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  Vitória (ES), edição de 29 de abril de 2005
 

Desvendando a missão


Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  
Cientistas reunidos para coletar dados sobre o sertão brasileiro

Que Brasília foi planejada para ser a capital do país quase todo mundo sabe. Que a cidade, que no último dia 21 de abril fez 45 anos, passou a ser o centro político da República em 1960 após a transferência do Governo Federal do Rio de Janeiro para o Planalto Central, também. Mas como esse projeto foi desenvolvido, poucos têm conhecimento.

E é isso que quer apresentar a mostra "Missão Cruls: Uma trajetória para o Futuro", em exposição a partir desta terça-feira (26) na Ufes. Um grupo de 15 pesquisadores brasileiros decidiu reconstituir, em 2003, mostrar a trajetória do astrônomo belga Luis Cruls rumo ao Planalto Central em 1892.

"É uma exposição didática, que trabalha o roteiro histórico de Brasília. E os seus 45 anos", explica Wellington Pereira, responsável pela Galeria de Arte e Pesquisa da Ufes.

A expedição partiu do Museu Nacional de Astronomia no Rio de Janeiro no dia 10 de novembro de 2003, chegando à Brasília 15 dias depois. A idéia era comparar os aspectos analisados pela comitiva do século XIX, verificando as mudanças que ocorreram até o século XXI.

Os pesquisadores de diversas áreas percorreram cidades de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e do Distrito Federal. O propósito do projeto Missão Cruls de 2003 foi realizar palestras, expor fotografias da Missão Cruls de 1892, distribuir material didático para bibliotecas, escolas, universidades e divulgar parte da história da criação da capital Brasília.

  
Foto: Divulgação
  
Observatório da Missão Cruls montado no meio do sertão brasileiro

A nova missão teve dois responsáveis pela documentação do trajeto. Miguel Freire, cineasta e fotógrafo, professor de Fotografia e Chefe do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense - UFF e André Muniz Leão, aluno de Rádio e TV de uma faculdade de Brasília. Os dois realizam a cobertura em vídeo e fotografia.

A mostra reúne reproduções de documentos, representações iconográficas, textos explicativos e fotos do ano de 1892 e do período de 1953 a 1960, quando do retorno do projeto de construção da nova capital, além das fotos de Luiz Cruls. A exposição conta também com os documentos da proposta de interiorização da capital, fotos do ex-presidente Juscelino Kubitscheck e o desenho premiado de Lúcio Costa, que originou Brasília.

A construção de Brasília

A idéia de construir Brasília não surgiu de repente. Desde o século XVIII, quando o Brasil ainda era colônia de Portugal, sonhos e projetos de transferência da capital para o interior já povoavam o imaginário político.

As qualidades ambientais e as riquezas naturais dessas regiões eram sempre citadas como um dos principais argumentos para a transferência, além de questões estratégicas de segurança.
Com a Proclamação da República, em 1889, essa preocupação tornou-se uma medida constitucional. A União teria uma propriedade de 14.400 km² no Planalto Central, que seria oportunamente demarcada para o estabelecimento de uma futura sede de governo.

Em 1892, para cumprir a Constituição, o então presidente Floriano Peixoto nomeou a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil para iniciar de fato a demarcação do Distrito Federal. Foi a primeira iniciativa oficial do governo brasileiro para concretizar a mudança da capital. Iniciavam aí os trabalhos da Missão Cruls.

Um pouco da Missão Cruls
Luis Cruls era um astrônomo belga que, desde 1875, a convite de D. Pedro II trabalhava no Observatório Imperial no Rio de Janeiro, hoje Museu Nacional de Astronomia.

  
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Sete meses de exploração no planalto Centra do Brasil

Em 1892, cumprindo a determinação do presidente Floriano Peixoto, Cruls organizou uma equipe de 21 pesquisadores entre geólogos, geógrafos, botânicos, naturalistas, engenheiros, médicos e higienistas. Durante sete meses, de março a novembro daquele ano, fizeram o trajeto do Rio de Janeiro até o Planalto Central, em estradas de ferro ou lombo de mula, percorrendo um total de quatro mil quilômetros.

Para orientar-se numa estrada sem pontos de referência que guiasse para o interior, Cruls calculava a posição das constelações e analisava, toda noite, o rumo a ser tomado. A comitiva realizou estudos científicos até então inéditos na região, mapeando aspectos climáticos e topográficos, além de estudar a fauna, a flora e os cursos d'água do trajeto, o modo de vida dos habitantes, os aspectos urbanos e arquitetônicos das cidades pelo caminho, além das doenças mais comuns.

