Desde o início do ano até hoje, pelo menos mais de R$ 2 milhões, entre dragagem, consultoria e estudos, já foram aplicados na contenção da erosão na Bugia, em Conceição da Barra, mas de nada adiantou. Só com estudo, R$ 750 mil foram pagos à empresa Everest Tecnologia em Serviços. Em dragagem, foram investidos R$ 1,335 milhão e em consultoria R$ 79 mil.
A prefeitura de Conceição da Barra encomendou a elaboração de um novo estudo global à empresa capixaba Everest Tecnologia em Serviços e abandonou o antigo feito pelo Phd em hidráulica Robson Sarmento. Segundo o secretário de Obras do município, Paulo Cabral, o novo projeto foi encomendado para atrair a quantidade total de recursos necessária para conter a erosão. "Precisamos da ajuda federal, porque a prefeitura sozinha não possui recursos suficientes para aplicar na solução definitiva do problema", disse.
Já no que se refere à dragagem, foram disponibilizados pela prefeitura R$ 1,335 milhão, dos quais R$ 1,035 milhão foram pagos à SCG Serviços de Dragagem Ltda. para a dragagem no rio Cricaré. Mais R$ 300 mil foram dados pelo Estado para ajudar nos serviços.
Também recentemente a prefeitura municipal contratou a Fundação Ceciliano Abel de Almeida para "regular a prestação de serviços técnicos especializados de consultoria". Custo do serviço: R$ 79.400,00.
Problema antigo
O Phd em hidráulica Robson Sarmento foi quem realizou um estudo há 12 anos propondo soluções para a questão da erosão na Bugia. A partir do estudo, medidas foram traçadas, mas sem ser aplicadas em sua totalidade, o que fez com que o mar avançasse cada vez mais em direção à orla.
Sarmento disse que o problema é muito antigo, embora ele tenha sido o primeiro a fazer um estudo aprofundado, no qual foi apontada a necessidade de se realizar uma dragagem para recompor parte da Bugia e construir píeres para proteger o aterro com o que for retirado da dragagem. "Até hoje o estudo que fiz não foi implementado. Por causa disso, a topografia da região já mudou e a ação do mar continua", relatou.
A erosão começou devido à ocupação desordenada da foz do Rio Cricaré. A situação se agravou devido ao desmatamento do leito dos rios Cricaré e Itaúnas, conseqüência do ocupação da Bugia, que era uma espécie de ancoradouro de pescadores e começou a ser povoado, mesmo com determinação da Marinha nem sentido contrário.
Rapidamente a Bugia virou um bairro e a vegetação foi sendo subtraída e o assoreamento intensificado. Na administração do prefeito Mateus Vasconcelos foram construídas uma praça e uma avenida no local, as quais foram destruídas juntamente com a Bugia.
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