Foto: Ricardo Medeiros
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| Secretário garantiu que vai buscar abono para saúde junto ao Executivo
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Após o anúncio do abono para os servidores estaduais do magistério, os funcionários públicos da saúde ocuparam o gabinete do secretário de Estado da Saúde, Anselmo Tose (foto), na manhã desta quinta-feira (8). O secretário garantiu aos servidores, após reunião com líderes da manifestação, que dará boas ou más notícias em audiência marcada para quarta-feira (14).
Quase 200 servidores, entre paramédicos e auxiliares de serviços gerais, junto com líderes da entidade que representa a categoria, chegaram de surpresa ao prédio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em Bento Ferreira, Vitória.
A conversa foi cordial entre as partes, apesar da impaciência dos servidores e do sentimento de discriminação que os dominava. Além do abono para os professores, alguns lembraram o dos policiais militares. Tose garantiu que vai procurar o colega de governo Ricardo Oliveira (chefe da pasta de Gestão e Recursos Humanos), para interceder pelo abono dos servidores.
Foto: Ricardo Medeiros
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| "Chegou o fim do ano, eu quero o meu abono", gritavam os servidores após a reunião com Tose |
PCCS
As conversas não ficaram apenas no abono. Foi discutido também o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) dos servidores. O secretário reforçou, como em outras vezes, que possui R$ 13 milhões para o enquadramento de recuperação salarial por tempo de serviço, a ser aplicado no início de 2006. Os reajustes seriam diferenciados. Para quem possui 20 anos de carreira, por exemplo, o percentual seria de 19%.
A saúde já recebeu R$ 13,2 milhões para complemento salarial. Entre setembro e outubro deste ano quem recebe até R$ 1.000,00 mensais teve benefício de R$ 450,00. Aqueles que ganham acima desse vencimento receberam abono de 45% do salário. Dez mil servidores foram beneficiados.
A categoria também reclamou reajuste e recuperação salarial. "Em todo Estado 1,5 mil trabalhadores ganham um piso abaixo do salário mínimo (R$ 300,00)", afirmou a servidora e líder sindical Lucenir Gomes Novaes.
Os servidores também reclamaram da superlotação nas unidades de saúde e da constante falta de materiais para atender os pacientes. O secretário reconheceu que a situação é crítica. "A situação da saúde não é nada confortável. Temos muitos problemas com corredores lotados no Dório (Serra) no São Lucas (Vitória), entre outros. Isso é devido a uma série de políticas irresponsáveis ainda da gestão passada", alfinetou.
Ao final da reunião, Anselmo Tose se comprometeu com mais uma reunião marcada para quarta-feira (14), às 11 horas.
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