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Foto: RIokan
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| A Folia de Reis é uma das manifestações culturais que representará o ES
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Sabedoria que não tem mais fim. É o que sugere o título de mestre. Imagine, então, um monte deles, vindos de todas as partes do planeta, para trocar experiências e ensinamentos que vão muito além do que qualquer livro pode contar. De fato, um encontro especial, no qual os capixabas também estarão presentes.
Reginaldo Barbosa Sales, Dulcino Gaparello, Vitalino José Rego e Meuchiadia Alves são os nomes dos representantes da cultura popular do Espírito Santo no I Festival de Mestres da Cultura Popular do Mundo, que acontece entre os dias 23 e 28 de agosto, em Limoeiro do Norte, no Ceará.
Segundo informações da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), o mestre Tertulino Balbino, do Ticumbi, também foi convidado, mas não aceitou, pois na mesma data irá participar do Festival de Folclore de Conceição da Barra.
Aos que vão, caberá aprofundar as relações entre o passado e o presente das manifestações culturais tradicionais, suas matrizes e as interfaces com outras culturas em uma programação variada, que será composta por mostras, seminários e oficinas. E os mestres capixabas têm conhecimento de sobra para passar.
Reginaldo é mestre da Banda de Congo Amores da Lua, de Santa Marta. Com mais de 80 anos, ele irá representar uma das mais genuínas manifestações culturais do Estado. Já Dulcino levará ao Ceará, e aos mestres de todo o mundo, toda a riqueza da Folia de Reis. Ao lado deles, Vitalino, da Barra do Jucu, que mostrará tudo o que sabe sobre a confecção de casacas, e Meuchiadia Alves, a quem caberá difundir a riqueza das panelas de barro do Espírito Santo.
Meuchiadia, que desde os 15 anos trabalha como paneleira em Goiabeiras, aos 75 continua a fazer até 30 unidades por dia. Ela não esconde a satisfação por representar o Estado. "Fiquei muito satisfeita por poder ir mostrar a cultura de Vitória, do Espírito Santo. É uma cultura que não morre nunca, que a gente aprende com a própria mãe e depois vê as filhas seguirem", diz.
Para o artesão Vitalino, é mais uma oportunidade de expor o seu trabalho fora do Estado. "Acabei de chegar da França, onde participei do Festival do Porto de Sardinha, em que representamos a fincada do mastro de São Benedito, com os próprio franceses carregando o mastro. Foi uma coisa de arrepiar", afirma.
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Foto: Gustavo Louzada
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| Vitalino, da Barra do Jucu, não confirma sua participação como indicação da Secult
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Polêmica
Vitalino, que é autodidata na confecção de casacas, vai participar do festival de mestres, no Ceará, dando oficinas e contando a história do instrumento. Segundo ele, sua presença lá não se deve a uma indicação da Secult, mas a seus próprios contatos com a Secretaria de Cultura do Ceará. Ele argumenta também que sua ida será bancada por seus próprios patrocinadores, cujos nomes não quis revelar.
No entanto, segundo informações da Secult, é a própria Secretaria que o indicou e que também bancará a passagem para os representantes capixabas no festival. Já o alojamento, alimentação e hospedagem ficam por conta da organização do evento.
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