Vitória (ES), edição de 15 de dezembro de 2005    
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O Brasil em humor



Felicia Borges



  
Foto: Divulgação
  
Tonho dos Couros em participação no programa de TV de Tom Cavalcante
Rossini Macedo, intérprete do personagem Tonho dos Couros, há cerca de sete anos arrumou as malas, desceu o país lá de sua terra natal, a Paraíba, e veio parar em Vitória. Na bagagem trouxe a alegria e a cultura do Nordeste, celeiro dos grandes humoristas do Brasil. Nesta sexta (17) e sábado (18), Rossini lança seu 10º CD e o primeiro DVD.

"Um Paraixaba ao Vivo e em Couros" tem piadas, poesia de cordel e músicas baseadas em seus shows de humor. Além desse CD e do DVD, Rossini também lança a "Coleção Sorrir é 10", uma caixa com os dez CDs que foram lançados em seus dez anos de carreira.

O novo trabalho do "Cômicozinho", como ele mesmo se intitula, vai ser apresentado no seu novo show "Politiquengas". "No show a gente fala que político e quenga são a mesma coisa. É uma sátira ao momento político do Brasil", diz Rossini.

O humorista tenta sempre inserir em seu trabalho algum tipo de crítica. "Humor é uma das ferramentas principais do povo para criticar a política. O povo brasileiro é muito passivo. Mas ele é muito forte, quando quer ele faz, como foi o caso do impeachment do Collor, mas às vezes as pessoas não se dão conta disso. O humor tem essa função", acredita.

"Me considero um poeta"

Rossoni Macedo nasceu na pequena cidade de Picuí, na Paraíba. Desde criança, o menino já era irreverente. "Sempre fui muito brincalhão, muito sacana", lembra. Mas o interesse pelo humor veio de forma mais intensa aos treze anos, ao ler o primeiro livro de sua vida, "Poesias Dispersas", de Antônio Henriques Neto, um velho agricultor, poeta e humorista de sua cidade.

Seu Antônio era um grande amigo do avô de Rossini e tinha um apelido que em nada lhe agradava, "Tonho dos Couros". O menino cresceu chamando o senhor pelo apelido, conforme o avô lhe pedia para provocá-lo, e admirando o poeta. "Eu via esse senhor da minha cidade contar piada e ficava observando. Nunca pensei em levar a sério. Só aos 29 anos eu comecei a carreira de humor", diz.

Foi aí que resolveu homenagear o velho amigo e criou o personagem Tonho dos Couros, que conta piadas, canta, dança, conta causos em poesia e literatura de cordel. "O personagem surgiu de uma necessidade de fazer um programa de rádio. Vim para Vitória em 1999 para trabalhar em rádio. Quando eu cheguei aqui teve uma resistência muito grande. Não tinha um programa desse tipo aqui e eu tive que adaptar a minha linguagem à Região Sudeste", fala Rossoni.

"Me considero um poeta. Eu sou dono de poesia e não de piada. Piada não existe dono. A gente cria e ela vira de domínio público", considera o matuto mais desmantelado do Brasil, como é conhecido o Tonho dos Couros.

Hoje Rossoni tem programas diários nas rádios Litoral FM e Gazeta AM e faz show por todo o país. No ano passado Rossini fez uma turnê de quatro shows na Europa. Além dos discos gravados, ele é autor do livro "Sorria Nos 30" (1030 piadas com menos de 30 segundos). Este ano o artista ganhou o 1º Festival Nacional de Piadas do Show do Tom na TV Record, apresentado por Tom Cavalcanti, que teve a participação de 64 humoristas de todo o Brasil e durou três meses.

Serviço
O lançamento do 10º CD e do primeiro DVD, "Um Paraixaba ao Vivo e em Couros", e da "Coleção Sorrir é 10" do Tonho dos Couros acontece nesta sexta-feira (16) e sábado (17), às 22h, no Mr. Picuí Restaurante e Cachaçaria, Rua Joaquim Lírio, 823, Praia do Canto, em Vitória. Mais informações e reservas pelo telefone 3235-7711.

Clique aqui e conheça o site do Tonho dos Couros


 

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