão expostas 40 charges que retratam com humor e crítica as trapalhadas dos políticos e governantes, como as gafes de Ricardo Berzoini à frente da Previdência; as viagens de Lula, que superaram as de FHC em seu primeiro ano de mandato; o imperialismo declarado de George Bush.

O Espírito Santo, terra natal de Amarildo (ele nasceu em Baixo Guandu), não ficaria de fora. Puxe pela memória (não é preciso esforço) algum caso de corrupção cá na terrinha e certamente Amarildo já tem uma charge pronta para o caso.

  
Foto: Gustavo Louzada
  
A rapidez do chargista, aliás, lhe rende constantemente o topo das charges do dia do site 'Charges' (www.charges.com.br), que reúne autores que publicam em jornais de norte a sul do Brasil.

Serviço: 'O Brazil by Amarildo' - exposição de charges no Espaço Cultural Yázigi, com visitação de segunda a sexta, das 18h às 20h, até 10 de abril. Rua Madeira de Freitas, 239, Praia do Canto, Vitória. Informações 3327-2808.


Originalidade e delicadeza na Ematra


Renata Oliveira

  
Foto: Divulgação
  

Começa na próxima quinta-feira (4) a exposição "Tudo Bolsas" da artista plástica Romina Kenski, no Espaço Cultural Ematra, no Centro de Vitória. A mostra pode ser vista até o dia 31 de março.

A exposição é composta por pequenas bolsas artesanais que expressam delicadeza e modernidade. São 30 peças exclusivas totalmente confeccionadas pela própria artista.

Romina conta que as bolsinhas são sua paixão. Ela aplica pequenos arranjos de flores de decoração sobre a bolsinha, feita de tecido resistente, como tela ou jeans. O preço de casa bolsa varia entre R$ 25,00 e R$ 75,00.

"Quem adquirir uma de minhas bolsas vai estar comprando uma peça única. Como são feitas artesanalmente, cada bolsinha tem uma história que é só sua", afirma.

A artista confecciona bolsas artesanais há cerca de dois anos. "Eu nem sei como comecei, primeiro fazia bolsas jeans, mas achava que tinha que fazer algo diferente. Então fiz uma pesquisa em armarinhos, revistas e jornais de moda e descobri as rosinhas e disse é isso que procurava. Desde então não parei mais", diz.

  
Foto: Divulgação
  
O estilo é inspirado no chamado hippie chique, que nunca sai de moda e que agrada ao público com mais de 30. "Eu gosto muito deste estilo e acho que as bolsas ficam com a minha cara por isso", disse.

Formada em Artes Plásticas pela Ufes, Romina se especializou em estamparia, mas também gosta de pinturas. Usando a técnica de acrílica sobre eucatex, Romina é amante da pintura naïf. "Devo expor no fim do ano, também na Ematra", diz.

As bolsas artesanais de Romina Kenski também podem ser encontradas na loja Dona Lora, na avenida Aleixo Neto, na Praia do Canto.

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira - sempre das 13 às 19 horas. O Espaço Cultural da Ematra fica na Av. Cleto Nunes, 85, 12º andar "Ed. Vitória Park", Centro de Vitória.


O curvismo no Maes


Gilberto Medeiros

  
Foto: Gustavo Louzada
  
O artista Enéas Valle fala sobre arte no Maes

Um intercâmbio entre Amazonas e Espírito Santo traz a exposição de Enéas Valle Até 30 abril e de terça à sexta, ele expõe 'Tempo Cor'. O artista também ministra a 'Oficina Teórica', das 14h às 18h, até a próxima quinta-feira (5). Exposição e oficina acontecem no Museu de Artes do Espírito Santo (Maes), no Centro de Vitória.

'Tempo Cor', já esteve em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, e no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A mostra pode ser conferida de terça à sexta-feira, das 12 às 18h.

'Curvismo' é a técnica usada por Valle. Baseada no recorte e na acentuação do tratamento em curva dado às imagens, Destaca o fundo monocromático de parte significativa dos desenhos e pinturas. O artista busca no curvismo uma solução específica para criação de um esquema espacial tetradimensional no plano pictórico.

  
Foto: Divulgação
  
Uma das telas da exposição
O especialista Fernando Cocchiarale diz que a obra de Enéas Valle soma-se a daqueles artistas que formaram o núcleo de novos pintores pioneiros da Geração 80. A mostra 'Como vai você, Geração 80?', de julho de 1984, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ) é o marco inicial da carreira
dessa geração.

A presença do corpo humano, recorrente em suas pinturas e desenhos, é explicada por Cocchiarale "pela compreensão radical do significado político do corpo, desde a gênese de seu trabalho como artista".

Serviço:
Oficina Teórica com Enéas Valle, de terça-feira (3) até a quinta-feira (5), das 14 h às 18h, no Museu de Arte do Espírito Santo. O artista plástico amazonense expõe no Maes a coleção 'Tempo Cor', até 30 de abril. Visitação de terça a sexta-feira, entre o meio-dia e 18 horas. A entrada franca. O Maes fica na avenida Jerônimo Monteiro, Centro, Vitória. Informações: 3132-8391, 3132-8392 e 3132-8393.