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Marcelino prefere Max, mas não
veta Albuíno: 'Ele que se apresente'
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Flávia Fernandes
O presidente regional do PMDB, deputado federal Marcelino Fraga, está mais disposto a buscar uma composição com o prefeito Max Filho em sua campanha de reeleição do que recomeçar um processo de lançamento de candidatura própria em Vila Velha. Ele não veta o nome de Albuíno: "Albuíno que se apresente", convida.
A opção por Albuíno foi borrifada pelo senador João Baptista Motta (PMDB), mas Marcelino tem demonstrado pressa na equação do problema sucessório em Vila Velha. Prova disso foi a participação do prefeito Max Filho (PDT) na reunião da executiva regional do PMDB nesta segunda-feira (22).
Pela primeira vez, Max Filho deu o ar de sua graça no PMDB - partido que busca reestruturação política em Vila Velha. Os peemedebistas consideraram a presença de Max Filho como um gesto importante e apontaram o início da discussão das chapas proporcional e majoritária.
Na proporcional, o PMDB de Marcelino Fraga busca acomodar maior número de vereadores ao grupo que defende Max Filho e, na majoritária, disputar junto com o PT e o PL a vaga de vice-prefeito ou, quem sabe, o compromisso de maior espaço para os peemedebistas na administração do PDT em Vila Velha.
Marcelino ainda não apresentou nomes do PMDB para compor como vice de Max Filho e essa carta será guardada em segredo até que se entendam PDT e PT de Vila Velha, que anda rachado quanto ao apoio a Max Filho. Apesar dessa ansiedade e perspectiva do PMDB quanto à aliança com Max Filho, o cenário poderá mudar se Albuíno Azeredo demonstrar a disposição de disputar a prefeitura de Vila Velha.
"Se Albuíno falar que quer, aí tudo muda", afirmou Marcelino Fraga.
O deputado federal esticou ainda a conversa com a executiva regional do partido para falar um pouco sobre a disputa eleitoral em Vitória. Marcelino foi preciso: Nilton Baiano (PP), que andou dizendo que iria procurar o PMDB, até agora não o fez. Então, o jogo político em Vitória está sendo provado que nem mingau quente: pelas beiradas. Marcelino prepara ainda uma conversa com o PMDB de Vitória, comandado por Huguinho Borges.
Ciente da importância da prefeitura de Vitória, Marcelino cantou a pedra: "Não adianta correr. A gente nem sabe ainda quem é o candidato do governo". Sendo assim, a arquitetura política na disputa pela prefeitura de Vitória continuará lenta, com muitos partidos pisando em casca de ovos e aguardando os ecos das pesquisas eleitorais e os passos do Palácio Anchieta.
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