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Cores em harmonia
Fabíola Zardini
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Foto: Divulgação
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"Pintar é uma aptidão intríseca à personalidade, um dom de Deus. Cabe-nos desenvolvê-la e aperfeiçoá-la, harmonizando as cores". Essa é a forma que a artista plástica Maria Helena Nolasco de Abreu, que abre a exposição Harmonia das Cores II, a partir do dia 16 de agosto no Espaço ArtIbeuv, em Vila Velha, vê seu talento para a pintura.
A artista, que é natural de Guaçuí, se interessa pela arte desde criança e tudo começou de forma simples, com lápis de cor. E agora, óleo sobre tela, porcelana e tecido. O aperfeiçoamento nessas técnicas vem desde 1995 com o auxílio da artista e professora Nícia Fiúzza.
Nesta exposição, ela aborda os temas flores, frutas e legumes, paisagens campestres, abstratos e mostra peças de seu acervo particular, como a Vila Mansa, em Afonso Cláudio. São 25 quadros expostos à visitação.
O Espaço ArtIbeuv fica na rua Sete de Setembro, 135, Centro, Vila Velha. No dia 23 de agosto, acontece um encontro com a pintora a partir das 15h no local da exposição.
O divino e a liberdade juntos em exposição
Felicia Borges
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Foto: Divulgação
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| Relicário de Cacá Benevides
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Foi-se o tempo em que os governantes europeus eram considerados eleitos por Deus e os preceitos religiosos conduziam a sociedade. Mesmo não mais em um Estado teocrático, a influência da Igreja Católica ainda é muito forte. Basta dizer "O Senhor esteja convosco" e muitos, de pronto, responderão "Ele está no meio de nós".
Eis aí uma das frases que são repetidas todos os domingos nas missas e que fazem parte do nosso "acervo" de respostas automáticas. Na exposição "Na noite em que ia ser entregue...", que abriu na segunda-feira (8), na Galeria Virgínia Tamanini, o artista Cacá Benevides conseguiu reunir 17 frases da liturgia usando uma linguagem moderna. "São relicários onde é feita uma leitura das frases da Igreja Católica que ficam cristalizadas na cabeça da gente", diz.
Nessa representação contemporânea das frases da liturgia, Cacá elabora um discurso sobre a experiência da vida. As caixas de parede são como um espaço cenográfico, em que, através de um vidro, é possível observar os objetos que representam os ritos da liturgia católica.
Componente recorrente nas obras, o copo de leite cria um diálogo entre as partes. De acordo com Cacá, é o elemento santificado e sofre variações conforme o significado das passagens. Os copos de leite aparecem ora derramados, simbolizando a ruptura como uma desestruturação nas relações com a igreja, ou plenos, como aceitação dos dogmas prescritos. Ele também se utiliza de outro copo de leite, a flor.
Outros elementos compõem os relicários criados por Cacá. Numa passagem pelo estilo Kitsch, usa flores, fotografias, pega materiais nos baús de família, em lojas de R$1,99 e no lixo e cria um sentido com eles, dando contemporaneidade à história.
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Foto: Divulgação
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| Quente e Úmido mostra liberdade da mulher
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Quente e Úmido
Ao lado dos relicários de Cacá Benevides, o grupo Venusky mostra a instalação "Quente e Úmido", composta por dez bonecas plásticas dotadas de vaginas ornamentadas.
O grupo, no caso, é composto pelas artistas plásticas Melissa Guizardi e Rubia Pella. "O objetivo é colocar em questão as relações de gênero na contemporaneidade. Mostrar aquilo que em geral se oculta, que é o sexo feminino", explica Melissa. Este que é visto como lugar de marcação simbólica, um lugar quente e úmido, portador de todas as metáforas, de todas as condições para a proliferação do micro, do enigmático, do perturbador.
Tratado como sujeito central, enquanto elemento plástico, o corpo da mulher é sobrepujado de elementos simbólicos que reivindicam o direito ao próprio corpo, ao prazer sexual, à imposição das necessidades e individualidades femininas em lugar da exposição do corpo feminino enquanto objeto público.
"A proposta é discutir a relação de gênero. Por que é tão proibido expor o sexo feminino e quando é exposto é a serviço da fantasia masculina?", questiona Melissa.
