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  Vitória (ES), edição de 05 de agosto de 2005
 

Magia circense nas telas
de artistas capixabas

Felicia Borges


  
Foto: Isaumir Nascimento
  
A magia do circo é o tema da exposição que será aberta nesta quinta

Realidade e fantasia se unem no universo do circo. Pelas mãos de escultores, fotógrafos e artesãos, esse mundo de fantasias chega à cidade. Na exposição "Gran Circus Alegria de Viver", que abre nesta quinta-feira (4) no Espaço Cultural Yázigi, a vida circense se mostra através da arte.

"Todas as obras estão mostrando a ilusão que é o circo. Tanto as cores quanto os trabalhos retratam o dia-a-dia do circo", diz a curadora e uma das artistas da exposição, Kyria Oliveira.

Participam da mostra os artistas Ana Paula Castro, Chico Guedes, Luciano Boi, Fernanda Brito, Trac Jeuveaux, Sandro Soeiro, Kyria Oliveira, Norton, Flávio Garcia, Simone Guimarães e Socor. "A maior parte dos artistas teve que fazer as obras para se adequar ao tema. Foi um desafio para todos eles. No Espírito Santo nós não temos essa cultura do circo. Sempre que tem circo no Estado é de grandes companhias", fala Kyria.

De acordo com a curadora, o momento por que vem passando o Brasil, com ondas de denúncias políticas, foi um impulso para resgatar esse universo real e ao mesmo tempo fantástico do circo. "O tema foi ganhando força a partir do circo que o nosso País está envolvido, mas esse não tem graça nenhuma. Resolvemos resgatar o circo, mas um circo alegre".

No dia 5, sexta-feira, acontece a Oficina da Luz, com a fotógrafa Fernanda Brito, que atua nas áreas de cinema, publicidade e documentários. A proposta é apresentar os princípios básicos da fotografia e mostrar a importância da luz nesse processo, através de atividades lúdicas, com jogos e brincadeiras. O curso será oferecido às 9h para crianças e às 17h30 para adultos. A oficina é gratuita e tem duas horas de duração. As inscrições devem ser feitas no Yázigi Praia do Canto, pelo telefone 3325.2808.

O vernissage de abertura da exposição "Gran Circus Alegria de Viver" será nesta quinta-feira, às 19h. Para o clima ficar perfeito, vão se apresentar no dia artistas circenses, como palhaços, malabaristas, entre outros. A exposição vai até o dia 6 de setembro no Espaço Cultural Yázigi, na Praia do Canto.


'Elas' em escultura

Vítor Lopes


  
Foto: Divulgação
  

A Livraria Cultura continua a investir na divulgação da cultura capixaba. Prova disso é a nova tomada de rumos do projeto Quartas Cultural. Na edição da próxima quarta-feira (3), quem usa o espaço da livraria é a artista plástica Maria Corrêa.

Os consumidores que passarem por lá poderão conferir a exposição "Elas", uma extensa reflexão a respeito da condição da mulher e sua importância para a sociedade contemporânea.

O trabalho é composto por dez peças feitas de materiais como resina, bronze e mármore sintético (resimármore) que retratam a feminilidade da mulher como misto de força, beleza e sensualidade.

A obras exploram de formas figurativas ao abstrato e representam o desejo pelo crescimento pessoal e profissional, além da busca interior, da identidade, do amor e a luta pela sobrevivência da mulher hoje.

  
Foto: Divulgação
  
Maria Corrêa é graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo e se especializou em escultura, dando ênfase a materiais como a resina.

Visite:
Exposição "ELAS" de Maria Corrêa.
Abertura dia 3 de agosto, às 19h, dentro do Projeto Quarta Cultural na sobreloja da Livraria Leitura, 2º piso Shopping Vitória.

As obras serão expostas até o dia 31 de agosto, das de 10h às 22h.


