Vitória (ES), edição de fim de semana
 
'Vamos para 2006 com chapa majoritária completa'
O PDT é oposição a Hartung





Cristina Moura


"Os desejos da nossa forma de vida
formam uma cadeia cujos elos são a esperança."
(Séneca)


Dentro da proposta de construir uma candidatura de oposição ao governador Paulo Hartung, o PDT ainda está na dúvida entre o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal, o ex-governador Max Mauro e o prefeito de Vila Velha, Max Filho. Até o momento, os três nomes têm condições de disputar.

Nesta entrevista, a deputada estadual Sueli Vidigal diz que seu esposo, Sérgio Vidigal, não está em diálogo com o governador, objetivando uma aliança. Seria especulação de quem já falou sobre o assunto, inclusive entrevistados das últimas edições. Basta consultar o arquivo das entrevistas de Século Diário.

Mas Sueli garante que a proposta do PDT é realmente a oposição, numa candidatura para o governo do Estado. E que não há indícios de um acordo de Vidigal com os Max, no sentido de um deles, o pai ou o filho, candidatar-se ao Senado. A deputada estadual quer se transformar em federal. É para isso também que ela está trabalhando.

Século Diário: - Deputada, na sua avaliação o governador Paulo Hartung será candidato à reeleição ou ao Senado?

  
Foto: Ricardo Medeiros
  
Sueli: - Olha, eu, na verdade, não sei te precisar porque historicamente aquelas pessoas que têm maior conhecimento do governador apostam que quando ele fala uma coisa ele faz outra. Então, na verdade, nós vamos agora aguardar. Aguardar seja qual a candidatura que for. Estamos aí prontos para aguardar.

- Mas, diante dos fatos que estão sendo mostrados até o momento, a senhora acha que a 'balança' pesa mais para qual lado?

- Ele atua e se posiciona como se fosse candidato à reeleição, mesmo porque qualquer ordem de serviço... A obra ainda vai acontecer e ele, realmente, tem feito uma grande festividade em torno de todas as obras. Então, eu acho que o trabalho dele está condizendo com a reeleição.

- As festividades, segundo o seu entendimento, seriam um indício, uma espécie de pré-campanha?

- Com certeza. Uma pré-campanha. Correto. Vejo por esse lado porque tudo tem motivo de comemoração, tudo é festividade. Então, só quem efetivamente está em campanha é quem inaugura, digamos, metros de asfalto, quem inaugura a entrega de um maquinário... Então, eu acredito que o governador está entrando em campanha, para a reeleição.

- A população está querendo ou está sendo receptiva a esse posicionamento dele?

- Bom, eu não posso precisar se a população aprova ou não aprova. Eu acredito que, a partir do momento em que forem deflagradas as eleições... Aí é a oportunidade de dizer 'sim' ou dizer 'não'.

- Em relação ao seu esposo e presidente estadual do PDT, Sérgio Vidigal: ele é ou não candidato a governador?

- Na verdade, Sérgio tem toda a bagagem para estar assumindo como governador do Estado, mas a proposta do PDT é estar fortalecendo o partido nos municípios. Nós queremos apresentar o quadro completo. O PDT vai ter quadro completo, mas o nosso objetivo principal, o objetivo do Sérgio nesse momento é estar fortalecendo as alianças partidárias, fortalecendo o partido para que a gente possa participar das eleições de 2006 com o quadro completo e também com os melhores nomes para oferecer ao Estado do Espírito Santo.

- Já é realidade mesmo ele se colocar como candidato de oposição?

- Dentro do partido, existem três nomes: o de Sérgio Vidigal, o nome do ex-governador Max Mauro e do (prefeito de Vila Velha) Max Filho. Existem estes três nomes dentro do partido, três pedetistas de luta, três pessoas já conhecidas da população capixaba. De igual modo, com qualquer um dos três nomes o PDT vai estar apresentando o que tem de melhor, mas mais na frente vai ser feita uma pesquisa para ver qual desses três nomes vai estar aglutinando mais forças políticas, qual desses nomes vai ter realmente condições para estar disputando as eleições de 2006 para o governo Estado.

- Existe a possibilidade de Sérgio encabeçar a chapa, como candidato a governador, e um dos Max para o Senado?

- É uma pergunta que eu não sei te responder, mas em tudo há possibilidade. Não posso te afirmar, mas sei que nunca foi conversado nada disso, nunca foi conversado isso dentro do partido. A princípio, os nomes postos são para cabeça de chapa, para governo do Estado. Mais à frente, tudo pode acontecer.

- E outra possibilidade, de o PDT se aliar ao governador Paulo Hartung e desistir do projeto de oposição?

  
Foto: Ricardo Medeiros
  
- Não. Não existe essa proposta, pelo menos ao que eu saiba.

- Porque outros entrevistados colocaram isso 'no ar', que Vidigal estaria conversando com o governador. A questão é se esse diálogo seria amigável ou em vistas de uma aliança.

- Com Vidigal, que eu saiba, ele nunca conversou com o governador Paulo Hartung. Houve uma conversa quando houve a questão da eleição da Mesa Diretora da Casa. Os partidos, o PSB e o PDT, foram conversar com o governador Paulo Hartung, até mesmo acredito que tenha sido naquele momento a convite do próprio governador, para conversar a questão das eleições da Mesa Diretora da Casa. Mas, fora isso, tudo é especulação. Nunca houve uma conversa nesse nível de Sérgio Vidigal com Paulo Hartung. Posso te garantir.