A missão foi registrada em diários por Hastimphilo de Moura. O registro fotográfico ficou a cargo do astrônomo Henrique Morize. Dessa forma a história pôde ser resguardada e hoje é o documento mais antigo do Arquivo Público do Distrito Federal.

A expedição de Cruls mudou o arranjo geográfico do Brasil e possibilitou uma maior integração do litoral com o centro-oeste do País, até então pouco conhecido. Os estudos só foram reativados em 1946, mas ainda assim, sem nenhuma medida prática. Dez anos depois, no governo de Juscelino Kubitschek, de fato começou, sendo inclusive definida a data de inauguração, 21 de abril de 1960, 42 meses após o início.

"Missão Cruls: Uma Trajetória para o Futuro"

A mostra sobre o projeto que iniciou o estudo topográfico do centro-oeste brasileiro começa nesta terça-feira (26), às 19h, no Cemuni IV, Centro de Artes, na Ufes, com uma palestra com o idealizador do projeto Prof. Dr. Pedro Jorge de Castro, cineasta, de Brasília.

A exposição vai ser aberta às 20h na Galeria de Arte e Pesquisa Centro de Artes/Ufes, no Centro de Vivências, próximo ao Cine Metrópolis. Vitória é a quinta capital visitada pela "Missão Cruls". O projeto fica aberto ao público até o dia 22 de março, das 8h às 17h. Mais seis capitais devem ser visitadas até o final do ano.


Outro lado do papel


Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  

Outro papel. Mas que outro papel? O que os artistas desempenharam em seu percurso pelas artes e o significado que os materiais por eles trabalhados podem ganhar de acordo com as experiências de cada um. Um diálogo com a arte contemporânea através das buscas particulares dos artistas.

A exposição "Outro papel - da materialidade à construção" é um trabalho feito por 20 estudantes dos cursos de Artes Plásticas, Artes Visuais e Design da Ufes. São investigações de jovens artistas que buscam estabelecer um projeto poético a partir dos materiais utilizados em suas obras.

"A idéia era que os artistas pensassem seus percursos, sua história dentro da arte. Vissem o que era recorrente e formassem uma linguagem própria", explica José Cirillo, curador da mostra.

Os trabalhos São feitos com fibras naturais e sintéticas, plástico, papel reciclado, tecido, madeira. "Eu fiz um trabalho com fibras de palmito, com uma trama que lembra a cestaria. Uma composição que eu chamo de 'Comércio', para mostrar a questão do valor, 'qual o valor de uma obra de arte?'", diz Adriana Melo sobre seu trabalho. "Outro papel é para mostrar a dimensão que cada um dos materiais toma, com uma linguagem", completa Adriana.

A exposição "Outros papéis" acontece na Galeria Sandra Resende, dentro do Projeto Efervescência, de apoio a jovens talentos capixabas. "A mostra expõe o trabalho de jovens artistas que estão se profissionalizando, em busca de uma linguagem própria", fala Dayse Resende, coordenadora da Galeria.

  
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Além de exposições temporárias, o espaço conta também com uma sala de acervos com obras de vários artistas, um atelier, uma sala-oficina e um jardim para projetos externos. A galeria oferece um curso rápido de história da arte para leigos, com análise das diversas escolas. Uma das questões das aulas é o olhar, único, individual, que a arte incita.

Aberta em 2001, a Galeria Sandra Resende fica na rua Júlia Lacourt Penna, 751, em Jardim Camburi. O coquetel de lançamento da exposição "Outro papel - da materialidade à construção" acontece nesta terça-feira (26), às 19h30. A mostra fica aberta ao público até o dia 20 de maio, das 10h às 18h. Mais informações e visitas guiadas pelo telefone 3337-2678.


Materializando o Divino


Vítor Lopes


  
Foto: Divulgação
  

O nome da exposição é complicado. "Avatares dos Palimpsetos Gráficos". Mas o que o artista plástico Didico, também professor da Ufes, quer mostrar, tem essência simplificada, mas com significados profundos.

Avatares significa pela crença hinduísta a descida de um ser divino na Terra, em forma materializada, podendo adquirir contornos humanos ou de animal. Palimpsestos gráficos consistem na intervenção técnica em superfícies de pergaminhos primitivos. Os documentos eram raspados para dar lugar a outros escritos.

Assim como os palimpsestos, os avatares também adquirem caráter de mutação. O primitivismo da definição concede lugar às técnicas modernas de transformação do caráter artístico de uma intervenção em superfícies.

Assim Didico modifica e recria sua ambigüidade na manipulação do material em sua mais nova exposição. O urbano versus a pobreza em fotografias cujas lâminas são arranhadas para criar novos efeitos, bem como acontece no diferente modo de nascimento de um desenho.