Fotos e paixão

Felicia Borges


  
Foto: Simone Guimarães
  
A fotografia para Simone Guimarães é muito mais do que o simples produto do seu trabalho. "É uma paixão incondicional", declara. Paisagens, o mar de Regência, o campus e o Centro de Artes da Ufes, pessoas da família. Todos fazem parte da exposição "O olhar fotográfico. O olhar de Simone". Diante de sua lente tudo aquilo que desperta afetividade.

"Fotografia não precisa ter tema, é o olhar da gente sobre as coisas. Então tem de tudo. Gente, paisagens, coisas", diz Simone. A artista vai expor cerca de 1400 fotos no formato 10X15 divididas em sete mosaicos, a maioria coloridos. As fotos serão vendidas, cada uma a R$ 5, deixando vazios nos lugares onde forem retiradas, transformando o mosaico original.

As fotos, expostas na Galeria de Arte e Espaço Universitário, serão coladas na parede com fita adesiva. "Como eu faço na minha casa. Assim dá para visualizar várias informações ao mesmo tempo. É uma extensão da minha sala", conta Simone.

Mesmo com a evolução tecnológica, com o surgimento da câmera digital, ela não abre mão da fotografia tradicional. "Sou muito apegada a esses materiais, filmes fotográficos, papel fotográfico", admite.

Aos críticos de arte que acham a fotografia muito realista e não a consideram arte, Simone responde com verdadeiras pinturas. Para ela há uma união entre a arte, que trabalha com os sentimentos, e a ciência, que torna a fotografia realidade. "Fotografia para mim é arte, que eu chamo de fotográfica, não é arte plástica. Tem suas características próprias. É uma forma de expressão", acredita Simone.

Simone Guimarães é professora de fotografia no Centro de Artes da Ufes há 25 anos. As fotos inéditas foram feitas nos últimos quatro anos. "Tem três anos que eu não mostro individualmente. Eu sempre gosto de expor na universidade. Não parei de trabalhar, só não mostrei porque o custo é alto", diz Simone.

A abertura da exposição "O olhar fotográfico. O olhar de Simone" acontece nesta segunda-feira (25), às 20h, na Galeria de Arte Espaço Universitário, na Ufes. A mostra fica até o dia 9 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Todas as segundas-feiras haverá bate-papo com convidados, das 18h às 21h30, na Galeria. Visitas guiadas podem ser marcadas pelo telefone 3335-7853.


Beleza colorida

Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  

A natureza ao mesmo tempo em que é bela e suave pode se mostrar forte e bravia. Em meio aos espinhos surge a flor. A natureza, as flores, a beleza das cores e suas formas foram retratadas por dez alunas da artista plástica Litza Dias e serão exibidas na exposição "Beleza em Cores" a partir desta quinta-feira (7).

Em cerca de 25 telas são retratadas, com pintura em óleo sobre tela e técnica mista, florais, paisagens, animais e abstratos. "É uma oportunidade que elas, as alunas, estão tendo de levar o trabalho ao público, de receberem crítica", acredita Litza.

Natural de Minas Gerais, Litza cresceu no Espírito Santo e começou a pintar com 15 anos. Hoje ela tem um ateliê em Jardim Camburi onde faz exposição permanente e dá aulas de pintura. "Quando a pessoa está buscando a arte, ela eleva o espírito. Funciona como uma terapia e desenvolve a criatividade. Tenho o dom e a facilidade de passar isso. Tendo persistência, todos chegam a um objetivo e descobrem seu estilo próprio nos vários caminhos da arte", diz Litza, que é autodidata.

  
Foto: Divulgação
  
Além da exposição inédita dos trabalhos das alunas, Litza está com uma mostra individual no aeroporto de Vitória chamada "As Flores".

A exposição "Beleza em Cores" começa nesta quinta-feira (7) no Espaço Cultural Ematra, Avenida Cleto Nunes, 85, no 12º andar do Edifício Vitória Park, Centro de Vitória. O horário de funcionamento é das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira. A mostra vai até o dia 29 de julho.







