Esta foi uma das reivindicações dos moradores da Regional da Praia do Canto, Vitória, colocadas pelo representante da comunidade, vereador José Carlos Lyrio Rocha (foto). Ele criticou duramente a falta de estrutura nas instalações das polícias locais, além da queda de efetivo da PM e a ação de meliantes entre os flanelinhas na região.
Tanto Lyrio Rocha, presidente da Associação de Moradores da Praia do Canto (AMPC) - há 13 anos - e do Conselho Interativo de Segurança da regional, como outros presentes, numa reunião, alertaram sobre as instalações extremamente precárias da delegacia da Praia do Canto. O local foi comparado algumas vezes a "uma das casinhas de pescadores de Conceição da Barra" - município do litoral norte.
Moradores da quinta regional, autoridades públicas e policiais se reuniram na manhã desta sexta-feira (5), no auditório do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Espírito Santo (Setpes).
O presidente da AMPC não fez somente críticas ao governo do Estado - responsável pela segurança pública -, mas foi enfático ao afirmar que a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) têm que fazer mais "para que não haja perda de controle da ordem pública na Praia do Canto e demais bairros".
Na primeira parte do encontro o tenente comandante da 5a Cia da PM, Antônio Bezerra, fez uma breve explanação sobre o policiamento em busca de minimizar em 15% todo tipo de delinqüencia - desde os furtos até os seqüestros relâmpago.
Logo depois, o tenente formou a mesa de discussões junto com a coordenadora regional de obras, Wânia Nassif, delegado da PC, João Batista Calmom, major Joelson Miranda (representando a Guarda Municipal), a subsecretária da Sesp, Leila Márcia da Silva, e o presidente Lyrio Rocha.
Segundo na mesa a tomar a palavra, o líder comunitário criticou em primeiro lugar a aparente falta de interesse da população local, devido à falta de presença de diversos moradores e populares que reclamam contentemente da segurança na Praia do Canto.
"Outro dia mesmo um diretor de escola estava reclamando mais patrulhamento próximo ao colégio, e hoje não há um representante da instituição. Temos que nos unir se quisermos pressionar o poder público".
Lyrio Rocha ressaltou que não há condições de a delegacia da Praia do Canto continuar comportando presos de alta periculosidade e notoriedade nacional - como o ex-presidente da Assembléia Legislativa, José Carlos Gratz.
"A delegacia só sobrecarrega as funções dos policiais civis e ainda põe em risco o cotidiano da população local flutuante". Estima-se que 100 mil pessoas transitam diariamente na Praia do Canto.
A falta de apoio logístico à 5a Cia e à delegacia da Polícia Civil não ficou de lado. "É uma situação muitas vezes embaraçosa aos militares e aos policiais civis. Algumas vezes os PMs nos procuram até por coisas banais como bloco de folhas", disse o presidente do Conselho Interativo de Segurança. No caso da PC, o delegado João Batista Calmon teve que levar de casa o próprio computador para que o banco de dados e as ocorrências não se acumulassem entre papéis.
"Mesmo para que os PMs da 5ª Cia tivessem uma sede, a associação pagava cerca de R$ 1.500 por mês numa casa de dois andares. Depois de quase três anos não agüentamos mais arcar com a despesa, fizemos uma série de articulações até que conseguíssemos a sede que há hoje", comentou.
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