A exposição "Na noite em que ia ser entregue...", com relicários de Cacá Benevides, e a instalação "Quente e Úmido", de Venusky, é promovida pelo Sindicato dos Artistas Plásticos Profissionais do Espírito Santo (Sindiappes).
A mostra fica até o dia 9 de setembro na Galeria Virgínia Tamanini, Praça João Clímaco, 54, no centro de Vitória, anexo à Academia Espírito-Santense de Letras. O horário de funcionamento é das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira. Informações pelo telefone 3223-9596.
O Apocalipse é agora
Felicia Borges
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Foto: Divulgação
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A injustiça domina o mundo, mas é preciso ter esperança. Chegará o dia em que a ira divina se abaterá sobre todos e os opressores perecerão. Assim diz o último livro da Bíblia. Trazendo para a contemporaneidade, aos que temem a justiça de Deus, o espetáculo 'Apocalipse' mostra que há castigos piores, vindos dos próprios homens.
"O espetáculo aproxima o apocalipse bíblico dos dias atuais. Fala sobre questões de prostituição, neonazismo, enfim, as mazelas que os seres humanos sofrem. As maldades que eles fazem consigo e com os outros são piores do que a ira divina", diz o diretor do espetáculo, Márcio Zatta.
Direto, 'Apocalipse' propõe uma reflexão sobre o sentimento de culpa, que não pode ser eliminado por uma confissão superficial ou atos hipócritas de penitência. Mostra ao público a atual condição humana, cada vez mais degradada. "Todos os personagens são dúbios, com uma visão espiritual e um plano carnal", explica. Em cena, é possível ver um mesmo artista interpretando o demônio, um promotor, um fanático revoltado, um neonazista, um agente do cotidiano e um esquizofrênico.
O espetáculo é baseado nos relatos bíblicos sobre o juízo final, reunidos pelo apóstolo João. Nos dias atuais, o anjo vingador se manifesta em plena potencialidade. A Jerusalém do século XXI é uma metrópole moderna. "O espetáculo se desenvolve dentro de uma casa que foi transformada em um labirinto de uma grande cidade", conta Márcio.
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Foto: Divulgação
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Em 'Apocalipse', não há um palco fixo e o público, de cerca de 20 pessoas por apresentação, é convidado pelo personagem João Batista a percorrer o espaço cênico e acompanhar como testemunha os acontecimentos. "Ao final enquanto racismo, intolerância e violência desfilam como elementos bestiais, a ira de Deus descrita no Apocalipse de São João pode até parecer muito branda, soando como história da carochinha, se comparada à vida real, pois a crueldade do homem decreta a desgraça de si próprio", diz a sinopse da peça no site www.teatroapocalipse.com.br.
De acordo com Márcio Zatta, Apocalipse é completamente realista, com cenas de violência e erotismo. O espetáculo acontece todas as segundas e terças-feiras, às 20h, no antigo Ateliê da Prainha, na avenida Luciano das Neves, 389, em Vila Velha.
As encenações vão até o dia 29 de novembro e a classificação é de 18 anos. O valor do ingresso é R$10 (inteira) e R$ 5 (meia), e pode ser reservado pelos telefones 3340-1919, 8803-1042 e 8817-8721. É bom se apressar, porque já tem gente com entrada reservada até para o mês de outubro.
Elenco: André Storari (João Batista), Christiano Mattos (São João, Juiz, Travesti, Inspetor, Fanático Revoltado), Cris Rosa (Maria Madalena, Prostituta), Octávio Aphonso (Jesus Cristo, Neonazista, Homem 1, Homem 2), Poliana Mello (Coelho, Prostituta, Altista), Priscilla Poeta (Criança, Beata), Rodrigo Brand (Demônio, Promotor, Fanático Revoltado, Neonazista, Agente do Cotidiano, Esquizofrênico), Sandra Mendonça (Drogada, Prostituta, Policial, Paraplégica). O texto é de Izaac Erder e a realização é da Cia de Teatro Experimental.
Cores em formas
Vítor Lopes
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Foto: Divulgação
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O Espaço Cultural Ematra inaugurou na noite da última quinta-feira (4) a exposição 'Cores em Formas' da artista plástica Lílian Kanke. A visita fica aberta ao público até o dia 31 de agosto, sempre das 13 horas às 19 horas.
