O movimento sindical passa hoje pela pressão do Sindicato dos Metalúrgicos para reduzir o turno de 12 horas para 8 horas, com 5 letras (é um turno que cria uma folga maior para os trabalhadores). Era assim na CST há 4 anos, como também era assim na Samarco.
Ao estabelecer as 12 horas, a empresa se beneficiou com a diminuição de um turno. Representou uma economia de 200 trabalhadores, embora tenha dado um abono para levar essa vantagem, que evidentemente recuperou logo no primeiro ano do turno de 12 horas.
Nesse processo o trabalhador recebeu uma diferença, mas a categoria perdeu 200 empregos. Não é uma situação tranqüila, pois o sindicato luta pelo emprego e o trabalhador da CST pela manutenção do abono por conta da substituição do turno das 8 horas pelo das 12 horas.
É uma tarefa e tanto para o sindicato convencer o trabalhador da CST que emprego é prioridade. Além de que a situação se expandiu para outras empresas do ramo, atingindo até as terceirizadas. Somando essas perdas de empregos no setor, é urgente e necessário ser corrigido. Mas até onde haverá compreensão do próprio metalúrgico?
O sindicato sabe que está lindando com o capitalismo selvagem na sua mais alta ação da mais valia. Quanto mais os lucros crescem, e nos últimos anos têm crescido despropositadamente, ela mais comprime o trabalhador, substuindo habitualmente o metalúrgico por mão-de-obra terceirizada, reduzindo os custos da mão-de-obra.
Lidar com a CST é lidar com o próprio dragão, ainda mais num estado em que o governo estende a toda hora tapete vermelho para recebê-la. Tudo a favor dela, a ponto de desfrutar de benéficos fiscais especiais. É realmente um monstro que está por aí consumindo as forças dos trabalhadores e agindo na divisão da categoria.
O sindicato tem que cair em campo para conscientizar os trabalhadores de que unidade da categoria é que vai colocar um freio na empresa, estancar o processo de terceirização e participação, efetiva, nos seus estrondosos lucros. É segurar o dragão.
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