A CUT regional precisa entrar nessa pulada de cerca da construção civil para a área dos metalúrgicos. Essa pulada de cerca é coisa de empresas, como a CST. Para baratear custos passou a contratar mão-de-obra através de terceirizados com razão social da construção civil. De uma certa forma, colocaram os dois sindicatos em choque.
Uma situação que nunca deveria ter acontecido. A começar pelo ângulo dessa mão-de-obra pertencer de fato aos Sindicato dos Metálurgicos. Reforma de coqueria e alto forno, o que ocorre no momento na CST, é metal-mecânico. Ou seja, só mexe com ferro. Coisa de metalúrgicos.
A CST, malandramente, para enfraquecer o Sindicato dos Metalúrgicos, trouxe empresas de aluguel de mão-de-obra de fora para promover esse conflito de sindicatos. Mas como a DRT é omissa na questão, a confusão está formada.
A minha sugestão é que a CUT realmente arbitre essa mistura de construção civil com metalúrgicos. A CUT teria que fazer gestões para haver participação efetiva dos trabalhadores nas audiências públicas onde se definem as condicionantes. Amarrar os direitos dos trabalhadores, estabelecendo fronteiras entre metalúrgicos e operários da construção civil. Além de os dois sindicatos pertencerem à CUT, eles são da mesma corrente ideológica.
Tem tudo para acabar com essa zorra promovida na sua área pelas megaempresas. Quando falo em megasempresa, estou falando principalmente de Aracruz, CST, Vale, Samarco e Belgo Mineira. Não dá para a CUT ficar fora do processo. Também na dá para deixar a DRT de fora, porque está à frente dela um ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e da mesma corrente sindical. Se o Tarcísio não está correspondendo, a CUT tem que fazê-lo corresponder. Não correspondendo, pau nele.
O importante é que não se pode assistir de camarote a uma situação que está para virar um conflito de fato, que só serve aos interesses das grandes empresas, como a CST. Mas ele também serve, infelizmente, a dirigentes sindicais sem prestígio e que se valem da situação para se manter dirigente sindical.
Tem tudo nesse conflito: patrão sacana, dirigente sindical aproveitador, governo conivente e CUT, por ora (espero que não seja por muito tempo), omissa.
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