Os usuários da rede pública de saúde agora poderão contar com serviço farmacêutico diferenciado, com atendimento personalizado, recebendo orientações necessárias à continuidade do tratamento. É o que promete o novo modelo de farmácia pública da prefeitura de Vitória. O lançamento do serviço, chamado de Farmácia da Família, será nesta quinta-feira (25), às 10h, na Unidade de Saúde Vitória (Rua Cais de São Francisco, Parque Moscoso, Centro).
As primeiras unidades de saúde a receberem a Farmácia da Família serão Vitória - ainda neste mês -, Praia do Suá - em abril -, e Jardim Camburi - em junho. Elas vão contar com toda a infra-estrutura necessária para a realização dos serviços e serão informatizadas, com a finalidade de agilizar os atendimentos aos usuários.
Simultaneamente à implantação desse serviço, a Semus vai iniciar uma pesquisa com 30 pacientes hipertensos e 30 diabéticos já atendidos na saúde do município, com o objetivo de avaliar a melhoria da adesão ao tratamento a partir desse novo padrão de farmácia. Eles serão monitorados durante um ano pelos profissionais de saúde que atuarão nas farmácias das unidades.
Segundo o gerente da assistência farmacêutica, Silvio Machado, estima-se que hoje 50% dos diabéticos não completam o tratamento, ou seja, não ingerem a dosagem correta do medicamento e nem nos intervalos previstos.
"Vamos proporcionar à população maior facilidade de acesso aos medicamentos. Além disso, o serviço terá uma abordagem mais humanizada e personalizada na qual as pessoas receberão orientações sobre o uso do medicamento, entre outras coisas, diretamente do farmacêutico", afirmou o secretário municipal de Saúde, Luciano Rezende.
Outros benefícios da Farmácia da Família são a "Tele-farma" - serviço de orientação por telefone - e a farmácia informatizada". Segundo informações do Departamento de Assistência Farmacêutica da Semus, a cobertura de tratamentos completados em 2003 foi de 84,6% contra 78% no ano anterior. Só no ano passado foram atendidas 551.991 receitas, que prescreviam diferentes tipos de medicamentos, como antibióticos, analgésico, medicamentos injetáveis, entre outros.
Em nível nacional, a média de medicamentos atendidos no ano passado foi 55,4%. Os dados são da pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), realizada em dezembro de 2002 em 11 cidades brasileiras. Além disso, estima-se que dois terços da população brasileira não têm acesso regular a medicamentos para algum tipo de tratamento.
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