  
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Em "Avatares dos Palimpsetos Gráficos", o professor e chefe de Departamento do curso de Artes Plásticas da Ufes, expõe sete telas em pintura acrílica, oito trabalhos em pastel oleoso, dez trabalhos em pastel seco e sete estandartes.

O trabalho é resultado de anos de estudo para o mestrado em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado pela Pontifícias Universidade Católica (PUC-SP).

A exposição será inaugurada nesta quarta-feira (20), às 20h, na Galeria de Arte Espaço Universitário, Ufes. A mostra fica até o dia 10 de junho. As visitas podem ser realizadas das 8h às 18h.

Maiores informações pelos telefones 3335-2371 e 3335-2370.


Novos olhares sobre o velho Convento


Vítor Lopes


  
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Iniciantes apontam visões sobre o Convento

Aos pés do Convento dá-se a criação e o aprendizado dela. Abençoado por todos os santos que por ali podem olhar, o artista plástico Laerty Tavares e seus 13 alunos inauguram nesta segunda-feira (21), uma exposição coletiva intitulada "Vento Com Cortes".

A homenagem de Tavares e alunos é para o próprio Convento. O ateliê do artista onde ele também ministra aulas está aos pés do Convento, na Prainha de Vila Velha. O artista plástico é professor há 15 anos. É a sétima vez que organiza uma mostra com seus alunos.

As leituras a respeito do Convento da Penha estão realizadas em obras pintadas a óleo e acrílica sobre tela. Todos os quatorze trabalhos são inéditos, com dimensão de 0,50 X 0,70 cm. Os quadros representam diversos caminhos possíveis para se chegar ao Convento e também partes internas do mesmo, ressaltando a imponente arquitetura.

A exposição irá até o dia 04 de abril. Após a Festa da penha, a exposição será levada para a Igreja dos Reis Magos, em Nova Almeida. Há a idéia de fazer de "Vento Com Cortes" uma exposição itinerante.

A exposição será apresentada no Espaço Cultural ArtIBEUV. Rua Sete de Setembro, 135, Centro, Vila Velha. Maiores informações pelo telefone 3229-1344 e pelo site www.ibeuv.com.br.

Confira o nome dos expositores:

Laerty Tavares
Alacir Botelho
Altayr Alcoforado
Cláudia Taib
Isabel Chermont
De Salles
José Feitosa
Karlla Nog
Lea Bersot
Marília Teixeira
Mariza Brandão
Novalin
Rosita Schaeffer
Thereza Serra


Ouvindo a voz feminina


Vítor Lopes


  
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A exposição fica até o dia 22 de abril

Mês de março, mês feminino. Se a data ainda persiste, as homenagens e estudos também não param. Em sua primeira exposição individual, a artista plástica Júlia Seraphim levanta suas considerações sobre a condição feminina nos homens e nas mulheres. A exposição será inaugurada nesta quarta-feira (2), no Yázigi da Praia do Canto, Vitória.

Júlia Seraphim abre o ciclo anual de exposições do Centro Cultural do Yázigi que tem como tema "O Despertar dos Mágicos". Uma série de individuais e coletivas irão marcar a linha ao longo do ano.

Com a individual batizada de "Grito da Mulher Contemporânea", a artista plástica apresenta suas visões sobre a feminilidade e sua importância em relação à construção social e humana.

"Faço minhas obras baseadas no espírito feminino e masculino que encontro nos homens e nas mulheres. Vejo, nos dois, principalmente, a maturidade feminina. Não é a maturidade da gestação, mas de reconhecer o ser como etéreo", analisa Júlia.

As sensações da condição feminina para a artista são intrínsecas desde a formação da sociedade contemporânea, baseada no machismo. "Nos meus quadros, não quero sobrepor a mulher em relação ao homem", afirma Júlia.

Para compor suas obras, Júlia Seraphim faz uso da união de massa de tinta acrílica, serigrafia e camadas de gesso. A artista plástica nasceu em Cachoeiro de Itapemirim e estuda Artes Plástica na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

A exposição vai até o dia 22 de abril, com visitas das 8h às 20h. A curadoria da exposição "Grito da Mulher Contemporânea" é de Joyce Brandão. O Centro Cultural Yázigi fica na rua Madeira de Freitas, 239, Praia do Canto, Vitória. Maiores informações pelo telefone 3325-2808.


Desenhos universitários


Vítor Lopes


  
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Convite dos alunos da Ufes que expõem seus desenhos a partir desta quinta

A Universidade Federal do Espírito Santo continua o seu calendário de exposições artísticas nesta quinta-feira (24), com uma mostra coletiva a ser realizada na Galeria de Arte Espaço Universitário.

