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A França invade o Brasil com novos modelos




Foto: Divulgação
  

Sim, trata-se de uma guerra. É a batalha das montadoras francesas pelo mercado brasileiro. O Brasil é hoje um grande produtor e importador de automóveis. Por isso, as empresas investem cada vez mais no País. Um dos grandes investidores, entre outros da América do Norte, Europa e Ásia, é a França, que em 2005 estará produzindo novos carros no Brasil e exportando mais modelos para cá.

A Peugeot já começou a sua ofensiva. Em 2004, foram diversas as novidades da montadora francesa para o mercado brasileiro: novos ares para o seu sucesso de vendas, o 206, incorporação do câmbio seqüencial nos modelos, apresentação e produção (agendada para novembro) da versão perua do compacto, o 206 SW, e, por último, a estréia do charmoso 307 conversível.

O próximo da fila, mas sem data prevista para chegar no País, é o 407, mostrado na Europa em dezembro do ano passado. Com uma enorme tomada de ar em forma de boca na dianteira, o elegante modelo foi criado para substituir o 406. O interior é requintado e luxuoso; o desempenho, por sua vez, é garantido pelo propulsor 2.0 litros de 136 cv ou V6 3.0 litros de 211 cv. A versão perua ostenta o famoso teto envidraçado, também presente no 307 SW.

Foto: Divulgação
  
Já a aguardada perua Peugeot 206SW será lançada no mercado nacional no 1º trimestre de 2005. Fabricada na planta de Porto Real, RJ, a perua será oferecida em versões com motores 1,4 litro 8 válvulas de 75 cavalos de potência e 1,6 16 válvulas de 110 cv.

A Renault não quer ficar para trás, e também já tratou de adiantar os seus planos. A produção do Mégane Sedan II na fábrica da Renault em São José dos Pinhais, no Paraná, faz parte do plano de reestruturação da marca no País. O investimento previsto para o projeto é de 50 milhões de euros e a produção inicial será de 20.000 unidades por ano. O sedan tem estréia marcada para o segundo semestre do ano que vem e foi descoberto no Salão do Automóvel. A companhia, entretanto, ainda não definiu o preço para o lançamento.

A versão "flexível" do Renault Clio chegará ao mercado nacional no mês de novembro, segundo anunciado em entrevista coletiva no Salão do Automóvel de SP. Os preços dos modelos não foram divulgados, apenas que serão "competitivos com o mercado".

O Clio Flex terá versões de carroceria hatch e sedan e o motor será o 1,6 litro 16 válvulas denominado "Hi-Flex", que deverá desenvolver 115 cavalos de potência quando abastecido 100% com álcool.

Foto: Divulgação
  

A Citröen, outra grande montadora que investe no País, está usando o Salão de São Paulo para testar a receptividade de alguns modelos com potencial de serem vendidos no País. A principal novidade será o médio C4, sucessor do Xsara, que será importado na versão VTR, esportiva com motor 2.0 litros de 180 cv. É o mesmo propulsor que equipa o Picasso, mas com controle variável de válvulas e outras modificações que elevaram sua potência em mais de 40 cv.

O VTR prepara terreno para a chegada das demais versões hatch e sedan, que devem ser fabricadas na Argentina em breve. O modelo é um show de tecnologia: o volante, por exemplo, tem a parte central fixa - apenas o aro gira. Ele é o primeiro modelo da categoria a vir equipado com faróis bi-xenon direcionáveis e sensor de estacionamento também na parte dianteira. Ele deve chegar ao Brasil com preço em torno de R$ 100 000. Cerca de 350 unidades é a expectativa de venda da Citroën em 2005.

Outros candidatos ao "passaporte brasileiro" são o C3 XTR e o C3 Pluriel. O primeiro, uma versão com ar off-road é carta certa, afinal, só tem acrescido ao modelo normal alguns acessórios visuais. Já o "multiversão" Pluriel, carro capaz de adotar quatro configurações diferentes - hatch, cabriolet, picape e nnnn, tem grandes chances de ser importado. Caso isso seja confirmado (amanhã o presidente da Citroën Sérgio Habib pode revelar isso na coletiva da empresa), seu preço deve beirar os R$ 80 000.