Lílian nasceu em Vitória, mas reside em Vila Velha há 17 anos, onde possui um ateliê próprio. "Comecei a vida artística em 1994 quando passei a desenvolver alguns trabalhos de pintura em cerâmica, porcelana e vitrais para presentear amigos e parentes", comenta.
Ela utiliza sua técnica para retratar, principalmente, seu olhar a respeito das flores, mas também passa pelas formas de arte abstrata. Desde 2003, Lílian realiza trabalhos em madeiras.
Como referência artística, a artista-plástica sinaliza Salvador Dali e Reneé Magritte, além de destacar as obras "Madonna de Port Lligat" e "Espelho Falso".
Visite!
"Cores em Formas". Exposição da artista-plástica Lílian Kanke. Espaço Cultural da Ematra. Av Cleto Nunes, 85, 12º andar, Ed Vitória Park, Centro, Vitória. Mais informações pelo telefone (27) 3223-6512.
Magia circense nas telas
de artistas capixabas
Felicia Borges
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Foto: Isaumir Nascimento
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| A magia do circo é o tema da exposição que será aberta nesta quinta
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Realidade e fantasia se unem no universo do circo. Pelas mãos de escultores, fotógrafos e artesãos, esse mundo de fantasias chega à cidade. Na exposição "Gran Circus Alegria de Viver", que abre nesta quinta-feira (4) no Espaço Cultural Yázigi, a vida circense se mostra através da arte.
"Todas as obras estão mostrando a ilusão que é o circo. Tanto as cores quanto os trabalhos retratam o dia-a-dia do circo", diz a curadora e uma das artistas da exposição, Kyria Oliveira.
Participam da mostra os artistas Ana Paula Castro, Chico Guedes, Luciano Boi, Fernanda Brito, Trac Jeuveaux, Sandro Soeiro, Kyria Oliveira, Norton, Flávio Garcia, Simone Guimarães e Socor. "A maior parte dos artistas teve que fazer as obras para se adequar ao tema. Foi um desafio para todos eles. No Espírito Santo nós não temos essa cultura do circo. Sempre que tem circo no Estado é de grandes companhias", fala Kyria.
De acordo com a curadora, o momento por que vem passando o Brasil, com ondas de denúncias políticas, foi um impulso para resgatar esse universo real e ao mesmo tempo fantástico do circo. "O tema foi ganhando força a partir do circo que o nosso País está envolvido, mas esse não tem graça nenhuma. Resolvemos resgatar o circo, mas um circo alegre".
No dia 5, sexta-feira, acontece a Oficina da Luz, com a fotógrafa Fernanda Brito, que atua nas áreas de cinema, publicidade e documentários. A proposta é apresentar os princípios básicos da fotografia e mostrar a importância da luz nesse processo, através de atividades lúdicas, com jogos e brincadeiras. O curso será oferecido às 9h para crianças e às 17h30 para adultos. A oficina é gratuita e tem duas horas de duração. As inscrições devem ser feitas no Yázigi Praia do Canto, pelo telefone 3325.2808.
O vernissage de abertura da exposição "Gran Circus Alegria de Viver" será nesta quinta-feira, às 19h. Para o clima ficar perfeito, vão se apresentar no dia artistas circenses, como palhaços, malabaristas, entre outros. A exposição vai até o dia 6 de setembro no Espaço Cultural Yázigi, na Praia do Canto.
'Elas' em escultura
Vítor Lopes
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Foto: Divulgação
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A Livraria Cultura continua a investir na divulgação da cultura capixaba. Prova disso é a nova tomada de rumos do projeto Quartas Cultural. Na edição da próxima quarta-feira (3), quem usa o espaço da livraria é a artista plástica Maria Corrêa.
Os consumidores que passarem por lá poderão conferir a exposição "Elas", uma extensa reflexão a respeito da condição da mulher e sua importância para a sociedade contemporânea.
O trabalho é composto por dez peças feitas de materiais como resina, bronze e mármore sintético (resimármore) que retratam a feminilidade da mulher como misto de força, beleza e sensualidade.