O nome da exposição que reúne oito artistas plásticos é "Desenho". A curadoria da exposição é realizada por Mara Perpétua e a coletiva é patrocinada pela Secretaria de Cultura da Universidade.

Expõem suas obras Rachel Ribeiro, Maxwuel Goldner, Claudia Rodrigues, Cristina Tonon, Marcelo Gandini, Silfarlem Junior, Glauco Gomes e Karyna Milke. A abertura da exposição será às 20 horas com a presença dos artistas.

A mostra fica em cartaz até o dia 31 de março, com visitas realizadas das 10 horas às 18 horas. No dia 25 de fevereiro, às 10 horas, haverá um encontro com os artistas em que os mesmos irão falar dos diferentes processos criativos.

Visitas guiadas podem ser agendadas pelo telefone (27) 3335-2371. A Galeria de Arte e Espaço Universitário fica próximo ao Cine Metrópolis, Av Fernando Ferrari, 514, Campus Universitário, Ufes.


O real e o imaginário


Paulo Rogério


  
Foto: Divulgação
  
Paisagens brasileiras são o tema da artista Leila Spitz

Enquanto uma exposição maior não vem, os apreciadores de quadros e de boa arte podem visitar a mostra das obras das pintoras e artistas plásticas Leila Spitz, Cecília Cavalcanti e Rosa Ferreira. Por enquanto, cerca de 20 quadros estão expostos no Espaço de Arte Contauto Motor Show, no Shopping Praia da Costa.

No início da noite desta terça-feira (15), novos acertos entre os organizadores do espaço e entre as três artistas estavam sendo discutidos para a abertura, efetivamente, de uma exposição com algumas que já estão no local, além de outras telas que estarão no local neste próximo mês de março.

"Pretendo colocar mais uns 20 quadros. Estamos organizando tudo para que na terceira semana de março possamos fazer uma abertura com coquetel e uma exposição mais requintada", afirma Leila e de acordo com ela, a nova exibição vai entrar em vigor no dia 15.

Mais disposta a falar sobre seu trabalho, Leila, que é formada em Música (tendo lecionado para instituições no Rio de Janeiro), despertou a paixão pelo tratamento de óleo e acrílica em telas há cerca de 28 anos. "Desde então, pelo o que o público notará com certeza, é que gosto muito de retratar paisagens, tanto fictícias como reais".

A bela paisagem de um lago em Araras (SP) é um dos exemplos - contraposto com o imaginário Vale do Sol. No final da tarde desta terça-feira, Leila Spitz entregou mais três quadros. "Um retratando flores (orquídeas) e os outros dois sendo paisagens. Um destes dois últimos é a reprodução de uma foto que me enviaram do sul Tocantins, da região de Pedra Furada, que fica bem próximo a Goiás".

Mas quando recebe outros desafios, ou quando tem outro tipo de trabalho em tela encomendado, a artista não foge da raia. "Quando tenho que fazer outro tipo de quadro ou se me pedem, como o estilo retrato, por exemplo, não há como recusar. Dia desses vendi para uma cliente um estilo retrato da Virgem Maria. Minha filha gostou muito e acabei reproduzindo uma igual para ela".

Programe-se

A mostra de obras de Leila Spitz, Cecília Cavalcanti e Rosa Ferreira estão no Espaço de Arte Contauto Motor Show do Shopping Praia da Costa, de 10h às 22h. Entrada Franca. A exposição , com muito mais quadros, está marcada para o dia 15 de março.


Exposição de Congo segue na Serra


Fabíola Zardini


  
Foto: Divulgação
  
A exposição continua na Casa de Congo

A exposição 'Congos de São Benedito', em destaque na Casa de Congo Mestre Antônio Rosa, na Serra-Sede, segue com sua programação. Os visitantes podem apreciar os trabalhos até o final do mês. No acervo, elementos da Festa de São Benedito, como a réplica e o eixo do Navio Palermo, a corda e o mastro, entre outros.

Os elementos utilizados nas apresentações das bandas de congo, como os instrumentos, estandartes e indumentárias, possuem função essencial nas festas populares ligadas a igrejas católicas, São Benedito, São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário. O congo reúne o batuque do negro e do índio à religiosidade católica trazida pelos portugueses. Este processo acontece dentro do contexto rural, misturando o imaginário mítico-cultural desses três povos.
A mostra traz também alguns quadros de pintura a óleo do artista plástico serrano Valter Francisco de Assis, que aborda temas da Serra Antiga.

