O governador em exercício, Lelo Coimbra, assinou, nesta quarta-feira (24), com um fundo de capital árabe, gerenciado por um grupo inglês, um pré-acordo para a construção de uma refinaria de petróleo no Espírito Santo. O investimento do projeto é de US$ 2,5 bilhões - equivalentes a R$ 7,5 bilhões - e vai gerar três mil empregos diretos no Espírito Santo.
Tanto o governador em exercício, Lelo Coimbra, quanto o secretário de Estado do Desenvolvimento e Turismo, Júlio Bueno, saíram animados do almoço com os representantes do grupo inglês. Lelo Coimbra explicou, em entrevista coletiva no Palácio Anchieta, que o pré-acordo firmado com o grupo inglês determina, basicamente, o projeto que ser concretizado assim que for concluído o projeto.
Um dos itens do pré-acordo impede a divulgação do nome do grupo interessado na construção da refinaria. Foram discutidas, ainda, questões legais e o espaço físico para a implementação do projeto. Os ingleses visitaram Ubu e, em seguida, a área de Portocel, em Barra do Riacho. A área necessária para a construção da refinaria é de 350 hectares.
Segundo Lelo Coimbra, a empresa precisaria de um prazo de três meses para viabilizar a equação econômica - os US$ 2,5 bilhões - e, a partir desse momento, 24 meses para a entrada em operação. A expectativa é de uma produção de 200 mil barris por dia.
Os representantes do grupo inglês, Peter Buckley e Brian Tipler, terão uma reunião nesta quinta-feira (25), em Brasília, na Agência Nacional do Petróleo (ANP), para discutir a concessão para a construção da refinaria.
O governador em exercício deixou claro que agora a decisão para viabilizar o projeto está nas mãos do fundo de capital árabe. Em relação à concessão da ANP, Lelo Coimbra se mostrou otimista e acha que esse será um grande negócio para o país.
Para o secretário Júlio Bueno, a construção da refinaria seria um ótimo negócio para o Estado, para a Petrobras e para o país. O secretário de Desenvolvimento também revelou que para o Espírito Santo, especificamente, o retorno será extraordinário. Ele lembrou, por exemplo, as empresas-satélites que serão instaladas em torno da refinaria, trazendo um grande retorno para o Estado.
"Agora é só ter paciência. A decisão está nas mãos do grupo inglês. Estamos falando em um investimento de US$ 2,5 bilhões. É uma quantia elevadíssima. Portanto, os acionistas do grupo têm de dar o seu 'ok'. Entendemos perfeitamente isso", avaliou Júlio Bueno.
Já o governador em exercício, Lelo Coimbra, explicou que os incentivos para o grupo construir a refinaria no Estado estão contidos no programa de incentivo fiscal Investe Espírito Santo, que oferece atrações para empresas interessadas em se instalar no Estado. Lelo citou como exemplo a isenção de ICMS para a compra de equipamentos da refinaria.
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