Foto: Apoena
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"Acho o episódio uma vergonha e inadmissível. Não há justificativas para esse caso e eu não gosto de jogo de empurra. Essa não é a prática deste governo. Quando viu que o telefone não era da Telhauto e sim da Rede Gazeta, por que não parou? Não tem pé nem cabeça". Palavras do governador Paulo Hartung, em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (12) sobre o grampo no telefone da Rede Gazeta. Ele deu prazo de 72 horas para o secretário de Segurança, Rodney Miranda, apurar o caso. E garantiu que os culpados serão punidos exemplarmente.
O governador anunciou ter determinado uma auditoria no sistema guardião, aparelho que faz o monitoramento de ligações dentro da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Ele quer esclarecimentos sobre quando foi iniciada a escuta e quando ela cessou. A Sesp tem 72 horas para apresentar o resultado da auditoria e o governador sugeriu ainda que um representante do Tribunal de Justiça e outro do Ministério Público acompanhem os trabalhos.
Ainda segundo o governador, qualquer agente público ligado ao Executivo que esteja envolvido em qualquer irregularidade será punido de acordo com a Lei. Paulo Hartung salientou, contudo, que é preciso apurar as responsabilidades antes de punir quem quer que seja.
O governo considera que o fato não mancha a imagem do Estado diante do Brasil. "Quem joga sujeira para baixo do tapete se fragiliza. Quem assume seus erros e tenta corrigi-los se fotalece", disse.
Apesar da escuta na Rede Gazeta, o governo considera o sistema do Guardião seguro, pois para que um telefone seja monitorado é necessária a autorização da Justiça. "O protocolo do sistema é rígido e tudo que foi monitorado está registrado".
Quanto ao julgamento dos acusados de matar o juiz Alexandre Martins, Paulo Hartung foi seguro. Ele acha que não haverá comprometimento, pois o magistrado que conduz o processo é muito competente. Hartung disse não haver elementos que apontem o erro como proposital com o objetivo de prejudicar o julgamento.
"Os valores da democracia e da ética serão restabelecidos neste Estado, como já estamos fazendo", completou Hartung.
Em Brasília, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, presidida pela deputada Iriny Lopes (PT), pediu à Procuradoria Geral da República que investigue o caso.
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