Inauguração com fotos impublicáveis

Da Redação


  
Foto: Bruno Miranda
  


O Restaurante Galpão está completando 10 anos. E nesse tempo, sempre teve um enfoque cultural significativo com exposições de arte, música artesanato e outras manifestações. Para comemorar o aniversário, o Galpão abre um novo espaço para as artes, onde serão feitas várias exposições, com a idéia de promover novos talentos.

O Espaço Cultural Restaurante Galpão será inaugurado com a abertura da exposição de fotografias INmpublicável, dos fotógrafos Bruno Miranda, Bruno Zorzal e Gabriel Lordelo. INmpublicável, como o próprio nome diz, são fotos feitas no dia-a-dia da redação de um jornal pelo seus fotojornalistas e que, por algum motivo, não serão publicadas. Uma produção que, nem sempre conquista espaço nas páginas jornalísitcas - acostumadas ao consumo rápido de informação - encontra abrigo nas páginas da Internet.

Junto com a exposição será lançado também o site do projeto: www.impublicavel.com.br/

Serviço:
Espaço Cultural Restaurante Galpão.
Exposição aberta ao público de 06 de julho a 1° de agosto

Horário de funcionamento: das 18h a 1h - de segunda a sábado

Av. Saturnino Rangel Mauro. 400. Jardim da Penha, Vitória.


Química entre ferro e sal

Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  

O tempo para o artista plástico Marcus Neme pode ser medido pela corrosão obtida na reação entre o sal e o ferro. A exposição "Tempo - A ferro e sal" é resultado de pesquisas realizadas por cerca de cinco anos e destaca o conjunto de fenômenos químicos, físicos e estéticos que cercam esses elementos.

Os materiais em ação, aliados ao tempo, aparecem como agentes do processo pictórico. "Começa a aparecer manchas coloridas nos trabalhos, como se o vento e o sal, tão temidos pelos construtores, fossem os grandes pintores da natureza", explica Marcus.

Surgem cores e formas efêmeras sobre cada uma das superfícies, denunciando a cronologia dos objetos. "O tempo entra na questão porque os trabalhos vão mudando. Quem for na abertura e no final vai ver diferentes trabalhos", diz.

A exposição foi dividida em duas instalações. Na primeira, são 24 lâminas de sal sobre tela de arame, instaladas em perpendicular à parede com espaçamento, evidenciando duas superfícies. A ordem dos trabalhos segue a cronologia com que foram feitos, desde fevereiro quando foram iniciados.

A segunda proposta consiste em 12 ampulhetas, que são caixas de vidro de 31x31cm e 3cm de altura, com sal e ferro dentro, dando a idéia da matéria em ação e proporcionando a contemplação do tempo.

Para montar toda a exposição na galeria, foram necessários três dias. "Fiquei muito feliz com o trabalho, mas o resultado final quem dá é o público", diz Neme.

Marcus Neme está envolvido com a arte desde a adolescência. Sua primeira exposição foi na década de 1990 e já tinha o ferro como um dos materiais de base.
A abertura da exposição "Tempo - A ferro e sal" acontece na sexta-feira, 28 de junho, às 19h30, na Galeria Homero Massena, Rua Pedro Palácios, 99, no Centro de Vitória. A mostra fica até o dia 12 de agosto. O horário de funcionamento da galeria é das 10h às 18h, de segunda a sexta-feira.
Exibindo a inspiração japonesa

Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  

Imagine montar um mosaico de 1,60 x 2,54 m, todo com pequenas pastilhas de vidro de 1 cm². Sem dúvida é preciso ter tempo, determinação e muita, muita paciência. Foi esse o trabalho da artista plástica Cláudia Piassi em "Flores de Íris". Inicialmente, seria um enfeite para a parede de sua cozinha, mas o resultado foi tão bom que virou exposição.

