Ainda na seqüência das eleições para a Câmara dos Deputados, o voto evangélico vai influir bastante, assim como também vai influir bastante para a Assembléia Legislativa. Calcula-se que o eleitor evangélico corresponda a 550 mil votos. Se formos distribui-lo, vamos encontrar, por exemplo, na igreja Batista, 60 mil votos, com o deputado federal Neucimar Fraga, do PL, habilitando-se bem a eles. Na eleição passada foi o vice-prefeito de Luiz Paulo, Ademir Cardoso, quem recebeu a maior votação.
A Assembléia de Deus, com os seus 200 mil votos, votou na eleição passada em Jair de Oliveira (PMDB) e Neucimar Fraga. Desta vez, repete um pouco para os dois, com mais votos para Neucimar. Para deputado estadual, Jurandir Loureiro, do PSC, deve ser o preferido. A Universal, que nas eleições passadas deu a Neucimar Fraga a maioria dos seus votos, vai descarregar agora no pastor Marcos. Aliás, esse pastor já está em plena campanha, com adesivos em carros. Mas a universal não representa mais do que 25 mil votos.
A Maranata, com os seus 200 mil eleitores, pode reeleger o deputado Carlos Manato, do PDT, que teve 40 mil votos nesse segmento religioso, nas eleições passadas. Tudo indica que Manato melhore bem o seu desempenho dentro dela. Isto porque. nas eleições passadas, ele era relativamente desconhecido dentro dela. Ganhou voto por ação da cúpula da igreja. Agora ele está enfronhado na sua base. Pode surpreender por aí. Dizem que pode acrescentar mais 20 mil votos.
A Presbiteriana é um pouco chão de todo mundo, os seus pastores são mais comedidos na intervenção eleitoral. Mas ela representa 30 mil votos. Completam o elenco as chamadas igrejas independentes, como a Quadrangular, em Células, Metodista, Casa da Oração, juntas representam 50 mil votos. Da vez passada, Neucimar e Jair dividiram esses votos.
Quando se verifica, nesse universo evangélico, a tendência para a eleição de deputado estadual, os que têm mais chances são Edson Vargas (PMN), Reginaldo Almeida (PSC), Jurandir Loureiro (PSC) e Robson Vaillant. Dos que vão disputar pela primeira vez, aparecem bem Nelson Farias, do PL, Waldil, também do PL, Marcos Mansur, do PPS, e Nilis Kastenberg, PL.
Fragmentos
1 - Neste fim de semana, o PMDB pode estar decidindo o seu destino eleitoral de 2006, chegando à definição quanto ao ingresso do governador Paulo Hartung no partido. Não será surpresa se houver uma reviravolta no processo com uma decisão inesperada. Para o governador assegurar o seu ingresso, vai ter que fazer concessões e ainda garantir espaço eleitoral para os atuais deputados federais, Marcelino Fraga, Rose de Freitas e Jair de Oliveira.
2 - Os três sabem que a simples presença de Lelo Coimbra e Rita Camata na lista de candidatos a deputado federal representa uma imensa ameaça para eles. A entrada no partido do secretário de Agricultura, Ricardo Ferraço, como está sendo ventilado, na companhia do governador, é, então, uma pá de cal na pretensão dos três.
3 - Mas a verdade é que o fruto está amadurecendo e pode ter sua definição neste fim-de-semana. Mas como política é uma caixa de surpresas, pode estar vindo uma por aí. E o nome dessa surpresa pode se chamar muito bem Sérgio Vidigal, do PDT, cotado para concorrer ao governo contra PH.
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