A obras exploram de formas figurativas ao abstrato e representam o desejo pelo crescimento pessoal e profissional, além da busca interior, da identidade, do amor e a luta pela sobrevivência da mulher hoje.
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Foto: Divulgação
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Maria Corrêa é graduada em Artes Plásticas pela Universidade Federal do Espírito Santo e se especializou em escultura, dando ênfase a materiais como a resina.
Visite:
Exposição "ELAS" de Maria Corrêa.
Abertura dia 3 de agosto, às 19h, dentro do Projeto Quarta Cultural na sobreloja da Livraria Leitura, 2º piso Shopping Vitória.
As obras serão expostas até o dia 31 de agosto, das de 10h às 22h.
Fotos e paixão
Felicia Borges
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Foto: Simone Guimarães
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A fotografia para Simone Guimarães é muito mais do que o simples produto do seu trabalho. "É uma paixão incondicional", declara. Paisagens, o mar de Regência, o campus e o Centro de Artes da Ufes, pessoas da família. Todos fazem parte da exposição "O olhar fotográfico. O olhar de Simone". Diante de sua lente tudo aquilo que desperta afetividade.
"Fotografia não precisa ter tema, é o olhar da gente sobre as coisas. Então tem de tudo. Gente, paisagens, coisas", diz Simone. A artista vai expor cerca de 1400 fotos no formato 10X15 divididas em sete mosaicos, a maioria coloridos. As fotos serão vendidas, cada uma a R$ 5, deixando vazios nos lugares onde forem retiradas, transformando o mosaico original.
As fotos, expostas na Galeria de Arte e Espaço Universitário, serão coladas na parede com fita adesiva. "Como eu faço na minha casa. Assim dá para visualizar várias informações ao mesmo tempo. É uma extensão da minha sala", conta Simone.
Mesmo com a evolução tecnológica, com o surgimento da câmera digital, ela não abre mão da fotografia tradicional. "Sou muito apegada a esses materiais, filmes fotográficos, papel fotográfico", admite.
Aos críticos de arte que acham a fotografia muito realista e não a consideram arte, Simone responde com verdadeiras pinturas. Para ela há uma união entre a arte, que trabalha com os sentimentos, e a ciência, que torna a fotografia realidade. "Fotografia para mim é arte, que eu chamo de fotográfica, não é arte plástica. Tem suas características próprias. É uma forma de expressão", acredita Simone.
Simone Guimarães é professora de fotografia no Centro de Artes da Ufes há 25 anos. As fotos inéditas foram feitas nos últimos quatro anos. "Tem três anos que eu não mostro individualmente. Eu sempre gosto de expor na universidade. Não parei de trabalhar, só não mostrei porque o custo é alto", diz Simone.
A abertura da exposição "O olhar fotográfico. O olhar de Simone" acontece nesta segunda-feira (25), às 20h, na Galeria de Arte Espaço Universitário, na Ufes. A mostra fica até o dia 9 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Todas as segundas-feiras haverá bate-papo com convidados, das 18h às 21h30, na Galeria. Visitas guiadas podem ser marcadas pelo telefone 3335-7853.
Beleza colorida
Felicia Borges
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Foto: Divulgação
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A natureza ao mesmo tempo em que é bela e suave pode se mostrar forte e bravia. Em meio aos espinhos surge a flor. A natureza, as flores, a beleza das cores e suas formas foram retratadas por dez alunas da artista plástica Litza Dias e serão exibidas na exposição "Beleza em Cores" a partir desta quinta-feira (7).
Em cerca de 25 telas são retratadas, com pintura em óleo sobre tela e técnica mista, florais, paisagens, animais e abstratos. "É uma oportunidade que elas, as alunas, estão tendo de levar o trabalho ao público, de receberem crítica", acredita Litza.
Natural de Minas Gerais, Litza cresceu no Espírito Santo e começou a pintar com 15 anos. Hoje ela tem um ateliê em Jardim Camburi onde faz exposição permanente e dá aulas de pintura. "Quando a pessoa está buscando a arte, ela eleva o espírito. Funciona como uma terapia e desenvolve a criatividade. Tenho o dom e a facilidade de passar isso. Tendo persistência, todos chegam a um objetivo e descobrem seu estilo próprio nos vários caminhos da arte", diz Litza, que é autodidata.
