Depois de lembrar que a competência para investigar crime de mando é da Polícia Civil, o promotor Gilberto Fabiano Toscano de Mattos rebateu as acusações de omissão por parte do Ministério Público Estadual (MPE) nas investigações em torno do assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro.
Coordenador do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRCO), do MPE, Gilberto Toscano disse que a atribuição do Ministério Público é investigar crimes de natureza tributária, contra a administração publica municipal e estadual, como licitações fraudulentas, organizações criminosas e a lavagem de dinheiro.
As acusações de omissão por parte do MPE foram feitas pelo advogado e coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro Alexandre Martins de Castro, pai do juiz assassinado.
E reforçadas, no dia seguinte, quarta-feira (24), durante a abertura do Fórum de Debates em torno da morte do juiz Alexandre e das investigações posteriores desenvolvidas para identificar os executores e os eventuais mandantes do crime.
De acordo com o promotor Gilberto Toscano, a ação do Ministério Público através do GRCO aconteceu até a descoberta e identificação dos intermediários do crime. E que não passa de leviandade quem afirma o contrário.
A presença do MPE voltou a ser solicitada pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Magistrados (AMB) e juiz do Tribunal de Alçada do Paraná, Jorge Massad, que ficou de encaminhar correspondência ao procurador de justiça do Estado, pedindo a presença de um promotor junto ao processo conduzido pela delegada Fabiana Maioral.
A atuação do MPE também foi objeto de diversas críticas das autoridades durante a realização do debate sobre a morte do juiz. Mas o promotor Gilberto Toscano rebateu todas, incluindo a posição do também promotor Marcelo Zenkner.
Zenkner reclamou dizendo que o Ministério Público estava demorando nas apurações em torno do caso Alexandre Martins e chegou a insinuar que era impossível a polícia chegar até mandantes de eventuais crimes que tivessem ligações com figuras do judiciário ou do ministério público, pois as leis orgânicas das duas entidades impediam que fossem investigados.
"Não houve nenhuma omissão ou retardamento do Ministério Público no caso", garantiu o chefe do GRCO.
|