A CPI contra a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes voltou a se reunir nesta terça-feira (23). Desta feita com todos os seus membros. Ela foi criada pela Resolução 2.079/03, para apurar denúncias relacionadas à situação da infanto-adolescência, no que diz respeito a exploração e abuso sexual.
Foi deliberado durante a reunião que nos próximos 45 dias todos os cinco deputados estarão realizando diligências em vários pontos e locais do Estado, identificando casos e situação de exploração e violência infantil.
Um requerimento de 17 itens apresentado pela vice-presidente da Comissão, deputada Brice Bragatto (PT), foi aprovado destacando os pontos a serem trabalhados pelos deputados. Ao final, cada um fará uma espécie de relatório que será encaminhado ao relator da CPI para o documento final.
Participaram da sessão desta terça-feira o presidente da CPI deputado Edson Vargas (PMN), a vice Brice Bragatto (PT), o relator Reginaldo Almeida (PSC), e os membros Sueli Vidigal (PDT) e Fátima Couzi (PTRB). Esta última substituindo o deputado José Ramos (PFL), que abandonou a CPI.
De acordo com as informações da vice-presidente, a CPI pretende acelerar os trabalhos durante os meses de abril e maio, para em junho ter concluído os relatórios, de forma que eles não sejam prejudicados pela campanha política que vai se deslanchar a partir de junho.
"Nos próximos dias vamos começar a identificar problemas. Vamos procurar as delegacias os juizados, os postos de gasolina, os hospitais principalmente o Infantil e Hospital das Clínicas e a Delegacia Regional do Trabalho", destacou Brice.
Segundo ela, isso será feito para identificar ações de trabalho escravo, de prostituição de crianças e de violência doméstica. "Evidentemente que vamos procurar os Conselhos Tutelares e o pessoal do Grupo Sentinela que podem nos ajudar a descobrir casos como o denunciado em São Mateus. Ou a prostituição nos postos de gasolina e na própria Ceasa", afirmou ainda a deputada.
De acordo com ela, não haverá mais reuniões de gabinete entre os membros da CPI, embora vá existir um contato permanente entre eles. Nos próximos dias, o trabalho é de campo, e de diligências para identificar os problemas enfrentados pelos menores e adolescentes no Estado.
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