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Foto: Divulgação
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Além da exposição inédita dos trabalhos das alunas, Litza está com uma mostra individual no aeroporto de Vitória chamada "As Flores".
A exposição "Beleza em Cores" começa nesta quinta-feira (7) no Espaço Cultural Ematra, Avenida Cleto Nunes, 85, no 12º andar do Edifício Vitória Park, Centro de Vitória. O horário de funcionamento é das 13h às 19h, de segunda a sexta-feira. A mostra vai até o dia 29 de julho.
Inauguração com fotos impublicáveis
Da Redação
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Foto: Bruno Miranda
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O Restaurante Galpão está completando 10 anos. E nesse tempo, sempre teve um enfoque cultural significativo com exposições de arte, música artesanato e outras manifestações. Para comemorar o aniversário, o Galpão abre um novo espaço para as artes, onde serão feitas várias exposições, com a idéia de promover novos talentos.
O Espaço Cultural Restaurante Galpão será inaugurado com a abertura da exposição de fotografias INmpublicável, dos fotógrafos Bruno Miranda, Bruno Zorzal e Gabriel Lordelo. INmpublicável, como o próprio nome diz, são fotos feitas no dia-a-dia da redação de um jornal pelo seus fotojornalistas e que, por algum motivo, não serão publicadas. Uma produção que, nem sempre conquista espaço nas páginas jornalísitcas - acostumadas ao consumo rápido de informação - encontra abrigo nas páginas da Internet.
Junto com a exposição será lançado também o site do projeto: www.impublicavel.com.br/
Serviço:
Espaço Cultural Restaurante Galpão.
Exposição aberta ao público de 06 de julho a 1° de agosto
Horário de funcionamento: das 18h a 1h - de segunda a sábado
Av. Saturnino Rangel Mauro. 400. Jardim da Penha, Vitória.
Química entre ferro e sal
Felicia Borges
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Foto: Divulgação
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O tempo para o artista plástico Marcus Neme pode ser medido pela corrosão obtida na reação entre o sal e o ferro. A exposição "Tempo - A ferro e sal" é resultado de pesquisas realizadas por cerca de cinco anos e destaca o conjunto de fenômenos químicos, físicos e estéticos que cercam esses elementos.
Os materiais em ação, aliados ao tempo, aparecem como agentes do processo pictórico. "Começa a aparecer manchas coloridas nos trabalhos, como se o vento e o sal, tão temidos pelos construtores, fossem os grandes pintores da natureza", explica Marcus.
Surgem cores e formas efêmeras sobre cada uma das superfícies, denunciando a cronologia dos objetos. "O tempo entra na questão porque os trabalhos vão mudando. Quem for na abertura e no final vai ver diferentes trabalhos", diz.
A exposição foi dividida em duas instalações. Na primeira, são 24 lâminas de sal sobre tela de arame, instaladas em perpendicular à parede com espaçamento, evidenciando duas superfícies. A ordem dos trabalhos segue a cronologia com que foram feitos, desde fevereiro quando foram iniciados.
A segunda proposta consiste em 12 ampulhetas, que são caixas de vidro de 31x31cm e 3cm de altura, com sal e ferro dentro, dando a idéia da matéria em ação e proporcionando a contemplação do tempo.
Para montar toda a exposição na galeria, foram necessários três dias. "Fiquei muito feliz com o trabalho, mas o resultado final quem dá é o público", diz Neme.
Marcus Neme está envolvido com a arte desde a adolescência. Sua primeira exposição foi na década de 1990 e já tinha o ferro como um dos materiais de base.
A abertura da exposição "Tempo - A ferro e sal" acontece na sexta-feira, 28 de junho, às 19h30, na Galeria Homero Massena, Rua Pedro Palácios, 99, no Centro de Vitória. A mostra fica até o dia 12 de agosto. O horário de funcionamento da galeria é das 10h às 18h, de segunda a sexta-feira.
