A CPI que investiga irregularidade no contrato com empresas de limpeza de galerias em Vitória, a chamada CPI da Lama, da Câmara de Vereadores de Vitória, deve voltar a funcionar na próxima legislatura. Esta é a expectativa do ex-presidente da Comissão, Antônio Denadai (PL). O retorno dos trabalhos ainda depende da publicação do acórdão judicial pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.
O vereador disse ainda que o trabalho, quando for retomado, será concluído com facilidade, pois falta ouvir poucas pessoas. Ele explicou que a Câmara só aguarda o comunicado do STF para voltar aos trabalhos, mas mesmo que isso aconteça este ano as investigações só retornam em janeiro, com outra formação.
"Em dezembro entramos em recesso parlamentar, depois vem a diplomação dos vereadores eleitos. Quando forem retomados os trabalhos, serão eleitos novos presidentes e membros para concluirmos e relatarmos o que foi investigado", disse.
Denadai foi destituído do cargo de presidente pela Justiça. Os vereadores aliados da prefeitura alegaram que o vereador não tinha imparcialidade por ser irmão de Marcelo Denadai, morto devido ao seu envolvimento com as investigações sobre contratos com a empresa Hidrobrasil, de propriedade de Sebastião Pagotto.
Ainda sobre esta CPI, José Coimbra (PSDB), irmão do vice-governador Lelo Coimbra, assumiu a presidência da Comissão e pediu seu arquivamento, mas não foi apoiado pelos demais membros da CPI.
Duas outras CPIs funcionavam na Câmara. Uma delas, que se destinava a apurar o recolhimento de lixo, a CPI do Lixo, tinha como presidente o vereador Dermival Galvão (PMN), que surpreendeu os colegas e a sociedade pedindo o arquivamento das investigações. O arquivamento foi acompanhado pelo também vereador Alexandre Passos (PT). O terceiro membro da Comissão, Osvaldo Mello (PTB), não assinou o documento e enviou ainda um parecer à prefeitura e ao Ministério Público Estadual apontando irregularidades.
Também havia a chamada CPI das Merendeiras, criada em função de denúncia da empresa Tavares e Santos Conservação e Limpeza Ltda. (Tasa), que se julgou prejudicada durante a realização de concorrência para contratação de merendeiras (auxiliares de cozinha).
Presidida por Sebastião Pelaes (PMDB).esta CPI levantou elementos que atingem a empresa de publicidade da prefeitura e o ex-secretário de Comunicação, o jornalista Luiz Carlos Azedo. Neste caso o MPE pediu o indiciamento dos auxiliares da empresa de publicidade e de Azedo.
As duas CPIs, a da Lama e a das Merendeiras, ainda estão no primeiro prazo de funcionamento. Assim que voltarem a funcionar, contarão ainda com mais 90 dias para a conclusão dos trabalhos. O prazo também tem seu funcionamento assegurado, podendo atuar normalmente após a posse do novo prefeito.
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