Separando situações políticas, o prefeito da Serra, Sérgio Vidigal (PDT), afirmou não abrir mão da aliança com o PL, muito embora o governo o tenha convidado para assumir uma secretaria de Estado. Vidigal informou ainda que o convite do governador Paulo Hartung (PSB) foi também estendido aos prefeitos Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB) e, de Linhares, Guerino Zanon (PMDB).
Vidigal defendeu a independência do PDT quanto ao governo e informou que a relação com o Palácio Anchieta poderá ser mantida em bons termos, considerando o convite de ocupação de uma secretaria estadual, após o término de seu mandato como prefeito.
Não interessa ao prefeito da Serra quebrar a aliança com o PL, que vem de longa data e caminha para decisões nas eleições municipais. "Não abro mão dessa aliança e quero ampliá-la, com a adesão de novos aliados, que poderá ser o Palácio Anchieta, por exemplo, ou partidos que caminhem com os interesses do PDT".
Vidigal salientou que o governador Paulo Hartung (PSB), em momento algum, fez imposições quanto ao convite ao PDT. "Ele não tocou nesse assunto e nem fez o convite num tom de troca de favores. A intenção é unir pontos positivos para a reconstrução do Estado".
A aproximação do Palácio Anchieta, segundo Vidigal, não sofreu veto do prefeito Max Filho (PDT) e nem do ex-governador Max Mauro (PDT) - conhecidos adversários do governador Paulo Hartung. Vidigal salientou que, em momento algum houve interferências ou ponderações, o que demonstra uma grande mudança de comportamento no que diz respeito a composição das forças políticas do Estado.
"Não há resistência em o PDT ser aliado do governo. Quanto ao convite que me foi feito - para ocupar uma secretaria de Estado - prefiro conversar mais dentro do partido, numa discussão interna, para decidir o assunto. Não vou ocupar secretaria sem antes consultar o partido", frisou Vidigal.
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