Além da exposição "Congos de São Benedito" está também a Exposição Iconográfica e Documental da Insurreição do Queimado, aberta desde 16 de novembro de 2004. A Casa do Congo funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Os grupos podem agendar visitas monitoradas, inclusive para os fins de semana. O espaço cultural fica na Praça João Miguel, s/n, na Serra-Sede. O telefone é 3251-5870.


Cor e ação


Da Redação


  
Foto: Divulgação
  

Na sexta-feira depois do carnaval (11), começa a exposição "Luz, Cor, Ação " da artista plástica Sandra Moulin, no Espaço Cultural Ematra. O tema foi escolhido devido ao contraste entre as cores e os diversos estilos empregados, além da diversidade de movimentos nos traços dos desenhos.

Esta é a primeira exposição individual de Sandra e ela apresenta 20 telas em acrílica e óleo sobre tela. A artista encara sua arte como algo de vital importância como pessoa e como profissional, colocando a pintura como algo tão primordial como a criação de seus filhos.
Sandra é de Cachoeiro de Itapemirim, mas foi no Estado do Rio de Janeiro que passou toda a infância e adolescência. Aos 13 anos iniciou o Curso Técnico de Publicidade e Propaganda - OBERG, com ênfase em Retrato.

Na abertura, dia 11 de fevereiro - Sexta-Feira, das 18 às 20 horas, a artista estará presente no Espaço Cultural Ematra.no Centro de Vitória.


Novo olhar sobre o ES


Paulo Rogério


  
Foto: Humberto Capai
  

Segue até o dia 6 de março, no Mazenino da Praça de Alimentação do Shopping Vitória, a mostra "Olhares da Terra", trabalho dos fotógrafos profissionais da Usina de Imagens. No total, são 24 fotos em tela grande que despertam o fascínio de quem contempla o olhar que os artistas tem do Estado.

Olhares apurados e diferenciados que retoca por meio das imagens, a forma da qual nosso Estado é conhecido como um verdadeiro caldeirão, com todos os estilos, todas as tendências.

No caso de Dener Vanez, aproveitando desde meados da década passada quando o Estado começou a destacar-se nos esportes do surf, resolveu registrar os momentos de adrenalina, de quem se arrisca em manobras e saltos pelas ondas do litoral capixaba.

Jonh Davies preferiu selecionar fotos com um caráter que registram momentos quase mágicos, proporcionados pela natureza e com uma "ajudinha" das lentes dos artistas. Em uma das telas ele destaca o contraponto ressaltado do céu de Itaúnas complemente tomado por nuvens, numa das imagens paisagísticas mais impressionantes, registrada na mostra.

Presente na abertura do espaço da mostra, na noite desta quinta-feira (20) Fábio Vicentini pôde receber elogios quanto a foto de um pescador em Vitória, como se estivesse sendo iluminado pelo divino - numa fantástica composição detalhada do sol entre nuvens.

  
Foto: Dener Vianez
  
Os pescadores de Vitória também é um dos temas de Alex Krusemark, a diferença no caso fica na tomada impressionante de cima para baixo (num registro pelo angulo de "sol de meio-dia").

A imagem da Capela de Santa Luzia, em Itarana, de Edson Reis, tem o poder singular de representar dois tipos de artes. É um dos momentos quando confundimos o registro real com verdadeiras pinceladas de um mestre inspirado.

O exuberante carnaval de Vitória mereceu destaque na lente do experiente Tom Boechat, fascinado pelo registro de pessoas. "Gosto muito de fazer foto de gente, é o estilo que mais aprimorei ao longo destes anos e com o qual mais me identifico". O fotojornalista tem como respaldo, para frisar suas palavras, o segundo registro, a foto de uma menina negra com seus contornos detalhados e olhar forte como quem não se intimida com uma lente.

Nem só de imagens "viverá" o espaço da exposição no Shopping Vitória. "Estamos correndo atrás de patrocínio para gerar discussões mesas-redondas, projeções e tudo mais, por isso que definimos isto aqui como espaço, nós queremos quebrar aquela idéia de galeria fechada, de um público da elite", é o que garante o coordenador do grupo, o fotógrafo Humberto Capai. Atualmente o Usina de Imagens possui treze fotógrafos profissionais, e conta com um acervo com 50 mil fotos - o grupo é o que possui o maior banco de imagens regionais em todo o País.

Programe-se!

Espaço do Usina de Imagens. Exposição "Olhares da Terra". Até o dia 6 de março no espaço de eventos da Praça de Alimentação do Shopping Vitória, Enseada do Suá.

Para ver algumas imagens do grupo, diferentes da exposição, clic www.usinadeimagens.com.br