O jornalista Rodrigo Bonfim Pacheco, filho do falecido historiador e folclorista Renato Pacheco, procurou este Século Diário pedindo que agradecesse a intenção do vereador Sebastião Pelaes (PMDB) na mudança do nome da avenida Dante Michelini para Professor Renato Pacheco.
Rodrigo Bonfim prefere que isso não ocorra, achando que Vitória pode homenageá-lo de outra forma, sem levar constrangimentos à família Michelini. Ele está sensibilizado com a lembrança, mas prefere que a cidade homenageie Renato Pacheco sem causar embaraços a outras pessoas.
O projeto de lei que propõe a mudança do nome da avenida seria apresentado nesta segunda-feira (22) à Câmara Municipal de Vitória. O professor Renato Pacheco morreu na última quinta-feira (18), aos 75 anos, vítima de um ataque cardíaco.
Um dia antes de o Estado perder o maior pesquisador da história do Espírito Santo, Renato Pacheco tinha dado uma palestra no Instituto Histórico Geográfico do Espírito Santo (IHGES), ocasião em que lamentou a perda de um grande amigo. Durante a madrugada sentiu-se mal e foi levado pela família para o Centro Integrado de Atendimento à Saúde (Cias) da Unimed.
O professor era presidente de honra do Instituto e para a atual presidente, Léa Brígida de Alvarenga Rosa, "até no último dia em que ele atuou na entidade, ele foi ativo". Isto porque Renato Pacheco "foi o único membro que completou em dezembro do ano passado 50 anos de atuação na instituição. Outra pessoa nunca chegou a isto e nem tão cedo chegará", acrescenta Léa.
Para lembrar do historiador, o IHGES vai fazer uma homenagem póstuma ao professor nesta quarta-feira (24), às 16 horas.
Renato Pacheco nasceu no dia 16 de dezembro de 1928, em Vitória. Exerceu as funções de Juiz de Direito, professor da Universidade Federal do Espírito Santo e da Faculdade de Direito de Vitória. Lecionou Folclore para o Instituto Nacional de Folclore em Vitória (1977), Recife (1977 e 1982), Manaus (1977), São Luís (1978), Curitiba (1979) e Cuiabá (1979).
Pacheco publicou, além de muitos artigos em jornais e revistas especializadas, "Medicina popular em São Mateus" (1963), "O boi pintadinho" (1978) e, em parceria com Guilherme Santos Neves, "Índice do folclore capixaba" (1977) e "Comes e bebes do Espírito Santo" (1978).
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