A inspiração para a peça, que levou cerca de oito meses para ficar pronta, veio da arte japonesa, com a qual teve contato no ano de 2003 ao estagiar em uma empresa de arquitetura e engenharia como bolsista do governo nipônico. "Estudando a arquitetura e o design de interiores de uma casa japonesa, percebi a natureza sempre presente como norteadora do conforto e da beleza", conta Cláudia.

Mas a relação com os mosaicos vem desde os tempos da faculdade, quando estudou Educação Artística, com licenciatura em Artes Plásticas, na Ufes. Nesse período, ela fez pesquisas com vários materiais. "No mosaico, para conseguir seu efeito, o material é mais importante que a cor", explica. Suas produções sempre partiram de estudos e vivências.

A artista já participou de outras exposições coletivas, mas essa é a primeira individual e também o seu maior trabalho. "Os mosaicos são partes essenciais do meu trabalho enquanto designer, mas só veio a ocupar esse espaço quando passei a olhar meu trabalho não como uma produção em série e sim como uma obra única e atemporal", diz Cláudia.

Sua experiência com mosaicos já tem cerca de oito anos. Além da formação em Artes Plásticas, Cláudia tem pós-graduação em Design de Interiores na Faculdade de Belas Artes de São Paulo.

De família italiana, a artista acredita que a cozinha é um lugar de cheiros, sabores e vivências. A idéia inicial ao produzir "Flores de Íris" era que o trabalho trouxesse toda uma harmonia àquele espaço. Me apropriei de pinturas japonesas de natureza morta para compor esse desenho, pois queríamos que a natureza fizesse parte de nossas vidas", lembra a artista.

Mas depois ela mudou de idéia. "Gostaria que todas as pessoas tivessem acesso à arte. Eu acho que ele tem que ser visto por outras pessoas, é necessário mostrar o trabalho", acredita Cláudia.

O mosaico "Flores de Íris" fica exposto até o dia 30 de julho na Oficina Revestimento, Rua Neves Armond, 189, na Praia do Suá, das 9h às 18h.


Sentimentos à flor da pele

Felicia Borges


  
Foto: Divulgação
  

Feminilidade, expressões, sentimentos. São esses os temas da exposição "Expressões da Alma", da artista plástica Cristina Rezende, que pela primeira vez apresenta um trabalho individual e temático em Vitória, cidade que adotou para morar. Serão 40 quadros apresentados em seu atelier, no Barro Vermelho, a partir do dia 23.

A artista trabalha três séries em relação à alma. "A primeira parte contém as expressões do corpo relacionado com a alma, mostrando que às vezes a expressão do corpo não condiz com aquilo que a gente quer falar. O enfoque é o milagre da vida. A segunda série é a caracterização de expressão africana, como a mulher procura estar se enfeitando, mesmo numa cultura diferente. Abstratos africanos através dos tons, como marrom, verde, vermelho. A terceira série traz as flores estilizadas, em que eu trabalho com tulipas", explica Cristina.

A artista trabalha com esculturas sobre tela de uma forma abstrata. Essa é uma exposição inédita em Vitória e mostra quadros que começaram a ser feitos em fevereiro deste ano. Cristina já fez outras exposições individuais na Capital, mas com essa temática é a primeira vez. Também já participou de mostras nos Estados Unidos.

  
Foto: Divulgação
  
Cristina começou a pintar há cerca de sete anos, quando fez um curso de pintura na Itália. "Realmente estou apaixonada, me deu muito prazer pintar esses quadros. Essa é uma época de amadurecimento muito grande", declara a artista.

O vernissage de lançamento da exposição "Expressões da Alma" acontece no dia 23 para convidados. A partir do dia 24, a mostra vai ser aberta ao público e fica até o dia 22 de julho. Cristina Rezende Ateliê de Pintura fica na Rua Guilherme Serrano, 220, no Barro Vermelho. O horário de funcionamento é das 9h às 18h de segunda a sábado.