Exibindo a inspiração japonesa
Felicia Borges
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Foto: Divulgação
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Imagine montar um mosaico de 1,60 x 2,54 m, todo com pequenas pastilhas de vidro de 1 cm². Sem dúvida é preciso ter tempo, determinação e muita, muita paciência. Foi esse o trabalho da artista plástica Cláudia Piassi em "Flores de Íris". Inicialmente, seria um enfeite para a parede de sua cozinha, mas o resultado foi tão bom que virou exposição.
A inspiração para a peça, que levou cerca de oito meses para ficar pronta, veio da arte japonesa, com a qual teve contato no ano de 2003 ao estagiar em uma empresa de arquitetura e engenharia como bolsista do governo nipônico. "Estudando a arquitetura e o design de interiores de uma casa japonesa, percebi a natureza sempre presente como norteadora do conforto e da beleza", conta Cláudia.
Mas a relação com os mosaicos vem desde os tempos da faculdade, quando estudou Educação Artística, com licenciatura em Artes Plásticas, na Ufes. Nesse período, ela fez pesquisas com vários materiais. "No mosaico, para conseguir seu efeito, o material é mais importante que a cor", explica. Suas produções sempre partiram de estudos e vivências.
A artista já participou de outras exposições coletivas, mas essa é a primeira individual e também o seu maior trabalho. "Os mosaicos são partes essenciais do meu trabalho enquanto designer, mas só veio a ocupar esse espaço quando passei a olhar meu trabalho não como uma produção em série e sim como uma obra única e atemporal", diz Cláudia.
Sua experiência com mosaicos já tem cerca de oito anos. Além da formação em Artes Plásticas, Cláudia tem pós-graduação em Design de Interiores na Faculdade de Belas Artes de São Paulo.
De família italiana, a artista acredita que a cozinha é um lugar de cheiros, sabores e vivências. A idéia inicial ao produzir "Flores de Íris" era que o trabalho trouxesse toda uma harmonia àquele espaço. Me apropriei de pinturas japonesas de natureza morta para compor esse desenho, pois queríamos que a natureza fizesse parte de nossas vidas", lembra a artista.
Mas depois ela mudou de idéia. "Gostaria que todas as pessoas tivessem acesso à arte. Eu acho que ele tem que ser visto por outras pessoas, é necessário mostrar o trabalho", acredita Cláudia.
O mosaico "Flores de Íris" fica exposto até o dia 30 de julho na Oficina Revestimento, Rua Neves Armond, 189, na Praia do Suá, das 9h às 18h.
Sentimentos à flor da pele
Felicia Borges
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Foto: Divulgação
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Feminilidade, expressões, sentimentos. São esses os temas da exposição "Expressões da Alma", da artista plástica Cristina Rezende, que pela primeira vez apresenta um trabalho individual e temático em Vitória, cidade que adotou para morar. Serão 40 quadros apresentados em seu atelier, no Barro Vermelho, a partir do dia 23.
A artista trabalha três séries em relação à alma. "A primeira parte contém as expressões do corpo relacionado com a alma, mostrando que às vezes a expressão do corpo não condiz com aquilo que a gente quer falar. O enfoque é o milagre da vida. A segunda série é a caracterização de expressão africana, como a mulher procura estar se enfeitando, mesmo numa cultura diferente. Abstratos africanos através dos tons, como marrom, verde, vermelho. A terceira série traz as flores estilizadas, em que eu trabalho com tulipas", explica Cristina.
A artista trabalha com esculturas sobre tela de uma forma abstrata. Essa é uma exposição inédita em Vitória e mostra quadros que começaram a ser feitos em fevereiro deste ano. Cristina já fez outras exposições individuais na Capital, mas com essa temática é a primeira vez. Também já participou de mostras nos Estados Unidos.
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Cristina começou a pintar há cerca de sete anos, quando fez um curso de pintura na Itália. "Realmente estou apaixonada, me deu muito prazer pintar esses quadros. Essa é uma época de amadurecimento muito grande", declara a artista.
O vernissage de lançamento da exposição "Expressões da Alma" acontece no dia 23 para convidados. A partir do dia 24, a mostra vai ser aberta ao público e fica até o dia 22 de julho. Cristina Rezende Ateliê de Pintura fica na Rua Guilherme Serrano, 220, no Barro Vermelho. O horário de funcionamento é das 9h às 18h de segunda a sábado.
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