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Foto: Vitor Lopes
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A idéia inusitada acabou atraindo personagens também inusitados. "Achei que o cotidiano das mulheres num presídio feminino era pouco explorado. Os masculinos têm muito mais material", explicou a diretora Liliane Sulzbach, do documentário "O Cárcere e a Rua", que estréia nesta sexta-feira (2), em Vitória, no Cine Ritz Norte Sul.
Premiado em diversos festivais nacionais e internacionais, incluindo o Festival de Cinema de Madri - melhor documentário - "O Cárcere e a Rua", produção gaúcha, não é somente um vídeo que trabalha com a realidade dentro de um presídio feminino. O objetivo mais importante, segundo afirmou a diretora da obra a Século Diário, foi a observação da proposta de reinserção social.
Qual seria a qualidade ou a rapidez da adaptação de uma presidiária, ao sair do cárcere? Como seria a adaptação de uma mulher condenada ao sistema presidiário? E como seria o relacionamento entre elas, cada uma com sua realidade? Estas e outras perguntas ficaram rondando a cabeça da direção e da produção. Deram certo.
Após conseguir autorização da Superintendência das Penitenciárias do Rio Grande do Sul, além da direção do presídio e das próprias presidiárias, Liliana entrou em campo. O trabalho durou três anos. "A maioria até gostava do contato e estava disponível para o assunto", disse a diretora. A receptividade do vídeo tem sido positiva por onde tem passado, como Rio e São Paulo. Neste final de semana, Florianópolis e Curutiba também estarão no circuito.
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Prêmios
Melhor Documentário Festival de Gramado, 2004
Melhor Documentário Fórum Doc Belo Horizonte, 2004
Prêmio José Lewgoy de Melhor Longa-Metragem Gaúcho
Melhor Filme do II Festival Internacional de Cinema Feminino, 2005
Melhor Documentário do Festival Internacional El Ojo Cojo (Espanha), 2005
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